Meio-sextil de Marte — Plutão
(Trânsito de Marte → Plutão natal)
Avesalom Podvodny. Aspectos
Meio-sextil de Marte: Qual planeta simboliza a agressão na astrologia marcial? Esse aspecto exige, para sua realização, uma transição parcial para as vibrações cósmicas da energia pessoal do indivíduo, o que, em primeiro lugar, implica sutileza nas ações ativas — algo que se encontra em aparente contradição com a rudeza da realidade terrena e que, em um nível baixo de elaboração, traz à pessoa inúmeras dificuldades não apenas de ordem metafísica: a resistência rígida ao mal é antiética segundo a ética cósmica. Contudo, nas esferas do planeta, a pessoa terá de lidar não tanto com o mal externo, mas com o interno, e ainda com aquele induzido socialmente, uma vez que, aqui, a pessoa está inicialmente sintonizada com a energia cósmica, incompreensível e frequentemente inaceitável para o inconsciente coletivo da sociedade. O trabalho de elaboração se dá pela assimilação, conscientização e aceitação interna das vibrações cósmicas acessíveis ao indivíduo, bem como da ética cósmica das ações ativas, que gradualmente se revela uma proteção mais eficaz contra a agressão do mundo exterior do que se poderia esperar inicialmente. Todavia, nesse caso — especialmente quando Marte está aflito —, é mais difícil livrar-se da agressão interna dirigida ao mundo e a si mesmo, tanto a manifesta quanto a reprimida, pois o meio-sextil exige, nesse aspecto, uma pureza estéril; a princípio, ela está presente, mas gradualmente desaparece, criando na pessoa uma sensação não inteiramente compreensível de desarmonia e rigidez internas, ligada ao fato de que, nesse caso, não é a humanidade que a julga, mas o Cosmos. Meio-sextil de Plutão: Do ponto de vista cósmico, não são os abismos do Tártaro que ameaçam a Terra, mas o lixo. Esse aspecto promove, nas esferas do planeta, uma purificação conduzida segundo a ética cósmica. Tal purificação ocorrerá tanto dentro do próprio indivíduo quanto em seu entorno e, idealmente, deve se processar de modo harmonioso, mas de acordo com os padrões cósmicos de beleza terrestre, que podem divergir da opinião pessoal do indivíduo. Geralmente, esse aspecto traz pequenos aborrecimentos que vêm em substituição a grandes problemas, e, se a pessoa perceber isso, considerará o aspecto muito benéfico, sobretudo se encontrar forças para aceitar as inevitáveis perdas — na maioria das vezes, pequenas, mas que, do ponto de vista terreno, podem parecer infundadas e incompreensíveis. Em princípio, esse aspecto tem grande interesse científico, pois aqui a pessoa se depara com uma variante cósmica do ano, e na sua forma mais harmoniosa, de modo que, mantendo-se em relativa segurança, é possível compreender, nas esferas do planeta, a ética cósmica — ou, pelo menos, tomar conhecimento do que o Cosmos considera inaceitável e passível de destruição. A aflição do meio-sextil pode gerar uma atitude francamente negativa em relação às esferas do planeta, a qual não deve ser tomada — embora essa tentação exista — como uma verdade cósmica: aqui, une-se a desarmonia terrena à visão crítica cósmica, e o trabalho construtivo de elaboração e crítica das esferas do planeta pode trazer resultados muito elevados e uma evolução significativa.





