entrar/cadastrar-se
entrar/cadastrar-se
Astro Way Logo Astro Way Logo

Alexandre Astrogore – Vampirismo Energético

Alexandre Astrógor – Vampirismo energético

Oração de São Francisco

Senhor, concede-me ser instrumento do Teu Mundo! Para que eu leve a Fé onde há dúvidas, a Esperança onde há desânimo, a Alegria onde há sofrimento, o Amor onde há ódio. Para que eu leve a verdade onde há erro, a Luz – na escuridão. Senhor, concede! Consolar, e não esperar consolo, Compreender, e não esperar compreensão, Amar, e não esperar amor. Pois quem dá, recebe; quem esquece a si mesmo, encontra-se; quem perdoa, será perdoado; quem morre, despertará para a vida eterna. Amém.

Prefácio

Este livro não tem endereço especial. Ele se dirige a todos e, como uma lente de aumento, é precisamente direcionado ao alvo, à própria profundidade da essência humana, ao turbilhão da alma, e nisso reside sua principal virtude. A ciência, a moral, a família, a igreja, a escola, a universidade, o exército — todos eles igualmente se desviam desse problema, não se aproximam dele, mas o contornam a uma grande distância, como uma questão delicada. O problema do vampirismo não é negado nem afirmado pelas instituições oficiais, não é abordado nem resolvido. Evidentemente, considera-se que a sociedade, que tão audaciosamente avançou rumo ao democratismo, se purificará das escórias sombrias pela chama de uma nova ética. A própria ciência psicológica se cala. E surge a vontade de perguntar a seus adeptos: como pode surgir uma compreensão profunda dos fenômenos psíquicos sem sinceridade e honestidade? Como pode ser alcançada clareza se, por ignorância, são admitidas em nossas escolas, hospitais e exército pessoas que carregam o vírus da involução? Uma geração inteira de pedagogos, médicos e outros profissionais se revela incompetente, causando danos irreparáveis à saúde mental das pessoas. E eis este livro… Sem pensar em qualquer mérito próprio, com base em suas próprias pesquisas e inúmeros fatos, Astrogor não apenas nos apresenta a tragédia do vampirismo humano, como também entra em batalha contra ele. Ele não faz longos raciocínios, não se apresenta como um pregador, mas direciona sua lente de aumento para nossas almas e torna manifesto aquilo que até agora não queríamos ver em nós mesmos. Com este livro, é feito um diagnóstico nada trivial a todos nós e um alerta: “Atenção, a derrota da alma pode vir de você também; por favor, esteja atento.”

L.V. VLADIMIROVA, candidata em ciências filosóficas (Moscou)

Medicina cármica sobre vampirismo e vampiros

Através deste livro, a medicina cármica revela um fenômeno novo (ou antigo) — a doença do vampirismo. Na medicina moderna, não existe uma área que descreva o “vampirismo” como um fenômeno social ou como uma doença. Não há métodos para identificar pessoas-vampiros, proteção contra elas, nem meios ou métodos de tratamento tanto para os vampiros quanto para suas vítimas. A medicina cármica estuda as interações energéticas ocultas e evidentes entre todos os sistemas biológicos. Contudo, neste caso, daremos mais atenção às relações energéticas entre sistemas biológicos pensantes — “homem-homem”.

No entendimento mitológico e ocultista, o vampirismo supostamente concede imortalidade, mas à custa de roubar ou privar a vida de outrem. Lembremo-nos de como, nos contos de fadas, uma linda princesa se transforma em sapo, ou um menino em cordeiro. Enquanto isso, Koschei, o Imortal, ou Baba Yaga, recebem força adicional para seus crimes. Eles tremiam de prazer e alegria, regozijavam-se e desfrutavam. Com esse artifício dos contos, o vampirismo era marcado, o que evidencia suas raízes antigas e profundas. O mesmo ainda vemos hoje nas relações entre as pessoas.

Nas crenças populares eslavas, o vampiro é um morto que sai do túmulo e suga o sangue dos vivos. Há uma certa verdade nisso, mas falaremos sobre ela em outra ocasião.

Sob o termo “vampirismo energético”, deve-se entender relações entre pessoas nas quais ocorre a extração forçada da força vital. Nos chineses, essa força é chamada de “QI”; nos japoneses, de “KI”; nos iogues indianos, de “PRANA”. Atualmente, o termo “biocampo” ganhou ampla difusão, e a medicina moderna denomina essa força de “energia psíquica”. Psicólogos e médicos trabalham com essas perturbações no estado psíquico do ser humano. Eles restauram ou bloqueiam essas alterações, que recebem nomes como colapsos, estresse, fadiga, irritação, crises psíquicas, entre outros. Os cientistas penetraram profundamente nos processos psíquicos que ocorrem no organismo humano, descreveram como esses processos se manifestam nas relações externas do homem com o mundo ao redor, mas passaram ao largo do fato ou do efeito psíquico que, em todas as épocas, esteve oculto sob o termo “vampirismo”. Todos o entendiam literalmente — “suga sangue” —, mas a energia psíquica é também sangue, só que de outro plano ou nível. Ela também penetra em todos os órgãos e células, e sua perda se reflete imediatamente na saúde do indivíduo.

“Não se irrite”, diz o médico. “Fique calmo”, recomenda o psicólogo, sem compreender que há pessoas que nos provocam deliberadamente a colapsos e irritações, pois só assim podem extrair nossa força vital. Essas pessoas são vampiros; elas sugam, esgotam e drenam nossa energia psíquica por todos os meios ao seu alcance. O vampirismo é uma pilhagem energética. Nesse processo, o vampiro sempre se sente leve e bem, enquanto o doador, ou vítima, permanece “quebrado” e doente.

O vampirismo, como fenômeno, sempre acompanhou a humanidade, e nosso século XX (não à toa chamado de “nervoso” e “psíquico”) tornou-se onipresente. Quanto mais complexas e tensas se tornam as relações entre as pessoas, mais frequente o vampirismo se torna causa do surgimento e agravamento de muitas doenças. O ser humano, como sistema biológico pensante, desenvolveu todo um arsenal de métodos sutis de vampirismo para prolongar a vida à custa de outros. Aquele que se agarra à extensão da vida já é algo incapaz de viver; ele definha ou adoece cronicamente. Isso pode ser comparado à segunda lei da termodinâmica, segundo a qual os processos em um sistema fechado sempre tendem ao equilíbrio, mas requerem um influxo constante de energia. Em outras palavras, se não houver um influxo constante de energia no sistema, os processos nele tendem ao desaparecimento e cessação.

A doença é o castigo por um modo de vida, pensamentos e ações não retos, o que também é estudado pela medicina cármica. Os vampiros não sabem de sua doença; eles simplesmente se sentem mal quando os outros estão bem. Ao nos depararmos com eles, começamos a adoecer, enquanto eles melhoram. Surgem fraqueza e sonolência, aumenta a excitação e antigas doenças se agravam; tornamo-nos suscetíveis a doenças infecciosas, sofremos lesões inesperadas e uma infinidade de outros problemas surge do nada. Tudo isso foi o motivo para a escrita deste livro, que, espera-se, nos ajudará a ver e compreender os mecanismos ocultos das perdas energéticas e as causas secretas de nossas doenças.

Os vampiros sempre buscam contato para se recarregar e alimentar alguma força desconhecida, energia que lhes falta, não se forma, não se acumula, mas, de algum modo, existe naqueles ao redor: mãe-filha, marido-esposa, chefe-subordinado, vizinhas, amigos e conhecidos. O vampirismo tornou-se uma praga social nos espaços públicos. A Sagrada Escritura diz que o Reino de Deus não será herdado por ladrões, nem por malfeitores, nem por bêbados, nem por caluniadores, nem por predadores. São justamente os “predadores” que Deus chama de vampiros. “De vós mesmos surgirão lobos que vos destruirão.” Assim, a sabedoria bíblica revela o fenômeno do vampirismo. Pois, como predadores, com paixão animalesca ou rancor oculto, eles se lançam sobre a vítima para satisfazer suas necessidades.

Em uma pequena nota jornalística, falava-se da aparência animalesca de um vampiro levado a uma doença psíquica. Transcrevo-a na íntegra:

“Mordeu a vizinha”

“Em sentido literal, um moscovita de vinte e oito anos mordeu a esposa do vizinho na noite de quinta-feira, por volta das onze horas, na Rua Lineynaya. Após beber bastante com um amigo, o rapaz foi em busca de aventuras no apartamento vizinho. Ao ver que a porta foi aberta por uma mulher atraente, o bandido… o malfeitor afastou a mulher assustada para dentro do quarto, amarrando-a a uma cadeira com cintos e começou a torturá-la. Na boca dela havia um pano. O vampiro a torturou de tal forma que não restou um lugar sadio em seu corpo. Ao perceber que ‘já não havia mais nada’, o sugador de sangue desferiu uma mordida fatal no pescoço, arrancando um grande pedaço de carne, e foi embora. A vítima desmaiou. Graças a um feliz acaso, uma amiga entrou pela porta entreaberta, viu a cena horrível e chamou a polícia e a ‘ambulância’. Ao chegarem, descobriu-se que o vampiro já estava cadastrado no dispensário psiquiátrico. A mulher, felizmente, conseguiu ser salva.”

Assim, o vampirismo afeta todas as esferas físicas, psíquicas e intelectuais da vida humana. E todos os vampiros têm um desejo: sacudir seus corpos cansados e exauridos, saciar-se e satisfazer a alma, na qual há um ‘buraco negro’ e um abismo de egoísmo. De onde vem a energia que dá vida e saúde? Por que alguns têm muita energia e outros não têm nenhuma?

Base energética do ser humano

O organismo biológico humano é sustentado por muitas formas de energia. Consideraremos apenas três. Duas delas são visíveis: a alimentação e a respiração. A terceira é uma fonte oculta, invisível, de energias sutis, cujo acumulador é a ALMA humana, seu coração. Respiração e alimentação — essas forças principais para o corpo, energias densas e pesadas. Elas possuem características quantitativas e qualitativas de volume, peso, densidade etc., o que possibilita analisá-las. Essas forças sustentam a vida do organismo no nível físico, celular, mas não lhe conferem a força vital. A principal fonte da força vital, da energia da saúde e da longevidade é o mundo espiritual do ser humano. É nele que se reúnem as forças que conferem a verdadeira vida. O mundo espiritual ou as forças da alma são formados pelas energias da ALEGRIA, do AMOR e da SABEDORIA. Eis os três pilares da filosofia perene do sentido da vida. São eles que formam a cascata de propósitos e caminhos: com FÉ, VONTADE e ESPERANÇA, gerando o ânimo do Espírito. São exatamente eles que transformam as energias densas da alimentação e da respiração em um novo estado qualitativo e fornecem suporte e base para uma vida saudável e feliz. Contudo, como essas energias não podem ser tocadas, pesadas ou medidas, sua interpretação reside na filosofia dos ensinamentos secretos, chamados esotéricos. Todas as religiões, em sua essência, possuem uma filosofia esotérica — secreta, oculta aos olhos dos não iniciados.

A ALEGRIA que preenche nossa alma penetra cada célula do organismo, saturando-a e preenchendo-a, e então nos apressamos para compartilhá-la, preenchendo outras pessoas com essa energia. O AMOR conquista o coração e espalha essa energia pelos órgãos. A energia mais pura e sutil do amor opera na doação. Em todos os ensinamentos filosóficos e religiosos, permeia a ideia de que devemos amar por nós mesmos, e não esperar pelo amor de outrem. Na epístola do apóstolo Paulo, está escrito: “Sobretudo, revesti-vos do amor, que é o vínculo da perfeição”. A SABEDORIA confere tranquilidade e fé, compreensão da verdade, força de organização interna e concentração naquilo que se alegra, que se ama e em que se crê. Sem sabedoria, podemos cair em uma falsa Fé, uma Esperança vã, e isso gerará uma Vontade destrutiva. Essas qualidades tornam o ser humano um “sistema cósmico aberto”, aberto ao Cosmos, a Deus, ao Anjo guardião e a tudo o que existe na Terra.

Os físicos ainda darão nomes a essas energias; talvez já existam em termos físicos de campos quânticos e cronais, leptônicos e de calibre. Talvez, por enquanto, as chamaremos por palavras simples e compreensíveis a todos: forças da Alegria, do Amor e da Sabedoria — forças do Espírito.

De acordo com a simbologia chinesa, eu chamaria essas forças de “aquecedor triplo”. Diferentes métodos e técnicas psicofísicas de captação de energia do cosmos e da natureza, que atualmente fascinam muitas pessoas, não proporcionam um efeito energético estável e duradouro. Qualquer captação intencional de energia da natureza, do cosmos ou do sol é uma postura rígida de que a energia não é suficiente ao ser humano, que é preciso buscá-la em algum lugar. Isso é consumo e pressupõe o desenvolvimento do vampirismo. Lembrem-se de que apenas sentimentos naturais e puros de amor e alegria fornecem energia e são a força invisível da alma que sustenta o ser humano, o eleva e o inspira. Ele se alegra por si mesmo, ama os outros, e sua vida adquire um sentido divino. Sem esse estado, sem essas energias, o ser humano adoecerá constantemente, sofrerá e vagueará sem rumo; sem elas, não é possível viver feliz. Sem essas qualidades, o ser humano torna-se um “sistema cósmico fechado”, fechado à percepção sutil do mundo e à realização de si mesmo nele. Ele vive de energias grosseiras e densas, que o sufocam, oprimem, sobrecarregam e irritam. É obrigado a descarregá-las no mundo ao redor, naquela pessoa que estiver por perto e for a primeira a se aproximar. Essas pessoas pensam apenas em si mesmas, vivem apenas para si mesmas; são egoístas. Tais pessoas possuem apenas uma alegria pessoal e impõem seu amor em embalagens doces. Constantemente perseguem suas vítimas, armando ciladas em seus ataques. Os vampiros roubam nossa alegria, privam-nos do amor, desviando nossa atenção para si mesmos, e sugam nossas energias sutis, nos levando à irritação. Os vampiros vivem de nossas energias impróprias. Não apenas lhes damos força, mas sempre nos esgotamos em acessos de irritação, descarregando-a. Eles nos obrigam a ser seus doadores, e nós adoecemos depois disso.

Todas as pessoas passam pela fase do vampirismo, mas algumas conseguem sair dela, preenchendo sua alma com amor e alegria, enquanto outras permanecem vampiros até a morte. Se isolarmos um vampiro das pessoas ao seu redor, sem possibilidade de recarregar ou se alimentar, ele morrerá dolorosamente ou, não suportando isso, tirará a própria vida. Ao analisar detalhadamente sua vida, pode-se estabelecer o diagnóstico: a morte ocorreu devido à forma crônica de vampirismo. Doentes mentais que manifestam agressão e sadismo em relação a outras pessoas também têm, em sua essência, o principal diagnóstico — vampirismo crônico.

Mas existem técnicas que ajudam o ser humano a sair desse círculo vicioso energético do vampirismo. Falaremos delas mais adiante; agora, veremos como ele se forma para desenvolver técnicas de combate, métodos e práticas de cura.

Vampiros solares e lunares

A astrologia divide todas as pessoas em “solares” e “lunares”, independentemente do signo do Zodíaco em que nasceram. Para mim, como astrólogo, é mais conveniente usar esses símbolos, pois eles contêm forças energéticas reais, forças dos dois luminares — Sol e Lua. A psicologia denomina esses grupos como “extrovertidos” e “introvertidos”. Esses termos filosóficos são complexos, exigem tradução e interpretação, enquanto as designações solar e lunar nos oferecem, de imediato, uma imagem vívida e clara deles: todos nós somos filhos do Sol e da Lua.

Nos ensinamentos filosóficos do Oriente, essas energias são chamadas de “Yang” e “Yin”. Nessas dualidades — “luz e trevas”, “calor e frio” etc. — o ser humano passa toda a vida. Os vampiros vivem apenas nessas energias e desconhecem a existência de outras, mais sutis e puras, as energias “DEN”. DEN são energias maduras que o ser humano só pode cultivar por si mesmo. Inicialmente, elas pertencem àquelas pessoas que nasceram sob os signos do Zodíaco: Sagitário, Capricórnio, Aquário e Peixes. Mas isso não significa que elas tenham preservado essas energias ao longo da vida. Inversamente, pessoas nascidas sob outros signos do Zodíaco podem desenvolver e cultivar em si mesmas esse fluxo invisível e puro, permanecendo nele constantemente.

Nos ensinamentos chineses, todas essas energias são chamadas de “QI”, daí “Qigong”. Os chineses dizem que irritar alguém é literalmente perturbar o “QI” alheio. A astrologia determina as propriedades energéticas qualitativas das pessoas regidas por luminares e planetas, e, a partir disso, deduz-se a motivação de suas ações. O astrólogo vê em quais energias planetárias a pessoa está imersa. Contudo, consideraremos apenas o Sol e a Lua, pois são a base energética de cada ser humano.

A energia dos vampiros solares é quente e seca, sempre agressiva. Dizemos que é uma pessoa cruel, sanguinária e sádica. Esses indivíduos são extremamente egoístas. Eles próprios atacam a “vítima”, provocam escândalos e brigas, causando dor emocional e física. São eles que afirmam que sugarão toda a alma de nós. O vampiro solar age com audácia, provocando nossa indignação, ofendendo abertamente, cuspindo na alma. Agem com audácia e até quando escondem suas intenções. São movidos pela inveja, raiva e ódio — esse é seu mundo energético, o único que conhecem. Se não reagirmos aos vampiros solares, eles são capazes de nos agredir para obter o que querem: uma porção de energia imprópria. O vampiro solar pode sugar instantaneamente a energia do doador até o esgotamento. Após o contato com ele, a pressão arterial muda drasticamente, surgem ou se agravam doenças cardiovasculares. O vampiro solar é culpado por muitas de nossas desgraças; é traiçoeiro e perigoso, pois, de imediato, com um único golpe, suga uma grande quantidade de energia do doador. São eles, os vampiros, que transferem os problemas de uma cabeça doente para uma saudável. São eles que buscam tempestades e as criam com a mínima desculpa para impor sua ordem e criar condições rígidas no espaço que escolheram para sua atividade.

E talvez eles tenham caído acidentalmente em nossa atividade, mas isso não nos deixa mais leves. É possível identificar o vampiro solar pelas linhas das palmas de suas mãos. Elas apresentam uma coloração vermelho-escuro ou roxo, em vez de vermelho uniforme. Isso também indica que seus canais energéticos e o sangue estão intoxicados. No tratamento, ajuda o reajuste da energia por meio dos canais chineses, acupuntura e massagem pontual. Na Rússia, utilizava-se a sangria para aliviar doenças em que o sangue pesado predominava, mas o método mais eficaz e inofensivo era o uso de sanguessugas médicas. Sim, esses métodos podem tratar, mas é importante mudar a própria pessoa para que a doença não retorne. Todo o problema do tratamento reside no fato de que não queremos mudar nada em nós mesmos nem ao nosso redor. É mais fácil tomar um comprimido, ir ao médico ou ao sensitivo — assim, nos tornamos reféns deles.

A energia das pessoas lunares vampiras é oposta à solar. Ela é fria e úmida. A energia lunar possui forte qualidade magnética. São pessoas que, de forma discreta, suave e tranquila, sugam nossa alma (energia). Se o vampiro solar é um bandido energético, o vampiro lunar é um ladrão energético, silencioso e sorrateiro. Ele sempre se queixa de seus problemas, finge ser surdo e incompreendido. É um chato. Não grita, não briga, não impõe sua opinião — ele resmunga e, com isso, nos tira do equilíbrio emocional. Mas nós somos assim: se não nos atacam nem nos tratam com grosseria, parece não haver motivo para afastar a pessoa, afinal ela busca, aparentemente, conselhos e ajuda. Com esse tipo, sempre são os mesmos problemas, e, não importa o que você diga ou aconselhe, eles não mudam — o que começa a irritar. Ao nos depararmos com ele, perdemos forças, o tônus vital diminui, começamos a bocejar, a garganta se contrai e arde.

Os vampiros lunares, como “ratinhos cinzentos”, são quietos e lentos, não se ofendem e perdoam qualquer grosseria sua. Eles valorizam a amizade com você, pois conseguiram

Descobrir a chave para vocês e aprenderam a abrir suavemente as comportas dos seus canais energéticos. E a própria essência magnética do vampiro lunar transferirá, sorrateiramente, a energia para si.

