Sabendo a sua posição em um determinado momento, os astrólogos se propõem a prever o futuro e, se refletirmos por um instante, prognosticam com sucesso. Afinal, o Sol em março provoca o crescimento das plantas, e a Lua, em certo ponto, controla as marés. Além disso, os adeptos da astrologia afirmam que a configuração dos planetas no momento do nascimento de um indivíduo pode programar seu caráter e alguns eventos de sua vida.

Juntamente com os signos astrológicos, é amplamente conhecida a chamada astrologia horoscópica (astrologia da personalidade), que, por sua vez, baseia-se na ideia de livre-arbítrio humano na escolha de seu destino, cujas opções estão inscritas no mapa natal (horóscopo). Qualquer sequência de eventos pode ser interrompida ou alterada pela vontade livre do indivíduo. A informação de advertência oferece ao ser humano o direito de escolha, que pode levar a um ou outro desdobramento dos acontecimentos.
Os cientistas acreditam que os primeiros registros de horóscopos (os mais antigos textos do Avestá, queimados por Alexandre Magno durante a conquista da Pérsia) serviram de base para a religião zoroástrica. O círculo planetário foi dividido em 12 arcos de 30 graus cada, aos quais correspondia uma simbologia alegórica (zodiacal). Assim, o nascimento das pessoas e suas características de personalidade foram diferenciados em 12 segmentos do calendário.

Tornaram-se populares os horóscopos nos quais o destino de uma pessoa é descrito com base no tempo e local de nascimento. Os signos do zodíaco são classificados em quatro grupos de elementos: fogo, terra, água e ar. Quanto à intensidade da expressão das qualidades zodiacais internas, os signos são divididos em três grupos: fracos (Sagitário, Peixes, Gêmeos, Virgem), médios (Leão, Escorpião, Aquário, Touro) e fortes (Áries, Câncer, Libra, Capricórnio).
A astrologia, na antiguidade, representava um dos principais componentes dos mistérios iniciáticos. Um dos exemplos de ritual astrológico era, por exemplo, a dança em círculo que imitava o movimento dos planetas. A escola mitológica interpretava muitas obras da cultura mundial por meio da lente astrológica. Em particular, a Bíblia é decifrada como uma descrição astrológica: os doze apóstolos são interpretados como os doze meses, os trinta dinheiros de prata como trinta dias do mês, Cristo como o Sol, seu nascimento como solstício, e assim por diante.
A astrologia está intimamente entrelaçada com ciências e religiões, práticas espirituais antigas e metodologias modernas de desenvolvimento pessoal.
Pode-se entender a astrologia como uma filosofia que ajuda a compreender mais profundamente as relações de causa e efeito dos fenômenos. Por meio de previsões astrológicas, é possível apreender as conexões sutis entre diferentes esferas da vida, incompreensíveis do ponto de vista racionalista e únicas para cada indivíduo; obter uma perspectiva, uma visão ampla das situações em que você se encontra. A astrologia pode proporcionar a você a capacidade de sentir a ordem cósmica em uma vida que, à primeira vista, parece caótica. Afinal, é justamente o sentimento de ordem que confere força para restaurar a autoconfiança, a serenidade e a tranquilidade da mente.
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