
Astrologia infantil é um dos principais ramos do trabalho de um astrólogo-consultor. Hoje falaremos sobre um tema específico, prático e, para muitas mães, atual: o traumatismo e a suscetibilidade a doenças infantis.
A astróloga do nosso portal, Anzhelika Zhuravska, sobre traumatismo infantil
Pela primeira vez, pensei na necessidade de elaborar prognósticos de traumatismo quando minha filha começou a andar. Ela andou cedo, praticamente dispensando a fase de engatinhar. Enquanto outras crianças engatinhavam e encantavam os pais com a velocidade de locomoção, nós, toda a família, curvados em três mortes, passávamos dias inteiros revezando-nos para segurar nossa Felicidade pelas duas mãozinhas, pois ela categoricamente não queria ficar parada. Todos ficávamos muito cansados, e, em um desses dias, aconteceu um acidente. Cheguei do trabalho, comecei a brincar com minha filha e, em um momento de distração, ouvi um choro. Minha filha havia caído e batido a cabeça com força no chão. Eu tremia de medo de que pudesse ter sofrido uma concussão, mas, por sorte, tudo terminou bem. Essa situação me fez refletir se, com a ajuda da astrologia, seria possível identificar os dias em que a criança tem maior probabilidade de sofrer tais lesões ou complicações graves de saúde. Comecei a estudar os mapas astrais infantis e o tema do traumatismo. Após anos de conversas com mães de crianças doentes e com dores frequentes, consegui identificar um padrão: na maioria dos casos, em crianças com doenças frequentes, é possível observar datas com maior probabilidade de problemas de saúde. Da mesma forma, em crianças muito propensas a traumatismos (há crianças que realmente sofrem mais lesões em brincadeiras, movimentos ou até mesmo em situações aparentemente seguras), também é possível identificar a probabilidade de lesões, embora não com 100% de precisão, mas em cerca de 70 a 80%. Todas as conclusões foram baseadas não apenas em minha experiência pessoal, mas também em observações feitas junto às mães (minhas clientes) de três grupos específicos de crianças:
- epilépticas — nelas, as crises são frequentes, e, se a criança cai durante um episódio, há grande probabilidade de lesão;
- com imunidade enfraquecida — crianças que, nos primeiros anos de vida (até os 3 ou 5 anos), adoecem com uma regularidade surpreendente, a cada 2 ou 3 semanas, inclusive no verão;
- com indicadores claros de traumatismo no mapa natal — nesse grupo, as crianças sofrem mais quedas e machucados, inclusive em situações em que é difícil imaginar como isso poderia acontecer. A idade não tem relevância.
Pessoalmente, essa abordagem me ajudou a prever de forma mais eficaz e também permitiu que muitas clientes entendessem se poderiam ou não realizar determinadas atividades com seus filhos em datas específicas. Por exemplo, viagens. Também observei repetidamente que as crianças adoecem exatamente nas datas indicadas no mapa astral, mas também se recuperam nos prazos previstos. Assim, é possível planejar o curso da doença. Em muitas situações, isso não tem pouca importância.

Essa compreensão me ajudou muito a não enlouquecer quando, durante uma viagem a trabalho com minha filha, ocorreu outro acidente: ela sofreu uma queimadura em quase metade da testa durante uma inalação (naquele momento, eu estava ministrando um seminário em Daugavpils). Minha filha tinha apenas quatro anos. Ao analisar o mapa astral, entendi que não haveria cicatrizes e que, em uma semana, o processo de cicatrização já começaria. Embora a situação parecesse grave — uma queimadura constantemente úmida no meio da testa, que ainda precisava ser tratada com pomadas e evitando que o cabelo entrasse em contato com a área afetada —, nós conseguimos lidar com tudo sem pânico. Naquele momento, entender como a situação se desenvolveria foi fundamental para meu apoio psicológico.
Um relato sobre esse episódio pode ser lido aqui.
Por coincidência, as mães que buscaram ajuda em consultas concordaram prontamente em manter um diário ou simplesmente registrar as datas de lesões e doenças de seus filhos, compartilhando depois comigo os períodos em que as crianças pioravam. Eu comparava esses dados com o mapa natal individual da criança e buscava padrões astrológicos repetitivos em todos esses casos. Assim, acumulei uma base de dados e observações. Há um grupo específico de crianças que ainda não estudei completamente: os nascidos por cesariana. Na verdade, o parto cesáreo é uma influência externa sobre a criança. Pode-se supor que, desde o nascimento, há uma predisposição a situações de risco de lesões que podem ocorrer em intervalos de tempo específicos. Até agora, consegui identificar que, em crianças nascidas por cesariana, ao contrário das propensas a traumatismos, não são tanto as lesões físicas que predominam, mas sim situações que afetam fortemente a psique. Nesse contexto, mudanças significativas ocorrem na vida dessas crianças. Em outras palavras, segundo minhas observações, crianças nascidas por cesariana têm um sistema nervoso mais sensível. No entanto, nesse aspecto, gostaria de realizar mais estudos.
Queridas mães e leitores do meu blog, se seus filhos também fazem parte do grupo de crianças propensas a traumatismos e doenças frequentes, vocês podem escrever nos comentários desta matéria os dados dos pequenos: horário, local e data de nascimento. Assim, poderei incluir essas informações em minha base de dados e utilizá-las para ensinar jovens astrólogos. Se também puderem compartilhar as datas das lesões, isso seria ainda mais valioso para análise e clareza.
Os comentários só serão publicados após aprovação dos moderadores (para evitar spam). Na medida do possível, também analisarei as datas que vocês mencionarem — será interessante entender se esses eventos eram previsíveis ou não.
Nem tudo em nossas vidas é predeterminado em 100%, pois podemos mudar ou moldar muitos aspectos. Os astrólogos, é claro, devem ser capazes de trabalhar com tais prognósticos, pois, com frequência, um coração materno ferido precisa de orientação e apoio.
Obrigado por lerem meu blog. Saúde para vocês e seus pequenos!

astróloga Anzhelika Zhuravska
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