
Hoje, meu blog astrológico será mais astro-psicológico. Vamos falar sobre HISTÓRIA e NEUROSE. O tio Freud, ao observar a sociedade moderna, certamente diria que todos nós estamos profundamente doentes, pois reprimimos nossa sexualidade por causa da decência social, muitos de nós somos emocionalmente instáveis, tememos o fracasso e a instabilidade, nos sentimos infelizes na vida pessoal ou não conseguimos construir relacionamentos harmoniosos e estáveis. Tudo isso são sinais de neurose. Ou será tudo isso um absurdo? Afinal, vivemos, trabalhamos, alcançamos coisas significativas, não somos mendigos nem alcoólatras, afinal. O lado visível da vida de muitos de nós é confortável e bem estruturado, então o que Freud tem a ver com isso?
Mas se não nos apressarmos em tirar conclusões e refletirmos sobre a essência da questão, será que as conclusões de Freud sobre a sociedade moderna são realmente tão inadequadas? Cada vez mais, ao trabalhar com clientes e alunos, como astróloga, percebo coisas óbvias — neuroses ocultas e crônicas impedem as pessoas de serem harmoniosas.
Quando notei que, entre os clientes de um astrólogo, não apenas as consultas se repetem em temas semelhantes, como a ausência de relacionamentos e problemas de autorrealização, mas também que a maioria dos clientes compartilha experiências pessoais semelhantes e padrões de comportamento ao lidar com essas questões, comecei a me questionar. Por quê? Pessoas diferentes, de cidades e países distintos, se preocupam com as mesmas coisas, reagem emocionalmente às dificuldades de forma idêntica, pisam nos mesmos “rastilhos”. E o mais interessante é que, na minha vida e na de pessoas próximas, já houve situações semelhantes, e algumas ainda persistem. Será isso um pensamento coletivo, um desenvolvimento grupal ou algo mais?
Como toda astróloga é, antes de tudo, uma analista, comecei a coletar dados para entender a situação. A busca me levou à psicologia das neuroses. “Oh-oh”, pensei, ao estudar o tema… Mas afinal, muitos de nós — inclusive eu — somos neuróticos! É triste, soa quase como uma ofensa…
Então, o que é neurose? Existem vários tipos de neurose, sendo os principais considerados neastenia, neurose obsessivo-compulsiva e neurose histérica (histeria). Falando em termos científicos, trata-se de distúrbios funcionais no sistema nervoso central, resultantes de estresse nervoso prolongado, que provocam esgotamento do sistema nervoso e várias alterações vegetativas: alergias, insônia, letargia, sudorese, tremores, apatia, emocionalidade excessiva, medo de perder o controle sobre a vida, pensamentos obsessivos e muitos outros sintomas. Essa doença é caracterizada pelo fato de a pessoa manter uma atitude crítica em relação à doença e não perder a capacidade de controlar seu comportamento. Surge um paradoxo curioso: parece haver um distúrbio mental, mas não se nota nada de imediato, então tudo parece “normal”. Talvez a pessoa seja um pouco explosiva ou impulsiva, mas não é louca — e isso já é bom. Na realidade, não está tudo bem, pois essas pessoas precisam de ajuda.
Uma das pesquisadoras mais interessantes sobre neuróticos foi Karen Horney. Vou apresentar sua classificação e espero que, se houver coincidências, ela faça você refletir muito sobre si mesmo (consulte Horney K. Autoanálise (1942). — M.: Projeto Acadêmico, 2007. — 208 p.). Vou citar alguns exemplos. Espero que você não sofra desses traços J
São assim os “milagres” que ocorrem com a psique de muitos de nós, e nem desconfiamos disso…
Obrigada por terem lido até aqui.
Com respeito,
Astróloga Anzhelica Zhuravska
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Fonte: ASTRODATA





