
Hoje, volto a escrever meu blog astrológico e quero compartilhar com vocês algumas reflexões sobre os estresses crônicos do passado e sua influência no nosso presente. Ao longo dos últimos anos como astróloga, cheguei a uma conclusão inequívoca: a maioria dos meus clientes sofre dos mesmos problemas psicológicos. O mais surpreendente é que são justamente esses problemas que impulsionam as pessoas a tomar atitudes que destroem a felicidade e a harmonia no futuro. Sim, as decisões que tomamos, por exemplo, aos 19 ou 20 anos, refletem-se de forma desagradável no nosso futuro, dez ou quinze anos depois. E, devido ao tempo decorrido, não conseguimos perceber a relação, mas ela existe! Como resultado, divórcios, crises, decepções… As personalidades fortes conseguem lidar sozinhas com isso, mas aqueles que não têm tanta força ficam atolados no “pântano da vida”. E o mais interessante é que todas as ações dessas pessoas no presente e no futuro próximo também serão ditadas pelas consequências de um neurose sofrida no passado ou no presente. Então, que futuro pode ter uma pessoa assim? Será que ela conseguirá, afinal, conquistar a felicidade?
Nos manuais de psicofisiologia, está escrito que o estresse prolongado (como em uma infância difícil ou em lares onde os pais brigam constantemente) forma a neurose. Neurose é um estado condicionado principalmente por situações estressantes longas e difíceis de superar, que rompem a adaptação psicológica, causam esgotamento do sistema nervoso (combinação de irritabilidade e fadiga excessiva), ansiedade e se manifestam em problemas psicossomáticos de saúde. Por exemplo, em crianças, isso se traduz muitas vezes em enurese ou alergias, enquanto em adultos pode ser enxaquecas, distonia neurovegetativa e assim por diante. Na realidade, existem muitos tipos de neuroses, pois cada pessoa é única. Entre os principais, podemos destacar:
- Neurose de estados obsessivos (encontrei isso em clientes: ciúmes, fixação em seus fracassos),
- Neurose histérica — um transtorno resultante de uma situação estressante que afeta o aparelho motor e as manifestações emocionais tornam-se excessivamente intensas, parecendo exageradas e inadequadas para os outros…
Sim, sim, ela se aproxima de nós de forma imperceptível, mas quanto mais tempo esse estado persistir, mais graves podem ser as consequências para a felicidade pessoal. Esse tema me tocou profundamente, e comecei a investigar. E eis que, surpreendentemente, descobri que também sou uma pessoa neurótica. Tudo começou com minhas reflexões sobre o bem. Por muito tempo, fui atormentada pela pergunta: por que eu “fixo” tanto em ajudar os outros? Desde a infância. Especialmente, isso me causava muitos problemas no meu primeiro casamento, quando meu marido não compartilhava a ideia de amor universal e ajuda incondicional. Chegamos até a brigar por isso. Era triste. Como resultado, formou-se em mim um forte conflito entre o desejo de ser uma boa mãe e esposa aos olhos do meu marido, mas também de ser uma pessoa digna aos meus próprios olhos. Não me tornei a boa esposa aos olhos dele, e nos separamos. Mas conservei em mim a fé no bem, na ajuda, e agora entendo que essa necessidade me tornou quem sou. E, de repente, descobri que o desejo de fazer o bem aos outros não é uma vocação, mas uma consequência de um estresse prolongado na primeira infância. E esse estado tem um nome: neurose. Assim… então eu sou uma neurótica??? Hum… e a infância foi difícil, e meu primeiro marido sinceramente achava que eu era uma histérica. Foi exatamente isso que ele dizia. Então, há alguma verdade nisso. Sim, meu mapa astral também confirma a presença de distorções psicoemocionais na primeira infância. Isso é muito visível no mapa. Mas não me dei por vencida; comecei a lutar por mim mesma, pela minha felicidade e pela felicidade da minha filha. Afinal, é claro que uma mãe traumatizada não pode ter um filho psicologicamente harmonioso. Ao tomar consciência, em determinado momento, de que podia ser uma histérica, esforcei-me para eliminar esse estado dentro de mim. Fui a psicólogos, estudei astrologia e, agora, psicologia. E acho que consegui superar muitos problemas. A astrologia e a psicologia, ou seja, a astropsicologia, me ajudaram.
Como se livrar da neurose?
Se a neurose estiver em um estágio muito avançado, a psicoterapia será a solução. Sim, sim — é necessário ingressar em um grupo de apoio (na minha opinião, isso é mais eficaz) ou fazer sessões individuais com um psicoterapeuta. Mas esse é um caminho mais longo. O principal objetivo da psicoterapia das neuroses é eliminar defeitos de caráter e mudar o padrão de comportamento. Está comprovado que, após a correção da personalidade, os sintomas neuróticos desaparecem. A pessoa começa a viver de outra forma. Além disso, quando isso acontece, pode-se dizer com segurança que ela nunca mais adoecerá de neurose, pois já aprendeu a viver de forma a satisfazer plenamente as necessidades do seu organismo sem prejudicar a si mesma ou à sociedade. Essa pessoa não mais se desviará do caminho certo.
Por isso, desejo a todos vocês forças para não se desviar do seu Caminho!
Com respeito,
Astróloga
Anzhelica Jurevska
P.S.: Neste verão, pretendo criar o curso “Astropsicologia: grupo de apoio psicológico” para aqueles que, como eu outrora, estão prontos para encarar e superar seus “fantasmas”.
Nesse curso, haverá de 5 a 7 aulas; a primeira turma será às domingos, a partir de 28 de junho, com duração de 3,5 horas, das 15h às 18h30. No curso, participarão uma astróloga (eu), uma terapeuta gestalt e outros psicólogos serão convidados. Em breve, mais detalhes sobre o curso estarão disponíveis na seção ANÚNCIOS DE AULAS ou na aba TODOS OS PROGRAMAS DE ENSINO.
Desejo a todos muita luz!
Fonte ASTRODATA