«No buraco quieto, o diabo se esconde» — é sobre pessoas vampiras de natureza lunar. Elas só se tornam agressivas com alguém próximo, apenas em casa podem se permitir ser rudes e cruéis. Fora de casa, são mais quietas que a água e mais baixas que a grama, cautelosas, bajuladoras.

No geral, todos os vampiros têm essa duplicidade: no trabalho são uns, em casa são outros. O vampiro, como Jano de duas faces, mostra ora um, ora outro lado de sua essência.

Identificar um vampiro lunar pelas linhas das mãos é muito simples. As linhas têm cor amarela, marrom ou marrom-escuro, enquanto em uma pessoa saudável do tipo lunar as linhas das mãos são incolores, da cor da pele.

O tratamento é o mesmo dos vampiros solares, mas os lunares ainda se beneficiam muito de hipnose, sugestão e oração.

Como tudo começa?

Vampirismo infantil

Quem de nós não lembra de si mesmo na infância? É justamente nessa idade, do nascimento até o fim da escola, que o vampirismo se origina. Essa fase do desenvolvimento passa por toda pessoa, mas ainda não pode ser chamada de doença.

A criança é pura, é um Anjo enviado por Deus, e só nós somos responsáveis pelo que pode se desenvolver nela: a doença do vampirismo.

Enquanto a criança é indefesa, ela simplesmente precisa que nós lhe dediquemos atenção: brincar e passear com ela, contar histórias e cantar canções, ensinar a desenhar, construir, consertar, etc.

Lembrem-se de como os pais se comportavam com vocês: afastavam-se constantemente ou, pacientemente, dedicavam-se a vocês?

A criança na família é um dever sagrado dos pais, especialmente da mãe, de se dedicar à sua criação, transmitir o calor da alma, ensinar a sorrir e a amar.

Mas para ensinar isso, é preciso amar a própria criança — e é justamente isso que muitas vezes falta. Com frequência, vemos a indiferença e a irritação dos pais.

É justamente nesse solo que o vampirismo se origina.

O vampirismo infantil é um castigo para os pais e adultos.

A criança é um indicador da alma da família, um «papel de tornassol» da qualidade das energias com as quais ela convive e com as quais se depara.

Sabe-se que a criança sempre se aproxima de uma pessoa pura, leve e alegre, e começa a fazer birra na presença de alguém ruim, de caráter pesado.

E se sua criança o irrita o tempo todo, confessem: vocês são uma pessoa pesada, preferem estar sem ela a estar com ela, ela é como uma pedra, como um fardo que sufoca a alma.

Isso significa que vocês são vampiros para sua criança, e não o contrário.

Quem admitiria isso? Mas de fora é fácil ver como vocês tratam sua criança, como gritam, xingam, batem nela diante de todos.

E, enquanto isso, o rosto de vocês se transforma em algo animalesco, predatório, a voz fica latindo, e o corpo é percorrido por um tremor nervoso.

Vocês já não são humanos — lembrem-se disso, porque de fora tudo isso é visível.

Devemos ajudar a criança a conhecer o mundo, carregá-la de interesse, encantar com nosso exemplo pessoal.

Se não damos à criança nosso amor, nossa alegria e nosso conhecimento, se dizemos: «Sai daqui, você está me enchendo, vá brincar sozinho», ela faz birra, ao crescer se afasta, e na idade adulta age com grosseria.

Nessas contradições, descarregamos em cima da criança o ódio e a irritação acumulados.

Em vez de energias puras, jogamos sobre ela a imundície acumulada de nossa alma, e ela se acalma, se carrega.

Mas o que acontece? A criança continua vivendo, carregando-se em casa, na escola e na rua com os detritos energéticos dos adultos e dos colegas.

Ela recebe rótulos depreciativos: «mal-educado», «idiota», «lixo», etc.

Ela mesma começa a buscar forças das quais está acostumada a se alimentar.

Precisa quebrar e destruir, xingar e agir com grosseria, beber e fumar, tudo isso às claras, para provocar irritação explícita ou oculta nos outros e, assim, se carregar.

Ela não entende isso — aqui age nela, de forma inconsciente, o instinto de autopreservação.

E, depois, toda a vida dela será subordinada a esse instinto animal de autopreservação, na maioria das vezes com uma mente primitiva.

Bom se, no caminho dela, aparecer um professor, um amigo ou uma amiga que lhe mostrem a alegria de viver, o amor ao próximo e ao conhecimento, que abram para ela o mundo espiritual — então ela será salva.

O vampirismo infantil se manifesta pela crueldade precoce com plantas e animais, com colegas e pais.

As ofensas frequentes à alma da criança formam nela um nicho onde se acumula energia negativa.

Hoje está na moda ter um cachorro em um apartamento na cidade. Mas os pais veem como seus filhos passeiam com o «cãozinho querido»?

Se a criança não é amada em casa, isso fica imediatamente visível no modo como ela trata o cachorro na rua.

Nessas ações da criança, vê-se a manifestação precoce do vampirismo.

E então se tornam compreensíveis os casos cada vez mais frequentes de ataques de cães a crianças.

Se não forem os pais, quem assumirá a educação moral das crianças? Creches, escolas, igrejas ou colônias? Quem?

Provavelmente, apenas a educação cristã precoce da criança pode prevenir o desenvolvimento do vampirismo.

Como podemos avaliar um professor que tem muitos alunos reprovados? Ele não gosta de seu trabalho, não consegue entusiasmar com sua matéria, interessar e mostrar que seus conhecimentos são os mais importantes na vida de uma pessoa.

Não é forçando, mas encantando com o mundo que vocês mesmos construíram.

Se isso não existe, o aluno, inconscientemente, começa a tirar o professor do equilíbrio emocional.

Não recebendo a alegria do conhecimento, dessas energias sutis e puras, o aluno sacode alguma energia do professor.

Ele, inconscientemente, não permite que roubem sua energia e começa a vampirizar o professor.

E então se torna compreensível outro sentido oculto da famosa frase dos professores: «Ou eu, ou…!».

As notas do aluno são um indicador de sua atitude em relação ao professor.

Se de 2 passa para 3, esse aluno não quer que vocês o ensinem.

Vocês lhe são desagradáveis, afinal, não existem matérias chatas.

Talvez por isso, nas escolas americanas, apenas o aluno, o professor e os pais sabem as notas.

Contar para todos como seu aluno estuda é revelar sua atitude em relação a ele: vocês são amigos e ajudantes ou…?

A educação é um caminho de serviço.

Por isso, o vampirismo infantil deve se tornar o primeiro sinal de alerta para o futuro cidadão.

Se em casa, na família, não se dedicam a ele, essa é sua missão sagrada perante a Pátria, perante Deus.

Até os doze anos, a criança pode refletir livremente, defender seus interesses e pontos de vista.

Ela deve desenvolver um interesse natural pela vida: esportes, técnica, arte, natureza, livros, etc.

Mas vemos que nada a interessa, nada a emociona, ela não deseja se esforçar para seu desenvolvimento espiritual e intelectual.

Seus desejos se resumem a duas palavras: «dá» e «quero».

Todas as suas tentativas de levar o adolescente ao mundo da alegria espiritual se esbarram na resposta: «E o que eu ganho com isso?».

Aí já temos um vampiro formado.

Já encontrei adultos doentes de vampirismo e, ao investigar longamente as circunstâncias de suas vidas, descobria que a causa desse estado era a escola e até mesmo um professor específico.

Pois alguns de nossos professores têm o costume de humilhar e ofender o aluno diante da classe, dos colegas, da escola e até dos pais.

Mas não é minha intenção difamar, e sim colocar as coisas em seus devidos lugares, dizer abertamente e com clareza.

Tais professores devem ser afastados das crianças, de creches, escolas, faculdades e universidades, para não infectar as crianças com o vírus do vampirismo.

Até os quatorze anos, muitos crianças já sofrem de vampirismo crônico.

E pela frente está a vida adulta — mas que tipo de vida?

A desgraça da família onde cresce uma criança vampiro, mas três vezes a desgraça da família que ela mesma criará.

Sobre isso falaremos mais adiante.

Vampiros no trabalho

Toda manhã, ao acordar, nos apressamos para o trabalho.

Uma pessoa que ama seu trabalho e as pessoas com quem se relaciona nele já pela manhã se enche de energia de alegria.

Outra, ao acordar, pensa no trabalho como uma prisão, amaldiçoa-o, se levanta com dificuldade, mas é obrigada a ir.

Nesse caso, ela não tem forças nem saúde, tudo a irrita, sufocando seu corpo — esse é o vampiro clássico.

Nós entramos no mesmo ônibus, bonde ou vagão de metrô que ele.

O vampiro está mal, precisa descarregar essas energias opressoras, e pisa no seu pé, na sua calosidade querida.

O vampiro fará isso obrigatoriamente com dor, de propósito, para provocar sua indignação e raiva.

É ele quem se agita e provoca em nós a irritação, e nós entramos no jogo.

Seu coração começa a bater acelerado, reagindo a essa grosseria descarada, sua energia interna (prana) balança e transborda para sua aura energética externa. Você treme e bate o pé, toda a sua alegria desaparece, e o vampiro ainda alimenta sua irritação com imagens provocativas. E então sua energia é transferida definitivamente para ele. Ao vampiro alivia, ele desabafa, livra-se do que o incomodava e o pressionava, e recarrega-se com energia fresca, ainda que de qualidade inferior, imprestável, mas que para ele já serve. Ora, claro! E você chega ao trabalho e por muito tempo não consegue se acalmar nem se concentrar, não tem forças, está espremido como um limão. Você jogou suas pérolas na lama, e ela não produz pérolas, você foi atirado na imundície. Você já notou como os vampiros, depois de sacudirem alguém, se sentem heróis, como seus olhos brilham intensamente, como erguem a cabeça com orgulho?

Então nos tornamos familiares aquelas frases batidas: “No táxi tem que ir!”, “E ainda pôs o chapéu!”, etc. Se você conseguiu chegar incólume ao trabalho, mesmo assim pode encontrar um vampiro por lá. É muito comum o chefe ser o vampiro. Situação conhecida: na segunda-feira ele reúne seus subordinados e começa a repreendê-los. Cada um recebe um “até o fígado”, cada um ouve uma palavra ofensiva, ele levanta todo o grupo, destrói qualquer vontade de trabalhar. E depois da reunião, ele se afasta, dá tapinhas nas costas de todos, pede para não se ofenderem, afinal, segundo ele, está apenas tentando ajudar.Para um projeto comum, dizendo que se você não for pressionado, não trabalhará. Tal chefe vampiro não gosta de seu trabalho, ele não o satisfaz. Como qualquer vampiro, ele se satisfaz apenas com o pessoal, não se importa com ninguém, desde que possa ficar sozinho. Por isso, seu chefe não tem aquela energia vitalizante, capaz de inspirar e energizar toda a equipe, e de alegrar com apenas sua presença no trabalho. Todos se escondem dele, ele mantém a equipe com medo. Ele tem medo, acima de tudo, por si mesmo. E então nos fica claro por que ele grita, bate com o punho, ofende na cara e ainda na frente de todos. Ele se energiza e, ao mesmo tempo, leva a mão ao peito. Eis o sinal do Cosmos de que em seu coração não há amor nem por vocês, nem pela tarefa. É bom se ele se energiza de vocês apenas às segundas-feiras para a semana toda, mas e se isso acontece todos os dias? E se ele adoece até não realizar seu “cinco minutinhos” vampírico?

Se uma pessoa não consegue merecer respeito com seu trabalho, interesse, amor e bondade, ela começa a exigi-lo. Lembrem-se de Pushkin: “Quando não brincando adoeceu, ele se forçou a respeitar a si mesmo…” No chefe vampiro, a rotatividade de pessoal é enorme. Ninguém deseja trabalhar com um vampiro, viver em choques psíquicos diários. Já temos o suficiente disso em nossas vidas. O pior é quando vampiros comandam instituições infantis. Tive a oportunidade de ver diretores de creches, diretores de escolas e clubes infantis onde, por culpa deles, a equipe vive em constante tensão psíquica.

É hora de a alta direção prestar atenção ao fato de que as pessoas estão saindo, ou seja, não há conforto espiritual, não há e não haverá trabalho de verdade, pois “o peixe apodrece pela cabeça”. Quando o chefe é um vampiro, nesse ambiente surgem bajuladores e coniventes. São pessoas fracas e, assim, se protegem dos abalos energéticos. Mas o chefe vampiro precisa, como o pão de cada dia, de negligentes, manterá sempre ao seu redor aqueles que pode ofender impunemente todos os dias, ou, como já estamos acostumados a dizer, “sacudir energeticamente”.

Lutar contra um chefe vampiro é inútil, pois, com isso, ele se energizará ainda mais com sua energia. Para ele, você é o “bode expiatório”, o “pára-raios”, ele fica feliz em vê-lo todos os dias, busca seu encontro, você é uma preciosidade para ele, ele não vive sem você, você é seu doador pessoal. Pode exigir o triplo ou cinco vezes mais do que seu salário — é a compensação por sua saúde. Mas lembrem-se de que ele adoece ainda mais até se energizar com você.

Façam um experimento: não reajam à grosseria do chefe, sorriam, falem algo sobre o tempo, e verão um milagre. De repente, ele ficará vermelho, tremerá e levará a mão ao peito. Vocês não lhes deram sua energia, e diante de vocês se revelam os sintomas do vampirismo: gritos por impotência, grosseria por falta de educação, fúria por raiva. Assim, tudo o que era secreto se torna evidente.

Talvez eu esteja escrevendo tão abertamente em vão, mas sem isso ainda demoraremos muito para entender quem é quem e o que é o quê. Por isso, aconselho: observar e calar, observar e ver o que e como acontece. O silêncio é ouro, diziam os antigos, e essa preciosidade deve permanecer com vocês, não ser desperdiçada lá fora.

Será que só os chefes não gostam de seu trabalho? E nós mesmos gostamos daquele em que trabalhamos todos os dias? O trabalho é um campo energético de nossa atividade, e nesse campo passamos a maior parte de nossas vidas. Para muitos, essa é a parte infeliz de suas vidas. Será que ele terá forças e saúde se não tirar isso dos colegas de trabalho, e depois em casa, na rua? Que sirva de sinal para vocês quando alguém diz que não gosta de seu trabalho. É um sinal de que, ao seu redor, há um vampiro. E isso já se vê claramente em quem e como se relaciona com o trabalho. E que não se ofenda se o chefe o xinga, mas na equipe não tem autoridade. Essa é uma característica comum dos vampiros — ninguém gosta deles, e eles não têm autoridade em sua equipe.

Há muitas pessoas que não escondem que não gostam de seu trabalho, que estão lá como se cumprindo uma pena. No entanto, ao mesmo tempo, são sempre alegres e animadas, não prestam atenção em ninguém, pois vivem em seu próprio mundo imaginário. E, em qualquer oportunidade, tentam fugir do trabalho para onde sua alma canta e se deleita. Pode ser esporte, arte, várias paixões por criação técnica, etc. Mas, ao mesmo tempo, com sua preguiça, provocam que gritem com eles, e depois se ofendem e chamam o agressor de vampiro.

E será que no trabalho que vocês amam não há uma pessoa que vocês não gostam, e por isso ela os irrita? E só pelo fato de vocês ficarem constantemente pensando nela, sua energia vai para essa pessoa, e vocês têm que periodicamente se energizar com alguém. Quem mais julga os outros no trabalho é um vampiro em potencial. Uma pessoa normal e saudável perdoa tudo ou não percebe aquele de quem emana um mau cheiro espiritual.

Com ainda mais frequência, os vampiros no trabalho são pessoas em “cargos livres”, como comitês partidários, comitês de fábrica, comitês locais, etc. Aqui, o vampiro é visível de imediato, pois com cada gesto e palavra ele destaca a importância de sua pessoa. Diante de uns, ele bajula e faz carinho, com outros mantém relações hostis. Vampiros, de um jeito ou de outro, sempre vão te roubar. Eles fingem surdez, e nós temos que gritar o tempo todo, o que irrita, pois notamos que eles ouvem até uma palavra dita baixinho em sua direção.

Há um grande grupo de vampiros lunares que fingem não entender. Coisas elementares têm que ser explicadas tantas vezes até que explodamos. E, nesse momento, eles recebem sua dose de energia imprópria. Eis o conselho de um sábio: “Não se sente sob uma árvore podre, não se comunique com uma pessoa de mente apagada”. (E. Roerich, “A Comunidade”).

O progresso técnico gerou mais um tipo refinado de vampirismo — o telefônico. O vampiro telefônico, ao ligar, não compartilha alegrias com você, mas despeja sobre você os mesmos problemas de sempre. Pode ser um parente, conhecido, colega de trabalho — eles ligam quase todos os dias e sempre na hora errada, consumindo muito tempo e interrompendo suas tarefas. Vocês ouvem com irritação, e, invisivelmente, um fluxo de sua energia vai para o vampiro.

A distância geográfica não tem importância. O canal telefônico é mais usado por vampiros lunares. Eis meu conselho. Ao distribuir o número do seu telefone, avisem que o aparelho é velho, quebrado, e que durante a conversa ele vai desligar! Vocês podem encontrar seu próprio jeito mais eficaz. Os identificadores de chamadas que entram em nosso serviço técnico nos ajudarão a “ver” a pessoa com quem vocês já estão cansados de conversar.

Já sabemos que o chefe vampiro se energiza nos fins de semana em família. E o que acontece com ele se estiver em viagem a trabalho? Eis uma ilustração clara desse exemplo retirada do jornal “Moscow Komsomolets”: “Companheiro de viagem se revelou um maníaco”. Ele derramou gasolina pelas portas e tentou incendiá-las. Amarrando seus companheiros de viagem (duas senhoras e um homem de trinta anos), começou a interrogá-los sobre quem os havia plantado. Nesse meio-tempo, o passageiro enlouquecido batia em suas vítimas com o cabo de uma espingarda de caça e as asfixiava com gás de um cilindro. Também revistou suas coisas pessoais em busca de um transmissor. Depois, começou a atirar com a espingarda para afastar os passageiros curiosos que haviam saído de outros compartimentos. Em seguida, após puxar a alavanca de emergência, saltou pela janela do trem. O maníaco, como nos informaram na estação policial de Leningrado-Moscou, foi detido no mesmo dia. Ele era major da milícia de Norilsk”.

Como já descobrimos, os vampiros precisam de um reforço diário de energia psíquica. Por isso, para eles, é mais comum ter o mesmo ambiente. Este major da milícia é uma exceção.Portanto, sempre há terríveis quedas dos vampiros no trabalho, por mais alto que tenham subido, e nem se fala no bem-estar familiar, que simplesmente não existe. Podem-se citar milhares de exemplos assim; conhecemos inúmeros chefes vampiros que trocam de cargos e gabinetes apenas por sua incompatibilidade com a equipe, e o prejuízo é da empresa.

Práticas ocultas de vampirismo
Muito frequentemente, os vampiros utilizam uma prática oculta. Em uma sala, escritório, cozinha etc., onde você está, de repente entra uma pessoa que você não gosta ou, como se costuma dizer, “não suporta”. Pois bem, essa pessoa começa, de propósito, a agir de forma brincalhona ou barulhenta à sua frente ou a conversar com alguém presente naquele mesmo ambiente. Ela age como se isso não tivesse relação alguma com você, mas, na realidade, essa é a prática oculta pela qual obterá uma grande dose de sua energia. Lembre-se de como, ao surgir essa pessoa, você imediatamente sente um “choque”. Ela lhe é desagradável, por isso seu coração começa a bater acelerado, pensamentos afiados tomam conta da consciência, a respiração para ou passa a ser pela parte nasal, o que faz as narinas pulsarem nervosamente. Os dentes e lábios se contraem nervosamente, a garganta é tomada por espasmos, as mãos e os pés se mexem de forma tensa. Enquanto isso, mesmo se considerando uma pessoa culta, você nem sequer demonstra, não revela as sensações que, em ritmo frenético, inundaram todo o seu ser. O vampiro utilizou deliberadamente a prática oculta contra você, e você manifestou uma irritação oculta. Quanto mais intensa foi sua reação, mais rápido e melhor você alimentou o vampiro, e isso é tudo o que ele queria. Depois de algum tempo, o vampiro sai, e você segura o peito, a cabeça, toma comprimidos e começa a reclamar em voz alta. Logo fica claro que, entre todos os presentes naquela sala, você foi o doador do vampiro. E se isso se repete diariamente, não é hora de entender que a situação piora apenas para você, que sofre enquanto ele se “alimenta”? Por que isso acontece?Observou-se que, quanto mais pensamentos sobre si mesmo, mais frequentemente a pessoa cai em armadilhas ocultas de vampiros. Conheci uma jovem muito alegre que, pela primeira vez, decidiu jejuar na Grande Quaresma. Durante esse jejum, notei como suas brincadeiras inoportunas tiravam os outros do equilíbrio emocional. As pessoas se irritavam com ela, e ela pedia para não se ofenderem, pois estava apenas brincando. Antes, suas piadas eram mais suaves e bondosas. Nesses momentos, percebi que, ao jejuar e se purificar — algo em si bom —, ela inconscientemente se alimentava da energia inadequada de seus amigos. Utilizou, sem perceber, um método oculto de vampirismo. Felizmente, ela me entendeu quando expliquei. Durante o jejum (espiritual, para o qual não estava preparada e, por isso, sentia não a alegria da purificação, mas o sofrimento físico), surgiu a irritação que ela disfarçava com brincadeiras. Que isso sirva de lição para outros. Hoje, métodos de purificação do corpo, moderação, dietas e jejuns tornaram-se populares. Infelizmente, algumas pessoas, após essas práticas, sentem-se ainda pior, havendo até casos de consequências fatais. Eis que chegamos à explicação: fisicamente, eliminamos toxinas, mas no plano astral e mental, não obtemos o efeito de saúde plena.

Falar em linguagem da filosofia esotérica: o ser humano precisa manter em harmonia e equilíbrio seus três corpos — físico, astral e mental. No nível mental, é melhor dissipar pensamentos negativos que corroem e desequilibram a pessoa; no astral, é necessário acalmar sentimentos e emoções; só então ocorrerão mudanças físicas reais para melhor. Não por acaso, na Ortodoxia, a Quaresma é precedida pelo “Domingo do Perdão”. Acalme-se, perdoe a todos, aceite seu destino, ame o próximo e regozije-se com a renovação interior, a purificação espiritual e o alívio físico. Sem esse aspecto moral, você sempre cairá não em um futuro luminoso, mas em um passado pesado.

Há outro método oculto de vampirismo usado por vampiros: eles exigem provas. Nunca os convencerá de nada, pois permanecerão firmes em sua opinião, enquanto você gastará nervos e sairá exausto dessas conversas. Aqui, o vampiro busca um conflito, provoca um embate energético. Você se lança contra ele, e ele se enche de energia. Enquanto isso, ele o ofende, e você ainda tenta provar algo. Em vão. Lembre-se: o sábio não tenta provar nada a ninguém.

Além do visível, há outro fato que se encaixa no vampirismo. Encontrei muitos sensitivos, mágicos, hipnotizadores que curam com passes de mãos, mas antes alegam “se carregar” com energia cósmica. Um mago, em suas aulas, ensinava que, antes de iniciar uma sessão, era melhor se encher de raiva. Vi como, antes de começar, ele explodia com algum ouvinte ou conhecido. Carregava-se com energia inadequada e iniciava seu “trabalho negro”. Além disso, se esse “curandeiro” for movido por dinheiro, ganância e inveja, já carrega energias pesadas. Jesus Cristo dizia a seus discípulos: “De graça recebestes, de graça dai”. Nessas sessões, sempre há pessoas de alma delicada e energias puras. Quando começam a absorver as energias densas do “curandeiro”, sentem náuseas, dores de cabeça e alguns até passam mal. Outros, semelhantes a ele, que vivem de energias densas, sentem alívio temporário na sessão e uma melhora passageira. Semelhante atrai semelhante. Por isso, as opiniões sobre esses “mágicos” são tão divergentes: uns os elogiam, outros os criticam. E a caixa de Pandora se abriu.

Lembre-se de onde e quando você se deparou com as faces invisíveis dessas energias. Ouça a si mesmo para capturar e deter esse fluxo destruidor. Ao compreender tudo isso, você trará silêncio e paz à sua vida. Se olhar o mundo não com os olhos, mas com o coração, se ouvir buscando harmonia em sua alma, se captar suas vibrações sutis, então novas faces do invisível, oculto e secreto se revelarão. E, ao estar nelas, não desejará mais se lançar ao mundo da agitação comum. Vivo nesse mundo há muito tempo e, refletindo sobre ele, compartilho minhas visões e julgamentos subjetivos. Cada um os receberá de forma diferente: uns se indignarão, outros ficarão satisfeitos, terceiros serão indiferentes. Cada um com sua verdade. Mas escrevo a vocês na esperança de que alguém também queira ultrapassar o visível para, depois, transformar, juntos, este mundo ilusório — o mundo das ilusões. Este livro, como uma trilha, guiará você ao meu mundo, e então construiremos juntos uma estrada ampla de novos conhecimentos. O tema “vampirismo” é um novo fruto da árvore do conhecimento do Éden. E acredito que o próprio Senhor Deus nos enviou para provar desse fruto, a fim de que nos envergonhemos da vida que criamos e continuamos a criar, arrastando novas gerações para ela. Quero que todos vejam como os vampiros se movem entre nós, ocupando e conquistando espaço. Já está apertado e assustador caminhar pela cidade, ler jornais, ouvir rádio, assistir televisão. Tudo treme nesse mundo, onde todos tentam arrancar um pedaço, ocupar um lugar confortável. Todos os espaços públicos — correios, empresas de serviços, lojas, policlínicas, metrôs, recepções e serviços — se transformaram em antros de vampirismo. Talvez isso pudesse ser evitado se esses serviços pensassem mais naqueles a quem servem. Você se tornará um vampiro involuntariamente quando o serviço e o atendimento são lentos, e os funcionários causam irritação. E a divisão os abala. Não busque compreensão se você mesmo não a demonstra. Porque, se todos estão preocupados consigo mesmos, com dinheiro e ninguém age com dedicação, de que saúde podemos falar? Quanto dinheiro será gasto em vão com tratamentos de doenças inexplicáveis. E chamo essa doença novamente por uma palavra simples e concisa — vampirismo.

Uma das maiores desgraças dos vampiros é a incapacidade de manter a alegria em sua alma. Como todas as pessoas, eles também têm alegrias humanas, mas a agitação e o mundo ilusório as suplantam. Ensinar um vampiro a experimentar e manter em si a alegria pura é muito difícil. Ele já formou uma visão distorcida do mundo. Todos eles acreditam que alguém lhes deve algo. Tente convencê-los disso, você que vive e trabalha com eles. Idosos que não souberam ver alegria e amor na vida caem na infância. Essa é a única lembrança feliz de suas vidas. O Senhor disse: “Sede como crianças”, mas isso não significa que se deva cair na infância. Sim, isso traz uma espécie de auto-cura, e tal pessoa se torna socialmente perigosa. Ela não está doente, está em um estado de beatitude. Se, em uma vida passada, a pessoa caiu na infância, na palma de sua mão há um sinal que indica que, nesta vida, também pode cair na mesma armadilha. Mas falarei sobre isso em meu livro separado “A Mão e o Mistério Cósmico da Alma”.

Os vampiros criam seus próprios problemas, mas culpam os outros por eles. Tenha pena deles, não se irrite. E se você convive com eles diariamente, só você poderá mudar sua forma de pensar e de viver. Lembre-se do que está escrito na Escritura: “Ame o seu próximo como a si mesmo”. E Inácio Briantchaninov disse que a perfeição do cristão está no amor perfeito ao próximo. Frases semelhantes, máximas, estão presentes em todos os ensinamentos religiosos e filosóficos do Ocidente e do Oriente.

Eu sempre digo a essas pessoas para não se culparem. Erguem a cabeça, pois lá estão as árvores, o céu, os pássaros e o sol — um mundo grande e belo. Alegrem-se, e ele fluirá para dentro de vocês, refletindo-se em uma nova qualidade. Isso lhes dará forças e saúde. Aprendam a controlar seus sentimentos, seu destino, caso contrário, serão brinquedos nas mãos dos outros.

Os vampiros não sofrem com a dor constante de sua doença. Nos vampiros solares, ela se ativa diariamente, enquanto nos lunares isso acontece várias vezes ao dia. Quando essa doença assume formas crônicas, cria um fundo energético sujo para todo o corpo e órgãos, e, por isso, não respondem ao tratamento. Daqui se compreende que a medicina tradicional chinesa, tibetana e indiana, em primeiro lugar, se dedicam à limpeza energética do organismo nos níveis dos canais, chakras e órgãos. Enquanto isso, a medicina moderna trata o corpo fisicamente.

Além do visível, permanece o fato de que uma conexão breve do vampiro com o doador torna essa doença oculta aos olhos dos médicos e psicólogos, de todos que lidam com os problemas humanos. E o vampiro não fala sobre sua doença. Que tensão interna ou vazio empurra ela ao contato com outras pessoas, após o qual ela sente alívio? E cada pessoa passa por esse estado, que pode ser chamado de “ponto morto”, mas nem todos ficam paralisados nele.

O amor e a alegria nos movem constantemente rumo ao enriquecimento harmonioso uns dos outros no nível dos sentimentos puros, emoções e conhecimentos. Imaginem um geólogo, um marinheiro, um militar ou um astronauta que, por muito tempo, deixam a sociedade, a casa, os amigos. Depois de algum tempo, em todos, surge de forma diferente o tédio, que os psicólogos chamam de “incompatibilidade”. Algo começa a irritar alguém. Procuram culpados no entorno e começam a despejar neles sua insatisfação. Assim nasce o vampirismo em pessoas aparentemente saudáveis e normais.

E a causa desse vampirismo está no fato de que, ao se tornar incompatível, ele perdeu a alegria daquilo a que se dedicou. Tudo lhe enjoou, tudo lhe aborreceu, sua alma anseia por prazeres corporais. Nada ao redor mais o alegra. Por isso, nele cessa o fluxo de energias puras, e ele começa a extraí-las dos que estão ao redor. Mas basta a pessoa voltar ao ambiente habitual, ao mundo daquela alegria que tanto lhe faltava, para que o fenômeno do vampirismo desapareça, o processo se apague e tudo volte ao lugar. A incompatibilidade não existe onde se vive e respira por uma mesma causa, uma mesma ideia, um mesmo sonho.

Falar sobre energias corporais requer mencionar também as energias mentais. São pensamentos e ideias, livros e cálculos, pesquisas, invenções e outras criações em cujas energias mentais a pessoa vive. Quando uma pessoa perde o contato com esse mundo ou é forçada, obrigada a fazer algo completamente diferente, não surgirá irritação nela? Não vai ela sacudir conscientemente aqueles que a privaram desse mundo? A pessoa criativa se tornará um vampiro, mas sua enorme energia será usada por vampiros materiais. Eles são consumidos pela inveja. É difícil convencer um invejoso. A inveja é um sentimento de desgosto causado pela prosperidade ou sucesso de outra pessoa. A inveja abala a pessoa e a esgota; ela está em um estado de insatisfação e irritação, e, portanto, deve, é obrigada a se recarregar com energia alheia. Por causa da inveja, uma pessoa desenvolve terçol no olho. Por isso, na medicina popular, cospem-se no terçol e mostram o dedo médio, dizendo: “Aqui está o seu dedo médio, compre o que quiser. Compre um machado, corte-se ao meio.” Nesse momento, deve-se soprar três vezes no dedo médio e cuspir três vezes por cima do ombro esquerdo. Observa-se que terçóis aparecem com mais frequência em crianças, enquanto adultos raramente os têm. Mas se as crianças veem e invejam, os adultos, além disso, ainda fofocam. Por isso, nos adultos, surgem aftas nos lábios — da inveja, não fofoque. É assim que a medicina cármica interpreta essa relação de causa e efeito. A inveja semeia dentro da pessoa também a raiva, e isso gera vampirismo. Observa-se que, nessas pessoas, nos jardins e nas hortas, não cresce uma colheita abundante; tudo murcha e definha.

Uma mulher me contou que, quando sua avó faleceu, de repente uma flor que nunca havia florescido antes desabrochou na janela. Ela me perguntou que sinal era aquele. Contei-lhe sobre a avó, aplicando suas palavras e ações ao vampirismo familiar na família, e isso se revelou a pura verdade. “As flores”, expliquei, “não podem florescer no apartamento de um vampiro; elas sofrem com as energias grosseiras e não conseguem florescer com a alegria das cores. Quando a avó morreu, libertou a flor de sua influência energética suja, e ela desabrochou. Assim como uma mulher floresce ao se afastar de um marido vampiro, um homem encontra paz ao se afastar de uma esposa ou sogra vampira.

E você, que está lendo estas linhas agora, tem flores desabrochando em seu apartamento? Ou será que samambaias e plantas trepadeiras, que não dão flores e, por isso, têm má fama entre as pessoas, estão se desenvolvendo com vigor? Muitas palestras e cursos em que tive a oportunidade de participar mostram que, entre os palestrantes e instrutores, há muitos vampiros. Eles puxam algum tema, mastigam-no, enquanto a pessoa que busca conhecimento espera por uma ideia fresca, uma nova palavra, uma perspectiva ou abordagem. Espera ansiosamente para captar e começar a meditar. Ao não receber isso, a pessoa adormece durante a aula, suas forças se esgotam, vão até o palestrante, e você dorme docemente em sua lição. Esse esgotamento também vem do fato de não se ouvir bem, de as palavras serem mal pronunciadas, quando o palestrante olha para o chão ou o teto, e não nos olhos dos alunos. Se a aula ou palestra é conduzida de forma empolgante, interessante e até divertida, todos recebem uma carga de ânimo, alegria e, principalmente, o material é bem assimilado.

Curiosamente, a natureza sabe restaurar o equilíbrio energético à sua maneira. Baratas e mosquitos, eternos companheiros do ser humano, são pequenos vampiros no plano físico. Eles não apenas sugam o sangue, e nem de qualquer um, mas apenas daqueles que estão sobrecarregados de energias negativas. Mude sua atitude em relação às outras pessoas, aprenda a viver com energias puras de alegria e amor, e então as baratas desaparecerão por si mesmas, e os mosquitos, mesmo que pousem em você, não conseguirão cravar suas agulhas.

Eis aqui mais um pequeno trecho do ensinamento “A Doutrina Secreta” de Helena Blavatsky:

“O fogo do reconhecimento da possessão é chamado de Urúmia. Não apenas os seres humanos podem ter esses sentimentos, mas também os animais. Cavalos e cães, em particular, se indignam com a aproximação de pessoas possuídas. Na antiga China, havia uma raça especial de cães, altamente valorizada, que reconhecia com especial sensibilidade os possuídos. Na antiguidade, era costume mostrar cavalos e cães aos hóspedes. Nisso, observava-se a reação dos animais. Muitos embaixadores passaram por esse teste…

Os gatos também sentem os possuídos, mas geralmente de forma bem diferente. A possessão traz alegria a eles: o gato não se esconde, mas caminha, alegrando-se e miando. Enquanto o cachorro eriça os pelos ou ataca essa pessoa.”

Deve-se notar aqui que o gato, ao coletar e enrolar em si as energias negativas, depois as descarrega ao sair para passear na rua ou na varanda. Observa-se que os vampiros gostam de atormentar gatos, como se estivessem brincando com eles. E em pessoas bondosas, os gatos adormecem imediatamente em seus braços. Sabe-se que o gato sempre dorme no local dolorido de sua dona. Muitos adultos se assustam quando os gatos dormem no pescoço ou na cabeça das crianças. Afinal, nesse momento, eles absorvem as pesadas energias da doença. Para os pais, isso já é um sinal, um alerta de que a criança está seriamente doente. E o gato é frequentemente expulso do apartamento ou entregue a outras pessoas.

Quando aprenderemos a ver os Sinais da Natureza que indicam um perigo iminente? Já escrevi sobre os cães, mas gostaria de acrescentar algumas informações. Se um cachorro late de repente e você se assusta, isso significa que uma grande quantidade de energia negativa está pairando sobre o seu campo bioenergético. Ao se assustar com o latido do cachorro, a energia negativa é removida do seu campo. Agradeça mentalmente ou em voz alta ao cachorro por ter ajudado a se livrar dessas energias pesadas e por ter indicado a causa do seu mal-estar. Se o cachorro não se acalmar e continuar latindo cada vez mais ao se despedir de você, esse já é um sinal sério. Volte para casa e tome um banho, de preferência um banho de contraste. A água leva tudo embora. Mas, até tomar banho, não ligue aparelhos elétricos domésticos; é melhor que uma lâmpada queime do que sua aparelhagem doméstica.

Os cães sempre tentam morder os vampiros, para lhes sugar o sangue. Um doador nunca ficará doente de raiva; essa é a sina dos vampiros.

Talvez o maior infortúnio para as pessoas seja o vampirismo familiar. Na maioria das famílias, há doadores e vampiros. Nas famílias, existem inúmeros laços energéticos sutis que podem ser confundidos com vampirismo. Por isso, vamos esclarecer mais uma vez: o vampiro só ama a si mesmo, não sabe amar os outros nem se alegrar com a vida. Na família, até os vampiros lunares sempre são agressivos e, diariamente, sacodem energeticamente toda a família ou algum de seus membros. O primeiro indicador de vampirismo entre cônjuges é a IGUALDADE. Os ciúmes não são amor, mas métodos de vampiros para manter sua vítima em constante tensão energética (psíquica) e colapso. As brigas familiares baseadas em ciúmes quase sempre levam ao fim do casamento. E enquanto estão juntos, o marido vampiro, por meio dos ciúmes, provoca o marido doador para seu próprio reabastecimento energético.

É muito difícil para um dos cônjuges viver em constante tensão e ter que provar seu amor e devoção. Os ciúmes são a doença de uma pessoa surda, cega e insensível; é vampirismo. O vampiro não vê nem ouve o objeto de seu amor até sacudi-lo com seu biombo energético. E só depois disso pode se vangloriar de seus falsos sentimentos.

É difícil para o coração viver sem amor, é difícil para o corpo viver sem coração — pode-se dizer, parafraseando Homero. Será necessário provar que o amor não precisa de provas, que na amor se vive com um só fôlego, que o amor sempre teme magoar o próximo, que o amor verdadeiro não sofre com dúvidas de fidelidade? Sim, é necessário provar, porque vivemos sem saber com quem, nos humilhamos e inventamos desculpas: “ele/ela tem ciúmes, entãoama. Na verdade, sai egoísta, desconfiado, desconfiado e doente de vampirismo. O filósofo francês René Descartes disse: «A inveja é uma forma de medo de perder a posse de um bem que se deseja, considerando-se indigno, por isso desconfiado e desconfiado». Na busca por um marido ou esposa, muitas vezes nos orientamos pela aparência ou situação material do parceiro. Isso gera um amor imaginário, que inevitavelmente revelará o efeito do vampirismo. «O amor cego» sempre está misturado com paixões corporais, e depois essas paixões abalarão a alma. A inveja é um vício, uma limitação espiritual, intelectual e física. E, por isso, a alma sofre, a mente não sabe o que faz, e o corpo se debate em busca de forças.

Outro fator de vampirismo familiar pode ser chamado de constantes acusações e implicâncias de um dos cônjuges, que provocam ressentimento e irritação. Isso é o que as pessoas chamam de ver o cisco no olho alheio e não ver a trave no próprio. Aqui, o vampiro se agarra firmemente e constantemente ao doador — o marido. É difícil viver em família quando não há com quem compartilhar, conversar, e se tenta, recebe-se apenas uma saraivada de recriminações. É difícil viver sem o apoio emocional de um ente querido, e é nesse solo que se desenvolve a osteocondrose cervical.

Muito frequentemente, nas relações familiares, as sogras e as mães dos maridos atuam como vampiras, mas não com seus próprios filhos, e sim com aqueles que seus filhos escolheram como cônjuges. Embora, é claro, noras e genros também não sejam presentes. Um sábio disse que quem tem um bom genro, ganha um filho, e quem tem um mau genro, perde até a filha. Certa vez, após uma palestra, uma jovem mulher se aproximou de mim e disse que só agora entendia que sua sogra era a vampira mais pura. Eu pedi que ela não contasse mais nada e, sozinho, dei um retrato de como a sogra se comportava na família. Falei longamente e em detalhes, e a mulher me disse que teve a sensação de que eu havia vivido muitos anos na casa dela.

Vou contar resumidamente essa história. Todos os dias, ao chegar do trabalho, você é recebido na porta pela sogra. Ela despeja palavras que o fazem «explodir». Sempre há motivos e causas: algo não foi feito direito, foi colocado no lugar errado, não foi limpo. Não importa onde ou como, o importante é encontrar um ponto para acionar o mecanismo de suas emoções, provocar uma explosão de sentimentos e irritação. E ela consegue isso facilmente. Ao mesmo tempo, ao abrir a boca, ela, estalando a língua, suga sua energia imprópria. Pronto. O conflito termina até o final do dia seguinte, quando você voltar do trabalho. Durante toda a noite e manhã, a sogra não grita mais com você, não briga. Ela pode acariciar você e se desculpar, fica quieta como um camundongo e carinhosa como um gato. Você lhe perdoa tudo, mas não tem mais forças nem saúde, não consegue dar atenção aos filhos e ao marido, deita-se cedo. De manhã, acorda pesado. E durante o dia, no trabalho que ama, na alegria do convívio, você se recarrega com sentimentos humanos puros, mas isso só dura até a soleira de casa. Sua sogra sente quando você desce do ônibus, entra no prédio, no elevador… Ela já está na porta e «sinceramente feliz» por vê-lo.

Você poderia lhe dar seu amor e alegria, mas isso não existe, e então você se torna o único salvação de sua vida, mas para isso precisa ser sacudido, abalado… Se ao menos uma vez, — continuo eu, — diante de suas palavras amargas e ofensivas, você dissesse: «Sim! Sou assim!», e passasse pela porta erguendo a cabeça com orgulho, então sua sogra, que gastou o resto de suas forças e não obteve nada em troca, cairia ali mesmo, desmaiando indiferente diante da porta.

— Meu Deus, — diz a mulher, — uma vez aconteceu assim. Eu não respondi à sua grosseria, sorri e fui para o quarto. Ouço um barulho, me virei, e essa sogra está caída no chão e não se mexe. Não entendo o que aconteceu, o que aconteceu. Os filhos e o marido correram da sala: «O que você fez com a vovó?» Fiquei paralisada. Comecei a garantir que não entendia, que nem cheguei perto, que ela mesma caiu. Todos da família tentaram reanimá-la — não deu certo. Chamamos uma ambulância — em vão. A ambulância a levou ao hospital, e ela ficou lá por dois meses. Aqui, mais uma vez, fiz a suposição de que, se ela tivesse outro filho ou filha, após a alta ela deveria ir morar com um deles, e não voltar para vocês.

— Sim, — respondeu a mulher, — ela realmente foi morar com outro filho, com outra nora.

— Pois é, — concluo eu, — parece que até contra o lixo há um remédio, como diz o povo. E depois, quando os filhos crescerem, a avó vai sugar as forças deles também. Com parentes, isso sempre é mais fácil de fazer, e os motivos nunca faltam. Outra mulher me contou que só agora, após a palestra, entendeu por que todos os anos, quando ela viaja para a casa de campo e passa todo o verão lá, sua sogra, perdendo o doador, acaba no hospital e fica lá o verão todo. E que tipo deNo hospital? Pacientes doentes, seja em casa ou no hospital, sustentam sua existência com ressentimentos mesquinhos e irritando os outros. Claro, deitados na cama, às vezes por anos, eles são forçados a sugar a força dos que os rodeiam. E isso é um sinal de que terão de ficar deitados por muito tempo, e os remédios e a terapia não terão o efeito adequado. Talvez nos hospitais devessem criar uma indústria de entretenimento para embelezar suas vidas cinzentas. É preciso aconchego, decoração, música, trabalhos manuais. E em casa? Novamente vêm à mente os versos de Pushkin, que se lamenta:

Mas, meu Deus, que tédio
Sentar-se com o doente dia e noite,
Sem se afastar nem um passo!
Que baixeza pérfida
Brincar com um semi-morto,
Ajeitar-lhe as almofadas,
Tristemente oferecer remédios,
Suspirar e pensar consigo:
“Quando o diabo te levar!”

Até naquela época não sabiam como tratar vampiros!

Ligue para seus parentes doentes o “Triplo Aquecedor” de sua alma. Ele dissipará, dissolverá as energias pesadas da doença e preencherá o corpo com uma nova qualidade.

Conheci uma mulher cujo filho e mãe eram vampiros. O filho, toxicômano, e a mãe, acamada há vários anos. Ambos a esgotam diariamente, mas ela ainda os ama, sente pena deles e se entrega por completo a servi-los. A cada três dias, a mãe a leva ao estado de desmaio, mas o amor por ela devolve a mulher à vida. O filho ameaça matá-la todos os dias, e ela perdoa tudo. Após uma palestra, ela escreveu em um bilhete: “Entendi que sou uma doadora clássica, obrigada, vocês me carregaram com boa energia e, com sua palestra, desviaram meus pensamentos horríveis. Sem saber, vocês cortaram minha última esperança. Portanto, este é meu destino: provações e punição por meu filho. Agora ele está no hospital e me amaldiçoa, mas o amor e a pena são muito maiores do que meu medo dele — muito maiores! E que ele me mate, pois eu o amo! Nem por um dia de férias vou embora, porque não há ninguém para cuidar da minha mãe; suas dores são terríveis. Devo estar ao lado dela e aliviar sua vida”.

Sim, o amor faz milagres!

Mas há outro milagre ainda maior. Se você disser com sinceridade e amor a seu parente doente, que não se levanta da cama, que você é o culpado por sua doença, que foi você quem o levou ao estado em que se encontra, se conseguir convencê-lo disso e pedir seu perdão (o que não é difícil, pois ele já acredita que você e os outros ao redor são os culpados), então, depois de implorar e obter seu perdão, um milagre acontece. Seu parente acamado começa a reviver. No mesmo dia ou no seguinte, ele se levantará sozinho da cama, começará a caminhar, comer, cantar canções e assim por diante. Sua vida mudará radicalmente, mas agora você deve se tornar um altruísta — viver para os outros, dedicando-se completamente ao serviço às pessoas, ajudando-as. Esqueça-se de si mesmo, este é o seu fardo, mas é um fardo bom, que trará felicidade espiritual. Só assim você queimará a Karma transmitida a você pelo parente, apagará sua própria Karma e cessará a maldição familiar.

Aqui está outro exemplo, contado por uma mulher em Perm, quando eu ministrava um curso de palestras lá. Ele se refere ao tipo mais desumano de vampirismo familiar — a pilhagem energética.

Nela, a perfídia e a crueldade são tamanhas que nem se pode chamar de animal, pois os animais não sofrem de falta de energia; eles vivem em harmonia com a natureza. Eis a história:

“Todas as manhãs, há muitos anos, ouço da minha mãe, que já tem 77 anos, as mesmas palavras: ‘Você ainda não morreu?! Quando você vai apodrecer?!’ Assim começa meu dia. Pode-se acostumar e não se irritar, mas a mãe, não recebendo a reação esperada, cai no chão e arranha o rosto. Às vezes, ela se irrita abertamente. Depois de alguns minutos, levanta-se como se nada tivesse acontecido. As feridas nela cicatrizam como em um gato. Ela conta que eu a bato, mostra arranhões e mordidas. Conseguiram, em dois dias, recorrer a dezesseis organizações para reclamar de mim. E em todos os lugares acreditam nela e acham seu dever me chamar para prestar contas. As ligações telefônicas constantes não me deixam em paz; estou cansada dessa vida. E minhas explicações nem são ouvidas; gritam: ‘Como ousa?! Ela é sua mãe!’ E eu entendi que é por culpa dela que já tenho a segunda categoria de deficiência. Só me salva o fato de que me dedico à música, escrevo poemas, desenho — isso me devolve as forças. Descanso dela no verão, quando ela fica na casa de campo”.

Assim são os vampiros familiares: pérfidos, maus e cruéis. Que Deus nos livre de tê-los sempre por perto. Dos entes queridos, os golpes são mais fortes e doem por mais tempo. A vida, por outro lado, não há mal que não traga algum bem. Se caímos na armadilha de um profundo conflito energético e crise, sofreremos e adoeceremos. E somente por meio do autoconhecimento e da vontade virá a tranquilidade e a alegria.

Os vampiros familiares vivem dolorosamente por muito tempo, não permitindo que seus familiares vivam. Eles sobrevivem a seus doadores, e nós nos perguntamos por que as pessoas boas morrem mais cedo do que as más. Quantas vidas infelizes, famílias e talentos foram destruídos porque a perfídia dos vampiros não foi reconhecida e interrompida a tempo. Nós nem sequer sabíamos de sua existência. Em vez disso, criamos escolas inteligentes ou centros.

E, por fim, há mais um tipo de vampirismo familiar, mas não tive a oportunidade de encontrar suas formas grosseiras. Ele está relacionado à manifestação lunar e flui suavemente, criando situações tensas apenas de vez em quando. Esse tipo de vampirismo surge nos pais quando seus filhos se casam ou se unem em matrimônio. O medo ou a ansiedade de ficarem sozinhos na velhice leva um dos pais, geralmente, a colocar os filhos em dependência financeira e material. Alguns gostam disso e até se sentem felizes com tal proteção (por um tempo), enquanto outros se irritam; não querem depender, sentem-se oprimidos pela insistência dos pais, pela supervisão mesquinha e pelas acusações que surgem desse contexto.

Muitas pessoas sofrem não pela falta de esforços e sentimentos, mas por seu excesso. E se nessas pessoas não houver um início criativo para onde direcionar essas energias, geralmente boas, para fins pacíficos, elas começam a oprimir a pessoa próxima. Um exemplo disso pode ser assim: uma mulher ama muito a limpeza e a ordem, o que, em geral, é uma qualidade nobre — manter limpo e organizado o espaço em que se vive. Mas sempre há alguém por perto: marido, filhos, parentes, que perturbam o mundo alegre que ela criou. E todas as suas insatisfações se voltam para isso.

Muitas mulheres reclamaram comigo sobre seus familiares, dizendo que vivem com vampiros e pediam conselhos sobre como lidar com eles, como livrá-los do vampirismo. Ao analisar o comportamento e as situações, descobria-se que não havia vampiros em sua família; era ela mesma que estava limitada em sua capacidade de avaliar o que acontecia ao redor. Era ela quem primeiro explodia com seus entes queridos por causa da menor sujeira ou coisa fora do lugar. O vampiro, nesse caso, só pode ser chamado assim condicionalmente, mas se ela não ampliar o uso de seus sentimentos, essa fixação em algo único, sem dúvida, gerará vampirismo. E, a partir disso, surgirão conflitos por causa das menores coisas. Isso também se aplica igualmente aos homens.

As causas da tensão na vida familiar, geradas pelo vampirismo, também estão em outros aspectos. Já sabemos que ao redor do corpo humano, em sua aura, são retidos aglomerados negativos de energias. Nós os coletamos no trabalho, na rua, em locais públicos, e, ao chegar em casa, o melhor é tomar um banho. Eles são facilmente removidos. Caso contrário, essas energias serão sentidas pelos membros de sua família como algo frio e grudento, pesado e opressivo, emanando de você. Você já notou que, quando alguém da família chega em casa, surge imediatamente uma atmosfera pesada e nervosa? Essas energias deprimem a todos até que ocorra uma descarga energética chamada “para todos igualmente”.

Muitos vampiros não podem se dar ao luxo de descontar no trabalho. O prestígio profissional e a posição social os obrigam, por isso eles parasitam apenas em casa. Eles mantêm seus entes queridos “com chicote e cenoura”: primeiro, sugam, esvaziam suas forças, privam-nos de alegria, e depois os acalmam. Ou assim: durante cinco dias da semana, seu marido é uma pessoa normal, mas aos sábados e domingos, parece que um demônio se apossa dele.E muitos anos seguidos. Isso significa que cinco dias por semana ele abala todo mundo no serviço, e nos fins de semana carrega sua energia. Pode-se dizer que vocês ainda tiveram sorte e encontrar um jeito de não se comunicar com ele nesses dias, se não houver amor entre vocês, isso é problema de vocês. Por mais que se enrole o fio, o fim sempre chega, por isso na maioria dessas famílias acontecem brigas e tragédias.

Existe outro tipo de vampirismo familiar que surge nos relacionamentos conjugais logo após o casamento ou o nascimento do primeiro filho. Aqui tanto homens quanto mulheres manifestam um tipo especial de estado psicológico que pode ser expresso por uma palavra simples e concisa — insatisfação. Na maioria das vezes, a mulher sofre com isso, e todo sofrimento retira forças, esgota.

Passando o dia todo em casa ou no trabalho, ela está insatisfeita com o marido, constantemente fala mal dele. Lembrem-se de seus conhecidos ou parentes que ficam fofocando sobre os maridos. Com isso, elas minam suas próprias forças. Quando o marido chega do trabalho, não sente da esposa aquela força que atrairia, magnetizaria, que despertaria o desejo de abraçar e beijar. Não há isso, ele encontra uma esposa fria e sem alma, e por isso, seja uma pequena briga ou um ressentimento mudo entre eles, inevitavelmente vai surgir. E isso será provocado pela alma vazia, aquela que já se esvaziou.

Casais normais não brigam por besteiras, eles guardam forças para brigas maiores. Ah, o que estou dizendo. Casais normais sempre falam bem um do outro, só o bem. Assim se cria um campo de alegria e amor, o que eu lhes desejo. O amor cobre uma multidão de pecados.

Sobre o tema de vampirismo familiar não há como escapar. Pode-se trocar de emprego, não deixar os vizinhos vampiros entrarem, evitar pessoas irritantes em lugares públicos. Mas em casa, na família, quando vocês estão presos e ligados não pelo amor, mas por circunstâncias, nesse solo floresce e progride o vampirismo. É justamente o vampiro que criará e ditara as condições, o tom e o ritmo de toda a família. Carregado, o vampiro começa a cantar canções cujas melodias trazem sons solenes.

Foi isso que me escreveu em Saratov após uma palestra Yuri K.: “Isso é justamente aquilo que me faltava para entender a verdade sobre minha doença. O fato é que caí sob a ação de um vampiro. Isso aconteceu há muito tempo, em 1978, e continua até hoje. Eu era uma pessoa muito alegre e saudável,Assim que meus pais trocaram de apartamento e passamos a viver com minha avó e meu avô, minha saúde começou a piorar e hoje sou uma pessoa com deficiência de segunda categoria. Ao contrário, até os 78 anos, minha avó era internada todos os anos por problemas cardíacos e uma terrível asma, mas depois que nos mudamos para a mesma casa, ela nunca mais foi hospitalizada, não mencionou mais a asma e até passou a ler sem óculos. Minha avó é um vampiro lunar claramente marcado, e todos os sinais sobre os quais você falou se encaixam nela. Escrevo porque espero saber de você quando esse inferno vai acabar.

Em uma das cartas de Irkutsk, uma mulher contou sobre sua mãe de 75 anos. “Viver com ela é muito difícil. Por fora, ela parece muito saudável e cheia de energia, mas depois de me cobrir com uma chuva de ofensas e críticas. Ao ler seu livro, entendi que se trata de vampirismo energético. O pior era quando eu chegava tarde do trabalho. Mas, por sorte, meu horário mudou e comecei a chegar duas horas mais tarde. Nos primeiros dias, encontrava minha mãe semimorta. Ela exigia que eu voltasse ao horário anterior, mas, felizmente, isso não era possível. Não sei como aguentava os ataques psicológicos dela nesses dias, mas aconteceu um milagre! Certa vez, ao voltar do trabalho, não a encontrei em casa. Senti uma forte preocupação por ela. Para onde ela poderia ter ido com as pernas doentes e de muletas? Descobri que ela começou a usar o transporte público no horário de pico da noite. Voltava para casa alegre e cheia de energia, o rosto corado. O mais incrível é que ela parou de fazer exigências a mim. Chuva ou calor, neve ou geada, nada mais a impedia de sair. Vizinhos me contaram que, em alguns lugares, ela entrava em ônibus lotados, viajava algumas paradas e descia. Sempre fazia isso com xingamentos e ofensas aos passageiros. Na parada, esperava o próximo ônibus, também lotado, e começava a xingar para entrar. E assim todos os dias. Depois de ler seu livro, entendi que minha mãe pratica ou até sofre de vampirismo clássico. Ajude-me, diga o que pode ser feito para tratá-la.”

Escrevo este livro justamente para que cada um encontre nele respostas sobre tratamento e proteção contra vampiros. Com frequência, em famílias onde os pais são vampiros, os filhos crescem iguais a eles. Quando esses pais, dia após dia, ano após ano, explodem com a criança por qualquer motivo, eles criam um vampiro. Esses pais não apenas proíbem algo à criança, mas o fazem sempre de forma ríspida e grosseira, com irritação e ódio: “não toque”, “não pegue”, “não pule”, “não grite”, “fique quieto”, etc. Além disso, humilham e xingam a criança. Eles não sabem que chegará o momento em que “o rato pagará com lágrimas de gato”. Quando essa criança cresce, ela mesma se torna um vampiro e começa a sugar seus próprios pais. Quantas famílias doentes com vampirismo já vi, quantos pais infelizes tentaram encontrar em mim respostas, proteção e salvação do filho sádico.

Nas palavras do Apóstolo Paulo: “Pais, não irritem seus filhos, para que não fiquem desanimados”. Quando entenderemos que “tudo volta em círculos” e que cada um receberá de volta aquilo que semeou?

Vi inúmeras crianças medrosas e oprimidas que, ao crescer nas ruas ou em grupos, aperfeiçoam a “arte” de se vingar dos pais, professores e outros adultos, dos quais sempre recebiam tapas físicos e espirituais. Pais que não deram amor ou carinho à criança não devem esperar uma velhice feliz; os filhos serão indiferentes a eles. Se, na infância, a criança sofreu agressões e ofensas quase diárias, saiba que isso a espera na velhice. Essa é sua Karma — a lei do retorno. É nesse contexto que surgem inúmeras doenças cármicas, e sem entender ou eliminar a causa, as doenças não serão curadas. Resta-lhes apenas a humildade e o arrependimento, e eu os exorto a lembrar disso!

Há ainda outra circunstância característica: os vampiros lunares em uma família se satisfazem com a energia de um membro, geralmente o mais fraco e indefeso. Já os vampiros solares esgotam toda a família. Eis uma carta característica sobre esse tema.

“Li seu livro e mais uma vez me convenci de que realmente tive que viver com dois vampiros. Que ‘sorte’! Um deles é meu pai. Não é bom falar isso, mas ele é uma pessoa extremamente desagradável. Não só eu não o amo, como também minha mãe, minha irmã, todos os parentes e até conhecidos.

Lembro-me desde a infância como ele nos atormentava, levava às lágrimas e depois se acalmava como se cedesse. A qualquer hora do dia, ligava a televisão junto com o rádio, acendia todas as luzes da casa e começava a fazer barulho na cozinha com a louça. Ele ainda faz tudo isso. À noite, pode ligar para qualquer conhecido e falar alto. Diz que ouve mal, mas se algo não deve ouvir, ouvirá de qualquer jeito. Naturalmente, com esse comportamento, ele levava todos ao limite. E Deus me livre de dizer algo a ele. Começava a gritar e bater na mãe. Minha irmã e eu chorávamos, mas ele nem ligava. ‘Sua mãe é culpada de tudo’, essa é sua frase favorita.

Quando ele está em casa, todos andam tensos e ninguém quer sair do quarto. Se ele entrar lá, você começa a tremer — tão desagradável é a pessoa. Ele não gosta de animais. Agora tenho um cachorro e moro separada dos pais. Quando vou visitá-los com ele e meu pai não está em casa, o cachorro fica calmo. Assim que meu pai põe a chave na fechadura, o cachorro começa a latir histericamente, algo difícil de controlar. Várias vezes o cachorro mordeu meu pai. Em casa reina uma energia negativa, mesmo depois de benzimentos. Provavelmente, ninguém tem tantos baratas quanto nós. É um verdadeiro problema. Gastamos tanto dinheiro, mas o resultado é pífio.

No verão, as flores caseiras florescem na sacada. Minha mãe gostaria que elas também florescessem dentro de casa. Mas quando as trazemos para dentro, depois de algum tempo as plantas começam a morrer. Curiosamente, as samambaias crescem muito bem. Minha mãe adoece constantemente. Nos últimos anos, envelheceu de repente. Não há mais forças para viver ao lado do marido e de nós, com meu pai. Se eu fosse descrever todas as suas maldades, não caberia em um papel.

Periodicamente, ele acusa um de nós de roubar algo dele e, literalmente, leva isso ao ponto da histeria. Até os 18 anos, morei com meus pais. E eis a ‘felicidade’! Minha avó e meu avô (pais da minha mãe) ganharam um apartamento de dois cômodos e queriam muito que eu fosse morar com eles. Fiquei tão feliz por ver meu pai com menos frequência e poder me dedicar melhor ao meu trabalho como enfermeira infantil. Depois de algum tempo, minha alegria se transformou em sofrimento. Minha avó ‘se agarrou’ a mim. Meu avô era uma pessoa calma, eu o respeitava (que Deus o tenha). Eu sou, por natureza, alegre, mas calma. Pois bem, minha avó não gostava de nada em mim. Ela só procurava o mal, o bem simplesmente não queria ver. Não podia chegar tarde em casa, não podia tomar banho de chuveiro, não podia lavar roupa todo fim de semana. Não podia passar roupa, senão o ferro queimaria. Não podia falar muito ao telefone nem rir alto. Vocês deveriam ver a expressão dela quando eu perdia a paciência com ela. Que felicidade havia em seus olhos, que alívio inundava seu coração. E assim todos os dias.

Em seis anos morando com minha avó, emagreci seis quilos. Desenvolvi hipotensão, enquanto ela sofria de hipertensão. Eu estava constantemente deprimida. Não queria voltar para aquele inferno em casa. Muitas vezes me pegava andando devagar da parada de ônibus até a casa, embora fossem apenas dois minutos de caminhada.

E ainda tem algo interessante. Meu avô era tão magro e, até o fim da vida, debilitado, que parecia um esqueleto coberto de pele. Já minha avó, apesar de mais velha, ainda era cheia de corpo. Quando meu avô morreu, eu saí do apartamento deles. Não tinha forças para ficar sozinha com ela.

Misturadamente, surge a pergunta: quem protegerá a família do vampiro? O Estado? A ciência? Os médicos? Os psicólogos? A polícia? Todos eles levantam as mãos. E as pessoas sofrem, adoecem e morrem por uma força desconhecida do mal. Resta apenas uma coisa: Senhor, AJUDE!

Vizinhos vampiros

Nos relacionamentos de vizinhança, o vampirismo lunar costuma se manifestar com mais frequência. Os vizinhos vampiros lunares impõem-se como amigos sob diversos pretextos. Eles vêm até você de forma simples, como vizinhos, como se fosse natural. Mas, repito, qualquer interação deve trazer alegria e interesse mútuos, proporcionando descanso e satisfação a todos. No entanto, o vampiro não percebe quando sua presença não é bem-vinda e cansa com sua presença.

Detalhe característico: os vampiros nunca convidam você para visitá-los, mas tentam ir até sua casa, tomar um chá, embora nunca ofereçam chá. E se você tiver que visitar a casa do vampiro, sairá de lá com a cabeça doente, fraqueza no corpo e tempo desperdiçado.

Os vampiros lunares vêm à sua casa, sentam-se, reclamam ou não dizem uma palavra, coram e vão embora. O vampiro não entende que com ele nãoEles querem dizer que é só por educação que dizem: “Sim, não”. Cansamo-nos de conversas vazias, essa presença intrusiva nos cansa e irrita. Mas é exatamente isso que os vampiros precisam. O pior é que eles mesmos não entendem isso. Não conseguimos encontrar motivos para expulsá-los, e eles confessam que se sentem muito bem conosco e até começam a se sentir melhor. Ora, é claro! Geralmente, eles chegam todos os dias no mesmo horário, como se fosse um trabalho. Encontre um motivo ou uma oportunidade para não deixá-los entrar em sua casa. Não será um grande mal se você romper todos os laços com eles. Os vampiros encontrarão outra fonte de energia. Mas nosso problema é que eles já conseguiram nos dominar firmemente: com pequenos favores e presentes. Supere isso, e o fardo do vampiro cairá de seus ombros, jogue fora a pedra que sufoca a alma.

Os vampiros solares, vizinhos, mantêm você em constante tensão mental. Isso acontece porque suas casas já não respondem a eles, ninguém mais os alimenta, mas eles precisam constantemente de um campo tenso ao redor. E eles conseguem isso criando intrigas contra você, contra todo o prédio, a entrada, a casa. Eles notam qualquer deslize em suas palavras e ações. E você já está em seu apartamento ou quarto com medo de esbarrar com eles. Mas é estranho que isso não funcione. Assim que você põe o pé para fora, o vampiro já está lá. Isso acontece porque você pensa nele constantemente, cria um forte vínculo energético e, com seus pensamentos, o sustenta. Deixe de pensar e falar sobre ele, não espalhe fofocas sobre seus desafetos. Você pode cortar o canal energético com seu vampiro com o silêncio, acalmando sua alma, ignorando, esquecendo, perdoando. É difícil fazer isso porque o vampiro já está acostumado a sua boa reação, e cada vez ele fica mais forte, mais agressivo, se esforça ainda mais para não perder uma fonte tão maravilhosa de energia.

Mas por que você reage tanto ao vampiro? Não será porque sua alma está vazia e escura, porque não há interesse na vida ao qual você possa se dedicar completamente? Mas então a agitação e a irritação não sairão de sua vida. Sim, resistir à pressão bruta dos vampiros é muito difícil, mas esses são seus problemas, e eu estou tentando mostrar o caminho para sair dessa crise energética espiritual.

Avós e avôs que ficam sentados perto da entrada, alguém entre eles certamente é um vampiro. Na maioria das vezes são as avós, que, supostamente com boas intenções, fazem comentários grosseiros aos adultos, mas as crianças sofrem ainda mais. Quantas maldições elas não lançam sobre as crianças por qualquer coisinha. Os adultos, ouvindo isso, não se envolvem com elas, sabendo de seu temperamento escandaloso, mas se irritam em silêncio e em segredo.

É sobre elas, os vampiros, que as pessoas dizem na cultura popular que “na casa da má Natália, todos são canalhas”. E elas organizam verdadeiras bacanais psicológicas para nós. Que trocadilho! Uma conhecida minha sofria de dores no coração há vários anos e todos os invernos acabava no hospital. Quantas vezes lutei com ela, tentando ajudar, entender a causa de sua doença, nada adiantava. Os mapas astrais que eu fazia em cada crise cardíaca mostravam influências lunares, que podiam ser interpretadas de várias maneiras. Os médicos já haviam dito que só uma cirurgia a salvaria, quando, de repente, um dia vi uma avó saindo de seu apartamento, conhecida por sua má fama. Falando a linguagem da medicina cármica — ela era um vampiro. Uma onda de alegria me invadiu. Finalmente! Encontrei! Vi! Esperei ela sair e comecei a ligar para a porta. Por muito tempo ninguém respondeu ou abriu. Adivinhei ligar, a amiga atendeu e explicou que estava doente e não conseguia se levantar. Contei a ela que, se ela se levantasse agora e abrisse a porta, dançaria de alegria com o que eu iria contar. E então entrei, pedi para esquentar um chá e comecei a falar sobre vampiros. Tudo se confirmou.

Justamente no inverno, quando é frio para recarregar energia sentado perto da entrada, essa velha ia até ela, supostamente para fazer companhia à doente, ajudar. Essa “ajuda” lunar terminava com uma internação de dois meses no hospital, e na primavera o vampiro voltava ao seu posto — perto da entrada. Sim, eu a consolei, mas logo tive que salvá-la, porque minha conhecida foi tomada pela raiva contra sua benfeitora, a avó cuidadora. A acalmei, dei conselhos de como agir dali em diante. Depois, durante alguns dias dando apoio moral, consegui acalmá-la completamente e convencê-la a entender corretamente seus pensamentos, palavras e ações em relação à velha vampira. Desde então já se passaram dois anos, dois invernos, e minha conhecida está ótima, não precisou de cirurgia e não voltou ao hospital.

Outros vampiros, vizinhos, toda noite ligam música, televisão ou rádio alto para que todo o prédio ouça. São eles que batem e fazem barulho à noite, não conseguem dormir porque são oprimidos por energias pesadas. Ao criar esse barulho, eles nos irritam e, assim, recebem nossa energia. E quantas vezes, não aguentando, vamos xingá-los, ameaçar chamar a polícia e assim por diante. Mas é exatamente isso que eles querem, para brigar e ainda nos acusar. E como você já deve ter percebido, são os vampiros solares que agem assim, enquanto os lunares não entram em conflito com os vizinhos, eles buscam piedade.

As pessoas em apartamentos comunais caem em um verdadeiro inferno quando um dos vizinhos é vampiro. E para os próprios vampiros, tal apartamento se torna um paraíso energético. Não precisam ir a lugar nenhum, tudo está perto, tudo à mão. Além disso, em um apartamento comunal, o vampiro se relaciona de maneira diferente com dois vizinhos. Com um vizinho, geralmente mais animado, ele será agressivo, ou seja, agirá como um vampiro solar. Com o outro vizinho, mais fraco, ele usará o método lunar de vampirismo.

Vi muitos avôs que, sentados perto da entrada, xingam políticos, governantes e leis. E sempre fazem isso agitando os braços. Eles se energizam com aqueles que discordam de sua opinião. Uma conhecida perguntou por que, de repente, sua vizinha do sítio caiu e foi levada ao hospital com um derrame. O que aconteceu entre vocês? — perguntei. “Nada”, respondeu minha conhecida, “a vizinha começou a gritar comigo por cima da cerca, dizendo várias coisas, e eu olhei para ela e disse para mim mesma: ‘Senhor, meu Deus, de onde vem tanta raiva e ódio?’ Ela gritava, e eu olhava e, mentalmente, tinha pena dela, me dava pena que, depois de viver a vida toda, ela não entendeu nada, não aprendeu nada”. Isso aconteceu comigo várias vezes com outras pessoas que, por algum motivo, começavam a xingar-me. Eu desejava a elas saúde e bem-estar, e elas caíam e eram levadas ao hospital.

“E isso lhes será devolvido em suas ações”, está escrito na Escritura. Semeie o mal — colha a doença. Se não souber resistir a isso, também ficará doente. Por isso, já encontrei doentes com derrame tanto vampiros quanto doadores. E se é assim, como essa doença deve ter uma grande diferença, que o médico pode detectar nos exames, e, acima de tudo, no sangue. Mas falaremos sobre isso mais adiante.

Proteção contra vampiros
Agora é hora de falarmos sobre proteção contra vampiros. Já foi dito muito sobre isso, mas é necessário um pequeno resumo, porque os vampiros estão à espreita em todo lugar, e precisamos saber nos defender, resistir à sua pressão bruta e a seu tédio insuportável.

O vampirismo é um modo de existência demoníaco. Sempre é preciso provocar, ofender e humilhar alguém. Essa obsessão define um tom inflado, o desejo de se agarrar a algo, de encontrar motivos para isso, de transformar uma mosca em um elefante sem razão aparente. Aqui estão reações bruscas a pensamentos com os quais não se concorda, intolerância e categoricidade nas discussões. O vampiro precisa de um oponente; se não houver, ele o cria artificialmente. Então ficam claras essas pessoas em filas, em lugares públicos, perto das entradas dos prédios e assim por diante.

Os vampiros são realmente perigosos para as pessoas ao redor. Eles realizam um trabalho destrutivo enorme nos centros nervosos e canais energéticos das pessoas ao redor. Neutralizá-los só é possível com nossa paciência e silêncio coletivos. E então eles mesmos se comportam como suicidas, com ataques de fúria, hemorragias e assim por diante.

Aqui estão algumas técnicas que podem ser usadas dependendo da situação. Elas são unidas pelo desenvolvimento de habilidades que permitem que você não reaja às fontes de irritação.Precisa-se considerar que, quando ocorre um ataque energético (psíquico), isso geralmente indica a fraqueza do agressor — fraqueza física, espiritual e mental. Ao compreender isso, passaremos a olhar para o agressor com outros olhos, e seu ataque provocará um sorriso e, em seguida, risos. Você rirá quando começar a notar que os vampiros se comportam de maneiras diferentes. Em alguns, as pálpebras começam a tremer; em outros, as orelhas se movem; em terceiros, ficam ruborizados; em quartos, as narinas se dilatam. Todos eles agitam as mãos, fazem caretas e se contorcem — no geral, um verdadeiro teatro de mímica e gestos. Isso é realmente engraçado.

Mas lembre-se: se o vampiro conseguir irritá-lo, ele comemorará a vitória, e você ficará com as mãos abanando. Se o ofendem — e isso sempre é desagradável —, tente não responder ou, em vez disso, sorria e diga: “SIM, SOU ASSIM! E AINDA MAIS ASSIM! E TAMBÉM ASSIM!”. Se não gostarem, procurem outra pessoa, mas não me toquem! Para que isso saia naturalmente, treine diante do espelho. Esforce-se para que nenhum músculo do seu rosto se contraia. É eficaz manter os olhos bem abertos e levantar as sobrancelhas — isso funciona melhor do que franzir a testa. Treine também a gesticulação e o controle corporal com naturalidade. Os vampiros não se sentirão bem. Eles perceberão que encontraram uma técnica contra eles e se afastarão de você.

No povo sempre se usou um método muito simples: fechar o polegar na “figa” ou “duca” e escondê-lo no bolso, atrás das costas ou sob a mesa onde você está sentado. Isso ajuda a conter a irritação. Esotericamente, isso significa fechar suas energias a influências externas, não permitir que elas penetrem em seu organismo e, ao mesmo tempo, não deixar escapar sua força preciosa. Nesse momento, você pode mentalmente dizer: “Chur em mim!”.

É preciso saber e lembrar que, por melhor e mais alegre que sejamos, ao nosso redor, no biocampo humano, existem aglomerados de energia negativa. Sempre haverá alguém insatisfeito conosco e que nos envia pensamentos e palavras negativas, que se mantêm como aglomerados energéticos dentro de nosso campo. Enquanto permanecemos calmos e alegres, essas energias não conseguem penetrar em nosso organismo. Mas, assim que começamos a nos irritar, essas energias nos ferem com sua força destrutiva, e os sintomas de doenças aparecem.

Já quando não nos irritamos e sorrimos diante do estímulo, o vampiro direciona sobre você um feixe de energia negativa na forma de grosseria, mas você não reage — sorri e ri. Então, essa energia negativa do vampiro captura energias semelhantes do seu biocampo e retorna a ele com o dobro da força. Acerta-o com intensidade redobrada. É exatamente nesse momento que o vampiro lunar pode cair, e o vampiro solar explode em fúria: fica vermelho, grita, se indigna, treme. Nesse instante, esteja atento, pois ele pode agredir. É preciso pôr um ponto final na provocação iniciada; ele já não consegue se desviar para outra coisa. Torna-se obsessivo. Começa a perder contato com a realidade: acessos de fúria, convulsões, ataques — você vê um animal em forma humana. E isso é uma pessoa doente.

Curioso como, ao chamá-lo de “doente”, já se sente pena dele, mas, se o chamar de “sádico”, “sanguessuga” ou “vampiro”, o efeito é o contrário. Assim, os crimes são disfarçados de doença. Com base nisso, ocorrem inúmeros assassinatos, estupros e outros crimes. Mas dizemos que ele tem uma insanidade violenta. Os médicos sabem que as insanidades violentas passam, e, quando a pessoa toma consciência disso, começa a simular para evitar julgamento. Eis a chave para médicos e advogados emitirem seus veredictos.

Ainda temos muito a aprender a não nos irritarmos. Se até agora considerávamos os sistemas biológicos “homem-homem”, não notamos que interpretamos de forma inadequada o que acontece ao nosso redor. Irritamo-nos com o clima, com a música, com a propaganda, com a demora do ônibus etc. Nós mesmos ativamos em nós os estímulos; seremos saudáveis?

Veja o mundo de forma mais simples. “Seja simples — viverá mais”, diz a sabedoria popular. Aprenda a enxergar, no que não gosta, outro lado, ou simplesmente ignore. Em relação às outras pessoas, seja calmo, mas não indiferente. Pois a indiferença já é um vício — indiferença pelo mundo, indiferença que é um vazio preenchido pelo vampirismo.

E, ainda assim, você se tornou vítima de um vampiro. Aqui, não basta se acalmar; é preciso esquecer o agressor. É necessário perdoá-lo, lastimar-se por ter caído nessa situação e dado motivo para que isso acontecesse. Tente entender por que, justamente você, sofreu o ataque psíquico. Mas, enquanto se lembrar do agressor, guardar raiva e ressentimento, enquanto ficar falando mal dele, você será abalado, e sua energia e força continuarão indo para o agressor. Não é à toa que eles sempre dizem: “Você ainda vai se lembrar de mim por muito tempo”. Esse vínculo invisível o vampiro sente, e, assim que você se lembra dele e começa a falar com irritação, ele captura seu impulso e diz, sem erro: “Que bom que eu a (o) aborreci hoje (ontem, semana passada, mês passado…)! Ao menor lembrete sobre mim, ela treme!”. E você treme, independentemente de ondeвідстань вас поділяє. Estas energias sempre chegam conforme o destino, e, como já descobrimos, elas vivem e atuam claramente no tempo e no espaço. Deixem de falar e de se irritar com os vampiros, não guardem ressentimentos contra eles. O mais precioso que uma pessoa tem é a saúde. “Não jogue pérolas aos porcos”, ensina-nos Cristo. A medicina cármica explica que todos os nossos ressentimentos se transformam em tumores, mas isso será assunto para outra conversa. Existem inúmeros métodos de proteção energética contra vampiros. Eles são ensinados em diversos cursos e escolas de ioga, qigong, paranormais e feiticeiros. Mas esses métodos e técnicas, mais uma vez, só serão eficazes quando você conseguir manter a calma. De que adianta “casulos”, “espelhos”, “pirâmides”, “paredes” e afins se você se irrita com o ataque energético do vampiro? Toda a sua proteção se desfaz instantaneamente. E quando o vampiro lunar se conecta a você, nem sempre você perceberá de imediato que sofreu um ataque energético. Assim, chegamos mais uma vez à conclusão de que somente a calma, somente uma alma humana plena de alegria pode resistir a ataques psíquicos. Ela os perceberá com antecedência e se afastará, porque aquilo que vibra ao redor não condiz com seu mundo interior. Onde há alegria e amor, não há pontos inflamados. E os vampiros, como moscas insistentes, insistem em pousar na parte inflamada do corpo.

Sabe-se que o silêncio é uma boa proteção energética. O silêncio traz sabedoria ao ser humano, mas sob uma condição: não deve haver diálogo interno — recriminações, ressentimentos… Quando vemos que uma pessoa nos ataca psicologicamente e compreendemos que se trata de vampirismo, que vem de uma pessoa doente, a única atitude sábia será dirigir-se a Deus: “Senhor, perdoa-o, pois não sabe o que faz”. Essa prece sincera, com compaixão pela pessoa, é capaz de detê-la e poupá-lo do sofrimento.

Há uma linda história. Uma senhora idosa vai até o padre e diz: “Padre, ajude-me, não aguento mais meu marido, ele me esgota, me critica sem parar”. “É simples”, responde o padre, “tome esta água benta. Assim que ele começar a criticá-la, coloque um pouco na boca, e, quando ele terminar, engula”. Uma semana depois, a velhinha volta trazendo uma galinha, mel e ovos: “Obrigado, padre, o velho ficou bom”. Acredito que essa singela parábola seja uma boa lição, uma proteção contra vampiros. Ela é simples e sábia, por isso funciona.

Chegamos, talvez, à questão mais importante: como tratar pessoas que sofreram com vampiros e como transformar vampiros em pessoas plenas? Já aprendemos que o vampirismo se desenvolve em uma alma vazia, que afeta pessoas alegres e que, ao tocá-las, a alma dói. “Psicoterapia” significa: cura da alma. No entanto, a medicina moderna envenena cada vez mais a alma e o corpo com pílulas. O arsenal de métodos não medicamentosos ainda é escasso e pouco eficaz. Por isso, florescem diversas escolas de cura espiritual, o abandono em massa da religião — qualquer que seja — e a busca por salvação da vida psiquicamente tensa, energeticamente suja e fragmentada, algo que a medicina moderna não consegue oferecer. Todos buscam novas formas e métodos de tratamento, e, surpreendentemente, muitos os encontram. Mas, para isso, é preciso mudar o modo de vida e de pensar, direcionando as emoções para uma nova qualidade.

Os médicos sabem quantos doentes chegam até eles com diagnósticos difíceis de definir. Há muitas queixas, os exames quase não revelam nada, mas eles reclamam e sofrem, tudo dói e nada é concreto — ou há uma velha doença, enquanto o restante são males desconhecidos. O paciente está irritado, contradiz a si mesmo e ao médico. O doutor luta com ele, tenta convencê-lo, e, é claro, irrita-se internamente. Mas um olho experiente sempre notará que, após a consulta, o paciente se acalma, o rubor volta às suas faces, o tratamento está concluído, ele vai embora. O médico, no entanto, fica esgotado, espremido como um limão. Não consegue atender outro doente, precisa sair da sala, caminhar, distrair-se, obter novas impressões, tomar um chá — só então pode receber o próximo paciente. E se for outro vampiro, e mais outro! A doença é o esgotamento do organismo, e, acima de tudo, energético. Por isso, os paranormais causam um efeito imediato de melhora, cativando seus pacientes. Não é à toa que muitos médicos já começaram a praticar paranormalidade.

O paciente deseja alívio imediato, e tais métodos já foram descobertos. O primeiro e mais eficaz método de tratamento após o contato com um vampiro é o chá quente. Não o café, que excita, mas o chá, que acalma e cura todas as doenças. Quando se toma chá quente, a alma imediatamente se aquece e se sente bem. Ele aquece e equilibra a energia interna. As pessoas sempre usaram esse método psicossomático em momentos de indisposição. Em 5 a 10 minutos, você se torna uma pessoa saudável. Mas lembre-se: esqueça o agressor, perdoe-o, não desperdice sua energia no pântano.

Em minhas pesquisas e observações, notei que os vampiros não conseguem tomar chá quente — ele os queima. O chá quente é amado por pessoas alegres, que sabem amar. Quanto menos alegria uma pessoa tem, mais ela esfria o chá. Também se observa que, em locais onde há grande fluxo de pessoas, todos tomam chá a cada 1,5 a 2 horas. Esse ritual salvador ajuda a recuperar as forças. A produtividade depois disso é alta, e a incidência de doenças entre os funcionários diminui.

Após minhas palestras, sempre se aproximam pessoas ligadas ao atendimento de pacientes ou clientes — professores, por exemplo — e dizem que, sem saber, elas mesmas organizam esses momentos de chá. Assim passa o dia todo de trabalho, mas, após certos visitantes, surge imediatamente a vontade de tomar um chá quente, mesmo que tenham feito isso há meia hora.

Curiosamente, as secretárias levam chá aos chefes assim que solicitado, mas se forem flagradas tomando chá, logo surgem problemas. Por isso, dirijo-me a todos os chefes e diretores: se querem funcionários saudáveis, providenciem chaleiras e samovares, e não sejam mesquinhos com o chá. Eles são os primeiros a receber os impactos, desde o porteiro até a secretária. Não se esqueçam dos contadores, pois ao redor do dinheiro sempre há energias mais tensas. E ainda mudem o estilo e os métodos de trabalho para que não haja motivos para os vampiros criarem um vácuo energético. Por enquanto, levem consigo um termo para o trabalho — isso será sua salvação.

Os paranormais agora já não são mais mistérios: eles preenchem você com nova energia com passes, corrigem seu biocampo, limpam os canais energéticos e os chakras. Mas não se empolguem demais com isso. Lembrem-se de que, por meio do amor e da alegria, da fé e da esperança, vocês terão força e saúde suficientes para uma vida criativa. Transformem-se a si mesmos para não se tornarem reféns de feiticeiros, sensitivos e mágicos.

Já mencionei as sanguessugas como método de tratamento para vampiros e estou convencido de que este é um dos melhores jeitos de equilibrar o balanço energético e físico do organismo. As leis inabaláveis da medicina afirmam que o semelhante cura o semelhante ou o contrário. Os vampiros são semelhantes às sanguessugas: eles não se afastam de você até se saciarem com sua energia, como tentei demonstrar convincentemente em cada linha desta pesquisa.

Sabe-se que a sanguessuga permanece no corpo humano de trinta minutos a duas horas, e depois se solta sozinha. Acredito que, quanto mais pesada for a energia de uma pessoa, mais rápido a sanguessuga se sacia, e mais delas serão necessárias para se fixar no corpo. Desde a antiguidade, a medicina usava sanguessugas para tratar diversas doenças. Seu uso não causa efeitos colaterais. A sociedade doente precisa não de fábricas de aves, mas de fábricas deafeta favoravelmente o sistema circulatório, e, através disso, todo o organismo. (De novo, sangue!) O tratamento com sanguessugas chama-se «hirudoterapia», ela dissolve coágulos, dilata os vasos sanguíneos, trata varizes e estimula o sistema imunológico. O efeito das sanguessugas é imediato, e o curso do tratamento impressiona pelos resultados. E é obrigatório consultar um médico, pois todos correrão para as farmácias (e não haverá para todos), começarão a criá-las por conta própria, surgirão centenas de «Duremars» — vendedores de sanguessugas — e causarão estragos. Enquanto isso, informo que, após o tratamento com sanguessugas, elas são destruídas em solução de formol ou álcool amoníaco, para não infectar outra pessoa com AIDS ou outra doença. Talvez algum especialista consiga obter, dessas sanguessugas usadas, um novo medicamento natural, afinal, sabe-se que «erva daninha se combate com erva daninha», e então surgirão soros contra AIDS, câncer e outras doenças.

E mais. Muitas doenças que aparecem em nós, a medicina popular classifica como «mau-olhado», «feitiço» e «maldição». Sobre elas haverá uma conversa especial nos livros da série «Medicina cármica». Agora, é necessário dizer que a vida, passada em constantes irritações, torna nossa aura frouxa e fraca. Isso permite que pessoas mal-intencionadas perfurem facilmente nossa aura com mau-olhado ou nos amarrarem a um feitiço. Algumas pessoas admitem que têm «mau-olhado», só não sabem que também são vampiros. As crianças são indicadores, e, quando um vampiro se afasta de você, elas começam a fazer birra sem motivo, a bater em cantos agudos. A mesma coisa acontece quando as levamos para passear. Mas basta lavar-lhes o rosto e as mãos, dizemos: «Como se fosse mágica, sumiu». Se não reconhecermos de imediato que a criança está sendo oprimida por energias pesadas de um vampiro, ela pode ficar doente por vários dias, com febre sem sinais evidentes de doença. E os próprios pais, ao acumularem energias negativas, são a causa das doenças constantes de seus filhos.

Conheci uma mulher vampiro que, ao ler no jornal como «carregar» água, fazia isso para seus filhos e depois os levava para tratar com médicos e sensitivos. É de rir e chorar. Encontrei uma mulher que, há um ano, assistiu à minha palestra sobre vampiros. Ela contou que seu marido era um típico vampiro lunar. Todos os dias ela ouvia dele pequenas acusações e ofensas, nunca queria voltar para casa, pois sempre sentia desconforto, sonolência e cansaço. Sempre era dominada pelo medo de que o marido a oprimisse psicologicamente novamente. Treze anos de vida conjugal foram um verdadeiro martírio para ela.Eis até onde leva o casamento construído sem amor. Dizemos que “com o tempo se aprende a gostar”. Mas não, o que acontece é que toleramos e sofremos. No entanto, após a palestra, essa mulher começou a “reconstruir” a si mesma: ela aprendeu a tolerar e a não se irritar. Em breve, percebeu que havia aprendido a controlar seus sentimentos e emoções, mas o marido passou a adoecer constantemente. Ela notou que a tranquilidade dela o irritava e que ele já não dava atenção às “coisas pequenas” da vida. Como uma pessoa lunar, ela passou a reclamar constantemente de cansaço e sonolência. O que estava em mim passou para ele, e eu a aconselhei a se ocupar com algo. Ele demorou muito para tomar uma decisão, mas, por fim, começou a correr, primeiro de manhã e depois à noite. A fadiga e a sonolência desapareceram imediatamente. Ele se tornou alegre e falante. Eu tentei apoiá-lo com palavras gentis. Ele deixou de se irritar, e eu vi nele uma pessoa completamente diferente, e um sentimento de amor surgiu em mim. Assim, ao longo de um ano, minha vida mudou. Não é um exemplo claro de como o doador e o vampiro, em um ano, transformaram suas vidas, colocando o amor e a alegria em seus devidos lugares?

Os antigos diziam: “Mude a si mesmo e tudo ao seu redor mudará para melhor”. O cristianismo nos ensina a buscar a salvação em Deus, e, assim, milhares de pessoas ao seu redor serão salvas. Sobre o tratamento dos vampiros, já falei em muitos capítulos, mas, a seguir, abordarei diretamente eles para retirá-los do buraco negro da existência.

Para tratar os vampiros, é preciso saber que doenças e mudanças no organismo eles provocam. No livro “Fórmula da alma e genética do espírito”, você encontrará minhas pesquisas sobre o mecanismo de formação e fixação do vampirismo energético geneticamente. E, a partir disso, podemos concluir que algumas pessoas já nascem com essa doença. Outras, porém, adquirem-na ao longo da vida.

O vampirismo energético requer estudo minucioso. São necessários aparelhos que meçam o campo energético da pessoa e de seus órgãos. Tais aparelhos existem, mas não há pesquisas sobre o tema. Então, vamos observar os mecanismos biológicos do vampirismo, propostos pela medicina cármica. Para a pesquisa, tomaremos dois parâmetros: o sangue e o coração, pois são eles os principais acumuladores de alegria e amor, tão escassos nos vampiros. Sobre o estado psíquico dessas pessoas, nem preciso falar, pois, sem isso, já está claro que ele está longe de ser ideal.

Encontramos uma expressão interessante na Bíblia: “Pois a alma de toda carne é o seu sangue; quem o comer será eliminado”. Entendendo que os vampiros sentem alegria ao se alimentar de energia imprópria, chegamos à conclusão de que as mudanças qualitativas e quantitativas podem ser detectadas, primeiramente, no sangue. Afinal, o vampirismo sempre esteve associado ao sangue, aos sugadores insaciáveis. Por isso, é necessário, no mínimo, duas vezes por dia, colher exames de sangue desses doentes. Deve-se levar em conta que cada um deles tem seu próprio ritmo interno ou horário em que buscam seu doador. Alguns se carregam pela manhã, outros à tarde e outros à noite. Antes disso, os vampiros solares sentem um estado de ansiedade e tensão, enquanto os lunares sentem fraqueza e falta de forças. Por isso, é indispensável esperar por esse estado limítrofe (antes e depois). Já falamos que essa carga lhes basta por um dia, e seria bom, portanto, fazer também uma análise intermediária de sangue.

É claro que tais pesquisas só podem ser realizadas em regime de internação, e é preciso ser uma pessoa muito criativa e entusiasta para se dedicar a esse trabalho minucioso.

Assim como a humanidade, por séculos, não sabia sobre a doença do vampirismo, existem e sempre existiram doenças cuja origem ainda não conseguem compreender. Além disso, elas não são curadas, apenas amenizadas, mas os doentes ainda assim evitam a vida por causa delas. São formas graves de doenças, cuja lista está em muitos folhetos. Não seria mais simples prestar atenção ao fato de que as “pessoas difíceis” adoecem de formas graves? E essa causa está no vampirismo. Assim como eles corroem e profanam o espaço em que vivem, parasitam a família e o trabalho, suas doenças também progridem cada vez mais, corroendo o organismo.

O médico os trata com medicamentos e procedimentos, mas, imediatamente, eles destroem, com um escudo energético, o efeito de melhora que se inicia. E afirmo que o CÂNCER é uma forma crônica da doença do vampirismo. Mas nessas mesmas doenças também adoecem os doadores. Façam exames em pessoas com a mesma doença, e os resultados serão diferentes. Em alguns, alguns índices estarão acima do normal, e, em outros, os mesmos índices estarão abaixo do normal. Assim, podemos descobrir quem é vampiro e quem é doador.

Tenho convicção de que quem sofre de AVC isquêmico é o doador, enquanto o AVC hemorrágico, como punição, é recebido pelo vampiro. Explico. O isquêmico significa que o coração está comprimido, os sentimentos são oprimidos, a alma é esmagada. Essa pessoa perde a alegria de viver porque sempre é ofendida, humilhada. E ela, boa, sensível e compassiva com a dor alheia, não consegue se defender. Há também outros tipos de doenças isquêmicas que surgem porque o vampiro, constantemente limitando os sentimentos do doador, recebe, ele mesmo, a doença isquêmica.

O hemorrágico significa hemorragia, superabundância de sangue em qualquer órgão, ruptura de vasos. Assim, o vampiro — literalmente “suga sangue” — se sobrecarrega com a energia alheia, e isso se reflete em hemorragias.

Nas cartas que recebi após a primeira edição deste livro, há inúmeros exemplos de vampirismo familiar com descrição de doenças. Os doadores escrevem que sofrem de hipotensão, enquanto os vampiros, de hipertensão. Assim, as doenças HIPÓ e HIPER são indicadores da troca energética entre pessoas, construída sobre o vampirismo — doadores e vampiros.

Sobre outras doenças, falarei na próxima vez. Agora, falamos muito sobre as zonas geopatógenas da Terra, que afetam negativamente a saúde humana. Está comprovado que nessas zonas os tumores malignos no organismo humano progridem e se desenvolvem.

“Geo” significa terra, “bio” significa vida, “patogênese” significa patologia, sofrimento decorrente da origem ou desenvolvimento de qualquer fenômeno. O que vem da Terra são fenômenos geopatógenos, com influências energéticas negativas nos sistemas biológicos. Mas os sistemas biológicos que afetam negativamente o mundo ao redor também influenciarão, só que serão biopatógenos. Semelhante atrai semelhante. Por isso, justamente nessa “harmonia” de energias pesadas e negativas, ocorre a interpenetração que leva a formas graves de doenças. As pessoas biopatógenas se tornam reféns das forças geopatógenas.

Com base no exposto, podemos classificar os vampiros como “biopatógenos”, que irradiam energias destrutivas. Há a opinião de que, através das zonas geopatógenas da Terra, penetram “forças impuras” — o diabo, satanás etc. — que se apoderam das pessoas. E nós lhes perguntamos: “Que demônio se apoderou de você?”. As maiores delícias para os demônios são a energia suja das almas humanas. A religião nos diz que isso é o demônio da tentação, do egoísmo, da raiva, da inveja etc. A pureza espiritual é a garantia de uma vida saudável, e o amor, a alegria e a sabedoria serão seu apoio confiável.

Observa-se que a pessoa com energias psíquicas puras sempre sente a influência de forças negativas, não importa de onde elas venham. Mas uns conseguem se desviar dessas influências, sentindo nelas perigo e ansiedade, enquanto outros (os vampiros) provocam essas energias para seus próprios fins.

Segundo a revista “Kurier Polski”, foi descoberto o hormônio da felicidade — a ocitocina —, que o organismo humano libera quando sente amor e outras emoções ternas. Cientistas americanos estabeleceram que o hormônio aumenta a resistência a várias doenças e prolonga a vida. Se for possível, segundo a revista, obter o hormônio artificialmente, a fórmula do amor não será problema! No entanto, gostaria de repetir que o amor e a alegria são os únicos sentimentos para todas as pessoas, qualidades que devem ser naturais, e não obtidas em comprimidos.

Os cientistas criarão mais um narcótico, que pode se tornar o hormônio da tristeza, e não da felicidade. Acredito que, com esse hormônio, será possível testar o vampirismo, como o teste de Mantoux para a tuberculose. Os resultados serão obrigatórios. Procurem, pesquisadores!Agora que tanto se sabe sobre os vampiros, essa doença traiçoeira, podemos encontrar explicações científicas e confirmações da existência do vampirismo, bem como métodos e técnicas para tratar inúmeras doenças. Se o vampirismo é uma doença, como qualquer outra enfermidade, ele possui suas causas de origem e fases de desenvolvimento. Surge, então, a pergunta: que doença é essa? Que praga persegue as pessoas, transformando-as em demônios de carne e osso e em devoradores secretos da saúde?

A medicina cármica chama esta doença de viral, contagiosa, com uma forma surpreendente de formação, penetração e desenvolvimento. A ciência descobriu e estudou os tipos biológicos de vírus, mas permaneceu na ignorância quanto à existência do vírus energético, ao qual pertence o vampirismo. Ele é formado por vibrações sensíveis da pessoa e por seus pensamentos. Na base deste fenômeno está o pensamento e o sentimento expressos pelas palavras “EU QUERO”. Cada um tem seus desejos e vontades, que muitas vezes não correspondem à educação, criação, talentos e habilidades. O vampirismo energético é uma lesão de campo que corrói a consciência e o corpo humanos. Sabemos que a alma e o espírito da pessoa são uma substância energética que não se decompõe nem mesmo após a morte física do corpo. Os vírus do vampirismo afetam a alma da pessoa e, depois, o seu espírito. Ao longo de todo este livro, falamos sobre como sofrem a alma e o espírito das pessoas doadoras e dos vampiros. Eles vivem em campos energéticos sujos de seus sentimentos e pensamentos, que se transformam em palavras e ações. Isso é suficiente para que o vírus da involução inicie o seu trabalho destrutivo.

INVOLUÇÃO é a irradiação interna. A pessoa é essa irradiação, seus estados de ânimo, que podem ser tanto positivos quanto negativos. Dizemos que alguém ri de forma contagiante, mas sobre outra pessoa: “Olha que peste, estragou o clima de todo mundo!” Ao falarmos sobre o vírus da involução, referimo-nos à irradiação negativa. No entanto, o leitor notará que, em meus livros, gosto de usar o termo “pessoas biopatogênicas” — aquelas que irradiam energia destrutiva sobre pessoas, a natureza e os animais.

Já entendemos como ocorre a infecção: ao entrar em contato com o vampiro, você começa a tremer, sente vontade de gritar e chorar de ofensa. Você foi infectado pelos sentimentos e pensamentos de insatisfação. Surgem desejos de livrar-se de tudo isso, de reclamar, desabafar com alguém ou gritar, bater em alguém. Em outras palavras, deve aparecer alguém ao seu alcance para descarregar, livrar-se da sensação que surgiu. Assim, forma-se uma reação em cadeia na qual, ao transmitir o clima contagioso a outra pessoa, você mesmo se torna um vampiro energético.

Os vampiros solares são os mais perigosos guardiões e disseminadores deste vírus. Todos os dias, eles entram em um “clima contagioso”, que transmite o vírus pela cadeia de causas e consequências. Se um vampiro lunar infectar apenas uma pessoa, os vampiros solares precisam de grupos de pessoas, e quanto maior o grupo, melhor. Se os vampiros lunares entram em uma fase crônica desta doença, eles se comportam simultaneamente como solares e lunares. Sua solaridade se manifesta apenas com pessoas próximas, enquanto a lunaridade, com todos os outros.

Assim, o vampirismo energético é uma energia pesada e suja na qual caímos ou na qual somos arrastados, envolvidos em uma teia de causas. Basta sua alma se abrir para esta sujeira para que o resultado da derrota pelo vírus se manifeste imediatamente em sua saúde. Físicos e químicos poderão encontrar este vírus, e então os médicos terão um meio de combatê-lo. Mas não deus permita que este meio seja uma vacina ou engenharia genética. Eles empurrarão a doença para tão fundo que muitas gerações sofrerão sem saber do que se trata.

Palavra aos vampiros

Escrevi este título e parei para refletir. Pois, de alguma forma, soa presunçoso, tenso e inquietante, o que não está de acordo com meus planos. Gostaria de suavizar o golpe que cairá sobre vocês com o lançamento deste livro. O termo desdenhoso “vampiro” será lançado em seu rosto e nas suas costas. Vocês, com seus hábitos, se transformarão em uma radiografia viva; cada palavra e ação de vocês, como um papel de tornassol, revelarão sua verdadeira essência. Alguns terão compaixão por vocês, outros se alegrarão com a situação. O mais difícil será para os chefes; muitos terão que mudar de emprego, pois sentirão a condenação geral do “querido” coletivo. Não será fácil tampouco nos relacionamentos familiares, mas não levem as coisas ao divórcio, pois disso sofrerão as crianças e vocês mesmos.

É possível lidar com esta doença sozinho, mas é melhor quando uma pessoa próxima ajuda vocês nisso. Ao escrever este livro, não tive a intenção de lhes dar uma sentença, mas sim mostrar o quão imperfeitos ainda somos. O objetivo deste livro é abrir os olhos, forçar a refletir, ensinar a ver e entender o mundo sob uma nova perspectiva, ainda que seja à luz deste pequeno raio da medicina cármica. Não quero semear discórdia, mas sim a alegria de um novo entendimento, a conscientização de si mesmo; e, a partir disso, o mundo se tornará mais claro, e a visão, mais pura.

A medicina cármica afirma que qualquer tratamento deve começar com o arrependimento, e, em primeiro lugar, diante de si mesmo. Só então qualquer doença começará a retroceder. A doença do vampirismo surge da fraqueza do espírito, embora os vampiros solares se considerem pessoas fortes; no entanto, de onde vêm aqueles tremores nervosos periódicos que eles provocam àqueles ao redor? Confessem isso a si mesmos, arrependam-se, e então será fácil se livrar desta doença.

O que é necessário para isso? Aprendam a identificar o momento em que sentem uma necessidade aguda de descarregar. Ao analisar este estado, vocês entenderão que, antes disso, todos os seus pensamentos estavam concentrados em si mesmos, a partir da insatisfação ou irritação com alguém. Tudo o que veem e ouvem os irrita. Não é difícil livrar-se deste estado opressivo e transformá-lo em algo novo. A humanidade desenvolveu inúmeros métodos e técnicas que utiliza com sucesso para se acalmar. A base deles é o princípio da abstração, quando transferimos nossa atenção para uma nova atividade ou estado. Por um lado, isso inclui meditação e relaxamento; por outro, a atividade física. A atividade física em todas as suas manifestações ajuda a transferir a atenção e a consciência, e os esforços físicos aliviam a tensão que nos oprime.

Então, entendemos por que algumas pessoas mudam frequentemente os móveis de lugar em casa. Aqui, vocês têm a encarnação real da frase: “Que sua energia seja usada para fins pacíficos”. É importante considerar que, mesmo durante os esforços físicos, não há transferência da consciência; é justamente por isso que ocorrem acidentes. Qualquer trabalho deve trazer alegria, e esta é a base fundamental para uma mudança qualitativa de estado, na qual uma energia será substituída por outra. É por isso que dizem que o trabalho melhora. Quando uma pessoa trabalha com entusiasmo, ela entra em um estado de “quarta dimensão”; e, neste estado, as pessoas não apenas trabalham, elas criam! Nesse momento, a noção de tempo desaparece, não há vontade de comer ou beber, as doenças desaparecem, pois todo o corpo da pessoa, seus órgãos, são preenchidos por uma energia divina pura, expulsando tudo o que antes atrapalhava e oprimia.

E todos podem se lembrar de terem estado neste estado muitas vezes. Recuperem este estado repetidas vezes, e vocês se sentirão pessoas felizes. Não importa o que vocês façam. O principal é que a alma cante de alegria pelo que estão fazendo. Lembro-me de um acampamento pioneiro, onde todos os adultos tinham que, por revezamento, arrumar as mesas para setecentos crianças no café da manhã, almoço e jantar. Todos consideravam isso o trabalho mais árduo. Quando fui pela primeira vez arrumar as mesas, meus pensamentos realmente estavam em outro lugar. Poderia ter passado mais uma hora tomando banho de mar, bronzeando-me ou cuidando dos meus afazeres, mas ali… E eu realmente me cansei, sem falar que os outros monitores “caíam” de cansaço e ficavam irritados.

— Não — disse a mim mesmo — não dá para trabalhar assim, preciso inventar algo. E inventei. Ao ir arrumar o almoço, eu me coloquei no papel de garçom. Nossa, como eles voam entre as mesas, segurando a bandeja com elegância e controlando o corpo com virtuosismo! Todos. De alegria, eu estava nas nuvens. E quando todos os outros monitores já

suspiraram, amoleceram, ficaram irritadiços, enquanto eu, sem sentir cansaço, voava pelos corredores, distribuindo suplementos às crianças. Minha alma cantava! O almoço estava saboroso e maravilhoso, mas senti que as costeletas haviam sido preparadas com energias sujas e feitas por uma pessoa má e cruel, por isso minha alma não as aceitou. Depois do almoço, perguntei quem havia feito as costeletas e descobri que era o cozinheiro com a pior reputação na equipe. A mesma coisa acontece em nossa casa quando os membros da família se recusam a comer a comida preparada. Em que estado emocional você a preparou? Mas forçamos ou enganamos a criança a comer essa comida e, depois, nos surpreendemos por que ela tem diarreia, febre e assim por diante. A medicina cármica descreve as leis externas, sem recorrer a pesquisas físico-biológicas. Ela mostra novos caminhos para a busca de especialistas: físicos, biólogos, químicos, geneticistas e outros. E se há evidências incontestáveis de certos fenômenos na vida e na saúde das pessoas, então eles devem explicá-los. O campo bioplásmico (aura) ao redor do corpo humano sempre existiu, os antigos já sabiam disso, mas só no final do século XX os físicos conseguiram detectá-lo e registrá-lo em aparelhos, vendo sua imagem colorida. Afinal, aqueles que falavam sobre sua existência eram considerados charlatães. Isso vem da impotência e do desconhecimento das Leis Únicas da Natureza.Agora voltemos ao tema deste capítulo. Descobrimos que, para nos livrarmos do fardo pesado das energias, é necessário nos colocarmos em um estado alterado. Analisamos suas formas ativas, e agora falaremos sobre as passivas. Muitas pessoas não têm força física suficiente e, por isso, lhes é mais fácil alcançar o estado alterado por meio do relaxamento interno, do repouso e da relaxação. A música e a pintura, passeios na natureza e, para elas, o meio mais forte pode ser a oração, a mantra ou a meditação. A pureza do organismo humano depende de seu estado espiritual. Nas pessoas lunares, o estado da alma flutua, é mutável e instável; elas carecem de um apoio interno que se forma pela Fé e pela Vontade. As pessoas lunares reagem a todos os eventos ao seu redor e mudam rapidamente de um estado para outro, sendo que o novo estado pode substituir completamente o antigo. Se estavam em um estado alegre e radiante, em um minuto, ao reagirem a uma fonte negativa, a alegria desaparece como se nunca tivesse existido. A tédio as invade, mas, em vez de se lamentarem, devem recordar o estado que tinham há um minuto. As pessoas lunares são especialmente suscetíveis a ofensas, o que as torna difíceis no convívio. A alegria na alma é o que precisamos acima de tudo. “Não desanime, você vai se machucar”, dizia Kozma Prutkov, e ele tinha razão. Os vampiros lunares estão sempre falando de suas doenças, buscando nossa compaixão, mas acabam recebendo respostas grosseiras: “Saia daqui, você está me enchendo com suas doenças!”. Por isso, sofrem ainda mais. Tentem mudar de impressões, ir a exposições, teatros, parques, viajar para casas de repouso e fazer caminhadas. Tudo isso interrompe as vibrações negativas dos sentimentos e emoções provenientes de pensamentos pesados e enche você de energias psíquicas puras, despertando o mundo espiritual. Perdoem-me por ter dito tantas coisas ofensivas a vocês, mas peço que não se ofendam. Porque só agora vocês descobriram que estão doentes com uma doença desconhecida até então, sobre a qual todos já sabem. Um sábio disse: “Prevenido, portanto armado”. Eu os estou armando com o conhecimento de como se livrar da doença, e não de escondê-la (isso é impossível fazer). Lembrem-se de que agora vocês não podem esconder seu defeito; ele pode ser mudado se alterarem o modo de vida, os pensamentos e as ações. Quero terminar minha mensagem a vocês com as palavras de S. Ya. Marshak: “Que tenham boa mente, E um coração sábio”.

Astrologia sobre vampirismo
O efeito do vampirismo, assim como tudo o que está relacionado à atividade humana, é facilmente descrito pela linguagem da astrologia. Peço desculpas ao leitor comum, pois este capítulo será menos compreensível para ele; ele é voltado para astrólogos capazes de extrair informações do mapa natal: planetas, asteroides, estrelas fixas e muitos outros elementos. O que nos importa é a distribuição energética dos planetas no Zodíaco no momento do nascimento da pessoa.

A alma humana, ao nascer e entrar no plano do horizonte, cai nas armadilhas dos setores astrológicos, no mundo do tumulto e dos desejos, para coletar migalhas de experiência que ajudem a fortalecer o espírito e romper o ciclo eterno de causa e efeito, para destruir as armadilhas já armadas para ela ao nascer. A pessoa que se eleva acima das paixões terrenas e do tumulto — Deus a ama. Deus ama a todos, mas a alguns Ele ama com piedade, a outros abençoa e eleva, e a outros confunde e remove de seu lugar, como nos revelam as Escrituras.

Já descobrimos que os vampiros têm a alegria animal e o amor carnal, o que significa que eles se debatem no plano do horizonte. Os astrólogos sabem que esse plano dá o ritmo diário, aquele mesmo no espaço energético do qual o “gerador” do vampiro contém seu funcionamento. Ele é ativado diariamente no mesmo horário. Um astrólogo experiente pode usar esse fato para estabelecer a ativação planetária e zodiacal da doença, na retificação. No ritmo diário, isso sempre está relacionado aos setores do horóscopo e, obrigatoriamente, aos canais chineses, que têm ritmos temporais e diários. O especialista verá, nesse contexto, o órgão doente, o bloqueio energético e a causa da doença. E os “cruzes” zodiacais ajudarão a entender a distribuição energética da doença, seu programa cármico comportamental.

Ao usar outra camada de interpretação do mapa natal, pode-se recorrer aos “quadrantes”. Sabe-se que um quadrante vazio — da infância, juventude, maturidade ou velhice — priva a pessoa dos pontos energéticos nos quais poderia desenvolver um programa de atividade. Os quadrantes são o nível de orientação psíquica em determinada etapa do desenvolvimento da personalidade. Por isso, uma lacuna energética tão grande em uma grande etapa da vida, até os vinte anos, pode desenvolver na pessoa a doença do vampirismo.

Deve-se notar que quase todas as pessoas têm signos do Zodíaco vazios em seus mapas, zonas silenciosas, cruzes mudas e quadrantes mudo. No entanto, nem todos estão em tão más condições, nem todos se tornam vampiros. “As estrelas inclinam, mas não forçam” — este é o lema da astrologia. Portanto, é possível e necessário viver, preenchendo-se com algo eterno e inabalável. Com aquilo que sempre se deseja compartilhar, e então se desejará “semear o sábio, o bom, o eterno”; e as estrelas descerão dos céus para nos cumprimentar com a festa da Alma.

Já falei sobre os tipos solares e lunares de pessoas; esta é a base energética mais importante do ser humano, que não depende do signo zodiacal. Agora, revelarei outro plano fundamental, cujo nome é Versos. Eles são indicadores de vampirismo, mas têm alguns tons suaves e são limitados por uma cerca baixa e seletiva de energia. Os elementos mostram a capacidade de acumular e gastar energia, e a correção é feita pelo mundo espiritual da pessoa. Quem não tem mundo espiritual — e são muitos — vive no mundo dos elementos e, por isso, sempre é reconhecível pelo astrólogo em seu programa comportamental.

Os elementos — os quatro elementos primordiais nos quais o ser humano vive — são FOGO, ÁGUA, AR e TERRA. Todas as pessoas têm esses quatro elementos, mas em algumas há mais fogo, pouco ar e ainda menos terra e água, etc. A astrologia ajuda a revelar em que proporções cada pessoa tem esses elementos. A jovem ciência “Socionics” chegou perto disso, mas ainda não sabe disso e descreve o tema em linguagem bastante complexa. Um astrólogo experiente dirá imediatamente que você é de um elemento, embora isso possa não corresponder ao seu Sol no Zodíaco. Mas isso corresponde às suas ações, palavras e pensamentos, ou seja, você é uma pessoa do elemento. Uma pessoa harmoniosa combina com sabedoria todos os elementos. Por isso, é mais flexível, maleável e equilibrada. Sabe ouvir, mas também sabe falar; pode tudo, menos levar uma vida vazia. E nela, cada um se banha em seu próprio elemento.

Portanto, o primeiro elemento — o elemento Fogo. São pessoas nascidas sob os signos do Zodíaco: Áries, Leão e Sagitário. O segundo elemento — o elemento Ar: Gêmeos, Libra e Aquário. O terceiro elemento — o elemento Terra: Touro, Virgem e Capricórnio. O quarto — o elemento Água: Câncer, Escorpião e Peixes.

As qualidades vampíricas dos elementos podem ser resumidas brevemente assim: o fogo — destrói fisicamente; a terra — enterra na lama; a água — rega com “lama”; o ar — espalha fofocas, escrevendo-as. Aqui estão as características astrológicas dos elementos, nas quais você descobrirá sobre si mesmo e sobre aqueles com quem convive constantemente. O fogo precisa de contato constante com o ar. É o ar que o aviva, o diferencia e se aquece ao mesmo tempo. Ao ver esse jogo de elementos, obtemos alegria e satisfação. Na vida, o fogo constantemente buscará e provocará o ar para sua alimentação energética. Mas o ar também precisa do fogo para ser leve e móvel. Assim, ao se carregarem mutuamente, eles criam um belo par de harmonia. É bom quando essa harmonia se baseia na alegria da comunicação, no ímpeto criativo e no jogo da imaginação. Por isso, diz-se que, ao dar — recebe-se, ou, mais simplesmente: você — para mim, eu — para você. Se o fogo é a fonte do amor, o vento do ar é a alegria. Ao se penetrarem, eles influenciam ativamente o mundo ao redor.A água pode aquecer ou ferver o fogo. É exatamente nessa relação que o antagonismo se manifesta em maior medida: impaciência, incompreensão e irritação. A água apaga o fogo, e ele não consegue queimar nela. Mas a água não pode viver sem o fogo; ela se torna fria e se transforma em gelo. Precisa, necessariamente, do calor do fogo e da plenitude do ar para que a vida possa se originar em suas profundezas. A água precisa da terra para se acumular e se manter dentro de certos limites; em troca, ela lhe oferece sua energia — umidade e força. A terra teme o fogo e o ar; ambos a secam, por isso ela retira força da água para poder gerar. Assim, as pessoas mais energéticas são aquelas nascidas nas energias do fogo e da água. Aqui, o fogo reina. A água, a terra e o ar — todos querem se aquecer na fonte quente do fogo. Mas, se não houver pontos de contato harmoniosos, eles sugarão a energia do fogo com grosseria, lamúrias ou astúcia. O fogo sempre dá, mas sob a condição de que haja algo a ser dado. Uma alma vazia, gananciosa e má de uma pessoa de fogo é sempre vampírica e traz muito mais males, sofrimentos e doenças a todos que com ela se relacionam. A água, por sua vez, só precisa de calor, e então entregará suas forças ao ar abençoado e à terra insaciável.

Nas doutrinas orientais existe ainda um quinto elemento — o ÉTER. É ele que é considerado aquele fluxo invisível, sutil e puro, que desencadeia os bons processos alquímicos ao interagir com os elementos densos das energias elementares entre si. O éter são as energias vitais, cujo entendimento só é possível ao incluir o plano espiritual. Já mencionei que, na astrologia, essas energias sutis estão na zona do “DÊN”. A ela pertencem os signos do Zodíaco: Sagitário, Capricórnio, Aquário e Peixes. Eles nasceram nesse ambiente puro porque, em vidas passadas, já haviam alcançado esse nível. Mas, nesta vida, podem não se lembrar disso, lutando em relacionamentos interpessoais e se alimentando de energias inadequadas. Lembrar-se da experiência acumulada de vidas passadas só é possível ao ativar o canal intuitivo. Sobre isso falarei no próximo livro.

Assim, o vampirismo energético revela seus segredos. Ao concluir este tema, repito mais uma vez: não sejam pessoas das energias elementares. Isso esmagará vocês como indivíduos, trará muitos males e sofrimentos, sem mencionar que vocês sempre terão de se recarregar com energias não as melhores para os que os rodeiam.

Os recortes astrológicos do vampirismo podem ser analisados em outros aspectos, mas gostaria de lhes propor um método que descobri ao trabalhar com efemérides — tabelas astronômicas do movimento dos planetas pelo Círculo Zodiacal. Chamei esse método de “Efeito Solar”, com representação gráfica. Ele se baseia na passagem transitória do Sol por sua posição natal. Uma vez por ano, no dia de seu aniversário, o Sol retorna ao seu signo e grau que estavam presentes no momento do nascimento. Mas, se observarmos com atenção o indicador de grau das efemérides ano após ano e o organizarmos em uma tabela, veremos que o Sol ou não chega a esse grau — o que é indicado por um símbolo — ou o ultrapassa, às vezes em mais de um grau. Se isso estivesse relacionado apenas aos anos bissextos, não haveria problema. Os anos bissextos têm seu papel, mas não são os mais importantes. Em alguns anos, o Sol tem um valor numérico maior que o natal, e então esse ano lhes é favorável. Em outros, em um ano bissexto, a posição do Sol é inferior à natal, e esse será um ano desfavorável, fraco, e a pessoa dirá que lhe falta forças. Nesses anos fracos, a pessoa adoece mais, muda de emprego ou de local de residência; no geral, é levada por caminhos inexplicáveis. Sabemos queAnos bissextos trazem mais mortes e tragédias. Em alguns, isso decorre da falta de forças, em outros, eles se consomem pelo excesso dela. O “efeito solar” é um indicador do ano inteiro de vida, e pesquisas mostraram que ele funciona muito bem. Em algumas pessoas, a posição natal do Sol pode estar abaixo da média por muitos anos, enquanto em outras, acima, e apenas ocasionalmente o efeito apresenta algum colapso inesperado. Um empresário, que não acreditava em nada disso, me perguntou qual havia sido o ano mais difícil de sua vida. Por isso, tive de delimitar o período de 1982 a 1991. Para responder a essa pergunta, utilizei apenas o efeito solar. Ao verificar nas efemérides a posição do Sol no dia de seu nascimento, anotei os anos necessários para a pesquisa e, por precaução, estendi até 2000. Descobri que naquela sequência de números havia um crescimento contínuo de energia solar, mas em 1988 houve uma espécie de falha. Esse ano foi o mais desastroso e destrutivo de sua vida. Em muitos casos, o efeito solar mostra um ciclo irregular, e é justamente deles que ouvimos dizer que a vida é como um bolo em camadas: ora boa, ora ruim. Os fracassos e sucessos na vida são bem visíveis no efeito solar, e até me deu vontade de chamar esse fenômeno de “movimento retrógrado e direto do Sol”, pois visualmente é claro e concreto que é assim. Mas, por enquanto, vou me abster disso, pois são necessárias mais pesquisas — é o que peço aos astrólogos — e depois podemos decidir essa questão em conjunto.

Todos sabem que as fases lunares — lua nova, primeiro quarto, lua cheia e último quarto — provocam colapsos psicológicos em muitas pessoas. Como naquele caso do vampiro que, na segunda-feira, se carrega fortemente com todos, mas ao longo da semana vai aos poucos sugando. Ao conhecer as fases da Lua, que estão nos calendários de parede, é preciso ser mais cauteloso e atento nesses dias para não se tornar vítima do vampirismo. Assim, é justamente a astrologia que mostrará o mapa energético de sua vida, e o astrólogo calculará a programação racional de seu bem-estar.

“Agni Yoga” sobre o vampirismo

Quando o livro já estava escrito, descobri na Doutrina da Ética Viva “Agni Yoga”, transmitida à humanidade no século XX pela maravilhosa mulher russa Helena Ivanovna Roerich, que todos os meus pensamentos, buscas e observações não divergem do ensinamento da Ética Viva. Essa doutrina é um síntese de visões filosóficas, religiosas e científicas. É chamada de Novo Evangelho do século XX. Uma parte indispensável da Ética Viva é o ensinamento sobre o homem como acumulador e transmutador de alta energia, chamado de “energia psíquica”. Não inseri esses ensinamentos no texto para confirmar minhas conclusões de imediato, mas os separei em um capítulo à parte. A linguagem e o estilo são peculiares, e o vampirismo é descrito como “aquisição”. E de fato, não é verdade que eles não são possuídos quando suas forças, das quais se carregam diariamente de doadores, se esgotam?

Eis o que está escrito na “Agni Yoga” sobre o vampirismo. Leiam, reflitam, busquem!

* O vampirismo pode ser atribuído em grande parte à falta de harmonia rítmica. O resultado é a devoração, não a cooperação. Por isso, sintam de quem as ondas não lhes fazem mal, mesmo que sua aparência exterior denote uma alma alheia à sua nacionalidade.
* Às vezes, as pessoas chegam a um estado de selvageria espiritual em que só conseguem existir condenando umas às outras… Se a fala for tirada de tal pessoa condenadora, ela perecerá como uma planta sem água… Pode-se ver nisso um tipo de vampirismo — a obtenção, quando é necessário dominar o fluido vital mais ativo para nutrir o receptor.
* É claro que é difícil combater a aquisição, especialmente porque, após a possessão, as portas ficam abertas por muito tempo para novos visitantes…
* O coração é a melhor proteção contra a aquisição, mas é preciso que ele não adormeça.
* As pessoas sombrias tentam se fortalecer pela aquisição, mas esse método não pode durar muito, pois justamente pela aquisição elas se destroem.
* Vocês sabem como a obtenção gradualmente destrói o organismo, a paralisia inevitável de alguns centros nervosos.
* Cada pedaço de pão do vizinho é protegido pela lei, mas a devoração e o roubo de forças espirituais não são para o bem — no melhor dos casos, para o ego, mas depois segue toda a escuridão criminosa.
* É preciso observar atentamente os casos de vida dupla. No pior dos casos, é um tipo de possessão; no melhor, são experiências de encarnações passadas…
* Nenhuma outra radiação é comparável ao poder da energia humana. O homem pode tanto curar quanto destruir tudo ao seu redor…
* O Mestre disse: “Não permitam a raiva, ela é a fonte das doenças”.
* Até as pessoas mais fortes já foram paralisadas por outras de energia menor. Os obstrutores se dividem em dois tipos. Uns atrapalham apenas certas pessoas, outros interrompem completamente os fluxos de energia psíquica. O primeiro tipo é compreensível: qualquer desarmonia já prejudica a livre busca de energia. Não há nada de bom em interromper os fluxos; é preciso ter uma grande força negativa para deter até os impactos mais poderosos. Tais pessoas são chamadas de vampiros cósmicos. Nesse caso, externamente, eles não se revelam e até parecem seres insignificantes. Não se deve violentar a energia se você perceber tal criatura…
* A troca mútua de energia é um fenômeno natural, mas sugar a energia alheia sem oferecer a sua já não é admissível. Tal fenômeno é tão frequente quanto doenças contagiosas…
* Muitos tipos de vampirismo não passam de libertinagem ignorante.
* A anemia geralmente é considerada falta de sangue… Mas isso é apenas a consequência do escoamento da energia psíquica…
* Muito dano é causado por transfusões de sangue…
* O aumento da energia psíquica é alcançado por meios simples, sobre os quais já falamos. Mas, ao mesmo tempo, é importante que não haja ninguém por perto absorvendo essa energia. Ela pode ser absorvida consciente ou inconscientemente. Qualquer irritação, qualquer aborrecimento já consome energia valiosa.
* O crime é uma doença psíquica. E o sadismo, a crueldade e a fúria são consequências da mesma epidemia psíquica do vampirismo. É preciso direcionar a energia psíquica para o leito que lhe é destinado, caso contrário ela interromperá a evolução.
* A energia psíquica é restaurada, antes de tudo, pelo sentimento, e não pelo descanso físico… Se a pessoa sabe julgar seus sentimentos, entre eles escolherá o mais digno, e este será o Amor…
* Para fortalecer a energia, é necessário um ímpeto flamejante. Nenhuma reflexão proporciona esse Fogo, que se consome na centelha do sentimento do amor.
* A questão das pessoas purificadoras e prejudiciais precisa ser abordada na medicina. Sem resolvê-la, não se encontrará salvação para muitas novas doenças. Não se deve esquecer que as doenças evoluem junto com as raças e as épocas.
* Se, em vez de julgamento e promotoria, as pessoas aplicassem a energia psíquica, a doença incurável do crime se tornaria um fenômeno de estudo comum. Nossos médicos devem observar esse grau de possessão.
* Ao detectar possessão, é preciso ou expulsar o possuidor, ou deixar o possuído em paz, sozinho, pois assim o possuidor não encontrará campo de ação, se entediará e irá embora. É claro, é melhor não dar armas e álcool aos possuídos.
* Já temos um exemplo de como as maldições e xingamentos causam danos mesmo a longas distâncias… É fácil imaginar quão disseminadores de infecção são os possuídos, e por isso é preciso evitá-los.
* O esgotamento da energia invisível durante a sonolência corporal é um sinal certo de participação na reflexão das trevas… Um ataque repentino de sonolência deve chamar atenção especial. Da mesma forma, o fluxo de energia não deve passar despercebido. Será drenada muita energia cardíaca, por isso é justo permitir que ela se acumule novamente. Não é sábio deixá-la se esgotar, por isso lembre-se do descanso na forma de mudança de atividade.
* Não esqueçamos que a obtenção às vezes se manifesta externamente, até com espasmos no rosto.

* Ainda alerte o médico para ter cautela com os possuídos. Nem nos pensamentos deve-se manter indicações evidentes de obtenção, quando se aproxima de um possuído. Não se pode esquecer que o receptor é muito sensível aos pensamentos, quando suspeita que sua presença está revelada. * A destruição da obtenção pode gerar inimigos. Por isso, é necessário realizar essas observações sem qualquer anúncio pessoal. * A obtenção se espalha e ameaça com a loucura. Muitos países são governados por loucos, no sentido literal da palavra. Nunca houve uma conquista em massa antes — não se entende por que os cientistas não atentam para tal desgraça! As pessoas cometem milhões de assassinatos. Ninguém pensa: onde está o berço da obtenção?! * Podem-se observar exemplos de obtenção cruel. Os médicos devem compreender tal estado do gado e ser capazes de deter a infecção. Deve-se isolar os possuídos, assim como os leprosos. Os graus de obtenção podem ser incuráveis. O cérebro e o coração se degeneram pela pressão dual. E aquele que é firme, honesto e conhece o espírito não conhece a obtenção. * Perguntarão: “Como se aplica a justiça sobre os possuídos? Quem recebe o castigo — o possuído ou o obtentor?” A obtenção ocorre quando o acesso está aberto. Além disso, antes da obtenção, o mal já sussurra, preparando um espírito fraco. Nos necessitados do mal, surgem e são atraídas entidades. A carma dos possuídos é pesado! * A obtenção e o autoenvenenamento são vizinhos próximos… No autoenvenenamento, a obtenção ocorre com facilidade; na obtenção, o envenenamento se torna definitivo… Alguns afirmam que, na conquista, a saúde não apenas não piora, como até melhora. Grande engano: apenas a tensão nervosa dá a impressão de saúde. Mas a invasão de energia psíquica alheia inevitavelmente abrirá caminho para várias infecções. A obtenção não é psicismo, mas uma derrota de todo o organismo… Muitas epidemias têm como base a obtenção. É claro que o obtentor das trevas não se importará com a saúde do portador. Qualquer doença já é uma decomposição agradável às trevas. Duas energias psíquicas não podem coexistir por muito tempo. Periodicamente pode haver um enfraquecimento, se o obtentor valoriza a vítima. O desejo pelo Mundo Superior é o melhor meio contra a obtenção… Pensamentos elevados não apenas influenciam a substância nervosa, como também purificam o sangue. Experimentos sobre a mudança na composição do sangue, dependendo do pensamento, são muito reveladores. * Urusvati sabe que muitos aprimoramentos médicos estão por vir. Primeiro, a energia psíquica será avaliada. Os doentes serão submetidos a exames minuciosos quanto à qualidade de sua energia psíquica. O tratamento poderá ser reforçado com o uso de energia adequada. Será possível envolver o doente em um ozônio especial, que fortalecerá seu estado energético. Também serão estudadas as fontes de várias doenças ocultas em algumas pessoas. Já agora se presta atenção a tais portadores de doenças, mas eles são incomparavelmente mais numerosos do que parece… Deve-se estudar o estado dos centros nervosos nas crianças. Eles se desenvolvem de forma extremamente individual e desigual… Às vezes, os centros apresentam sensibilidade, surpreendendo os médicos. Por esses sinais dolorosos e fenômenos incomuns, pode-se julgar a essência do corpo e a qualidade do espírito. Quanta bondade poderiam trazer tais observações!… Para espíritos antigos, que passaram por muitas encarnações, o estado após sete anos e, especialmente, quatorze, é muito difícil. Após quatorze anos, a energia psíquica já adquire força. O espírito já se desprendeu das existências anteriores; o fardo do novo e desconhecido caminho oprime, valores acumulados e entidades tentam voltar, onde as possibilidades da consciência eram grandes. A supervisão correta dos centros nervosos das crianças é necessária para o futuro… É um cuidado com a raça futura. * As glândulas dependem muito da energia psíquica. O inchaço das glândulas é explicado por seu escoamento… Todos os crescimentos podem ser atribuídos ao escoamento da energia psíquica… Quanto mais prolongado o escoamento da energia psíquica, mais malignas serão as doenças. * Como antes, as pessoas temem excessivamente a infecção física, esquecendo-se do principal canal de todas as contaminações: a infecção psíquica… Pode-se esperar que as radiações venenosas da energia malévola se dissipem? Ao contrário, elas se intensificarão e pressionarão a prana. Nunca se estabeleça em lugares sangrentos. Novos empreendimentos devem ser em novos locais. * Não se deve lastimar o possuído ou difamá-lo por contradições. Através da fraqueza do coração, a obtenção se instala. Muitos possuídos: as trevas também querem se manifestar.

* * *

Acredito que o problema dos vampiros energéticos, revelado neste livro, é apenas o início de um grande Caminho. E muitos se lançarão por esse caminho, aos quais importa o destino da humanidade. Agora, será um trabalho coletivo de pesquisadores, cientistas, filósofos e, obrigatoriamente, místicos. E que Deus ajude! Temos os primeiros resultados das pesquisas! O tema do vampirismo energético revelou-se tão atual que um médico de Moscou, candidato a ciências médicas — Sergei Anatolyevich Yakovlev — dedicou-se a resolvê-lo. Tive a oportunidade de vê-lo frequentemente no programa de televisão “Universo Desconhecido”, onde ele falava com entusiasmo sobre métodos não convencionais de tratamento e a necessidade de implementá-los na prática da medicina moderna. Ele é um médico inovador, que tenta unir o que a ciência ortodoxa rejeita. Neste capítulo, apresento materiais de suas pesquisas científicas, nos quais o fenômeno do vampirismo adquire formas biológicas reais.

“Ao ler no primeiro lançamento deste livro o capítulo ‘Convite à Pesquisa’, nós, no Centro Médico Científico ‘BIOLIT’, realizamos uma série de experimentos científicos com o objetivo de: haveria, de fato, algum ‘mecanismo vampírico’ na origem de diversas doenças? Para isso, aplicamos uma metodologia muito sensível de análise morfológica de cristais líquidos do sangue. Pois o sangue contém informações sobre todos os processos que ocorrem no organismo. Quanto aos resultados, ficamos agradavelmente surpresos com as reflexões filosóficas e profecias de Astrogor. Os cristais líquidos do sangue de pessoas saudáveis são homogêneos, de cor amarela e formato circular correto. Cada cristal, como um pequeno sol com um núcleo no centro. Daí vem a passagem bíblica: ‘Não jogue suas pérolas aos porcos’. Uma pessoa alegre é uma pessoa saudável. E aquilo que está escrito em seu rosto — ‘o sol brilha para todos’ — atrai outras pessoas a ela. Isso também observamos na estrutura biológica dos cristais líquidos do sangue. Eis aqui, verdadeiramente, a sabedoria da natureza refletida na semelhança. Chegamos à conclusão de que a estrutura circular e radiante do cristal líquido do sangue de uma pessoa saudável parece proteger seu centro irradiador, criando uma harmonia formidável. E então compreendemos por que chamamos algumas pessoas de ‘radiantes’. A igreja, inclusive, representa todos os santos com um brilho radiante, tanto por dentro quanto por fora.

Uma imagem completamente diferente surge em diversas doenças. Observamos alterações na estrutura, formato, área e gama de cores dos bio-cristais. Na análise morfológica de cristais líquidos, todas as doenças foram condicionalmente divididas em frias, quentes e neutras. Esses estados patológicos correspondem aos tipos solar e lunar de vampirismo, com inúmeras formas intermediárias. No microscópio de polarização, eles aparecem em tons vermelhos, laranjas, azuis, verdes e outras nuances dos cristais líquidos do sangue, com defeitos e várias combinações de formatos irregulares.

A estrutura do cristal de sangue de uma pessoa cronicamente doente tem formato rasgado e alongado, com dano obrigatório ao núcleo do cristal. Sua cor perde o brilho solar e adquire tons de raios ou manchas verdes, azuis ou laranjas. Ao observar pacientes, concluímos que essa estrutura do cristal líquido do sangue é característica de doadores. Pois, como escreve Astrogor, no vampirismo, é justamente o doador que é afetado pelo vampirismo em profundidade na alma. Por isso, os doadores vivem menos. A essência biológica é atingida — o coração, o núcleo do cristal do sangue. Mais uma vez, encontramos confirmação da sabedoria bíblica: ‘Porque a alma de toda carne é o seu sangue; é a alma dela’.

Assim, chegamos à conclusão de que é justamente no sangue que começam a surgir os primeiros problemas energéticos da pessoa, relacionados ao seu mundo espiritual.

Um cristal líquido de sangue muito grande e deformado foi detectado em vampiros energéticos. Além disso, muitos deles têm o núcleo aberto. Classificamo-los como vampiros solares. Nos casos em que o núcleo está marcado de alguma forma, identificamos um vampiro lunar. Os cristais tanto de uns quanto de outros vampiros apresentam cores vermelho-escuras e desbotadas.

Nossas pesquisas, em conjunto com o autor deste livro, podem ter grande importância prática — a criação de um teste rápido que permita detectar diferentes formas de vampirismo energético. Isso possibilitará, com correção psicológica, energética e social oportuna, prevenir o surgimento e desenvolvimento de diversas doenças.

Não é à toa que, na medicina antiga, a doença era vista como um castigo por um estilo de vida incorreto, maus pensamentos e ações. Estamos convencidos de que, quando o estado espiritual da pessoa muda, seu sangue também muda.

A área da energia psíquica ainda é pouco estudada pela medicina moderna. A energia psíquica penetra em todos os tecidos, em cada célula, estabelecendo equilíbrio harmonioso em todo o organismo. Parece-me que a medicina moderna deve avaliar a importância de estudar as interações energéticas e informacionais entre as pessoas e com a natureza ao redor. Isso permitirá que ela dê um novo salto em seu desenvolvimento. Além disso, deve utilizar a experiência da medicina popular em conjunto com as conquistas da ciência avançada. Tal abordagem possibilitará abranger mais ampla e profundamente todas as reservas espirituais e físicas do ser humano, abordando a preservação da saúde sob a perspectiva da medicina preventiva.

Desvendar as capacidades protetoras do ser humano e manter a Harmonia com a Natureza é a fonte de saúde, beleza e longevidade.

Há ainda muitos experimentos científicos pela frente, que definimos em nosso trabalho sobre esse tema interessante e importante — o problema do vampirismo energético. Mas já agora podemos realizar análises rápidas para instituições médicas, empresas e todos os interessados. Além disso, o Centro Médico Científico ‘BIOLIT’ convida todas as pessoas e organizações interessadas a colaborar cientificamente conosco sobre esse tema.”

Telefone do centro ‘BIOLIT’: 279 27 60

Histórias não inventadas

De uma grande quantidade de depoimentos de leitores, selecionei algumas cartas que não só são interessantes em conteúdo, mas também complementam o tema abordado. As cartas confirmam convincentemente que o vampirismo energético destrói famílias, força a abandonar o emprego amado, empurra para o crime e rouba a saúde.

Caso você não tenha encontrado a resposta para sua pergunta (ou ela tenha passado despercebida), aqui você encontrará resposta para qualquer questão relacionada ao vampirismo.

Carta primeira

Olá, Ser que fala a linguagem das estrelas!

É a primeira vez que escrevo ao autor do livro. O encontro com ele ocorreu em circunstâncias muito interessantes. Há muito tempo acredito no Destino. Primeiro, o personifiquei como uma mãe severa, que segura firmemente seu filho desobediente pelas mãos e o conduz pelos buracos da vida para onde bem entende. A criança tenta se libertar, cai em uma poça não planejada — recebe um tapa. Qualquer iniciativa é cortada pela raiz. A resistência é inútil. Depois, achei que a imagem era muito suave e comparei o Destino a um chefe de prisão. Cheguei até a pensar em escrever um livro chamado ‘Quarenta anos de prisão’. Um thriller com enredo intenso e elementos de mistério, mas sem nenhuma gota de fantasia. A verdade, apenas a verdade, baseada em minha própria existência. Tantas coisas tentei para escapar dessa prisão: túneis, subornos, rebeliões — tudo em vão. Restava apenas uma opção: tornar-me uma prisioneira exemplar, polir minhas algemas até brilharem e participar das atividades artísticas. E foi quando entendi isso e me submeti a todas as ordens — o alívio chegou, e no horizonte apareceu uma tênue luz de anistia.

O encontro com seu livro foi mais uma ordem do Guia, que simplesmente não podia deixar de cumprir. A situação foi assim. Ontem, com as últimas moedas, dirigi-me deliberadamente à mercearia. A loja fica perto de casa. Conheço bem o caminho, mas, como em um sonho, passei direto pela porta aberta e parei na outra extremidade do prédio, em frente à livraria. Na minha cabeça, a pergunta natural: ‘O que você está fazendo? Para onde foi parar?’ Livros para nossa família há muito deixaram de ser um luxo acessível. Até nossa biblioteca já foi consumida. Um instante de confusão e o pensamento: ‘Bem, vou entrar. Quero ver o que estão lançando agora’. Examino atentamente as prateleiras, procurando algo novo sobre artesanato popular (única fonte de nossa sobrevivência, que está secando) e, deixando a criança sem comida, compro seu tratado por um preço absurdo, sem entender por que fiz aquilo. O último pensamento: ‘Agora não tenho mais dinheiro e minha cabeça não está nada boa’. À noite, em vez do jantar, tomamos chá quente recomendado com ‘Vampiros Energéticos’ e, depois, debatemos até meia-noite. Esperava encontrar no livro a resposta para um evento misterioso ocorrido há cerca de dois anos,e não encontrei. Mas encontrei muito outro… A impressão é de que estivemos a tomar chá com uma pessoa sábia, bondosa, que em uma conversa amigável nos exercitou bem a mente. Sem pressão nem sermões, desvendou a infeliz fórmula “O sentido da vida”, respondeu a muitas perguntas, confortou e encorajou. Na alma, silêncio, tranquilidade e a alegria da maior descoberta: afinal, vivemos, ao que parece, da maneira correta! Por ora, apenas um desejo: queremos mais seus livros. Enquanto isso, cumpriremos as ordens do Destino!

Liubov Vasílievna (cidade de Moscou)

Carta segunda.

Prezado Astrogor!

Considerando a possibilidade de desenvolvimento de interações negativas entre as pessoas, o problema do vampirismo ou dos vampiros energéticos, que o senhor aborda em sua pesquisa, adquire importância crucial em nossas vidas. Nesse contexto, o caráter multifacetado do trabalho realizado por Vossa Senhoria e, em particular, os argumentos apresentados sobre como o vampirismo muitas vezes assume o caráter de uma doença crônica, chamaram minha atenção tanto como médica quanto como pesquisadora científica, colaboradora de um instituto médico, professora e psicóloga.

A interação do ser humano com seus semelhantes, pássaros, plantas, animais e tudo o que é vivo e existente, com base nos princípios de alegria e amor, como o senhor indica em sua obra, contribui para o despertar da própria consciência ou alma, com o desenvolvimento das melhores qualidades morais e espirituais em cada um de nós e em nosso entorno, com o crescimento do serviço sutil à humanidade e à Natureza em geral. O senhor está correto ao enfatizar que as pessoas que se dedicam ao serviço e cultivam em si mesmas e ao redor interações positivas tornam-se abertas ao Cosmos. Muito interessante é a sua ideia sobre a possibilidade de formação do vampirismo em crianças durante os anos da infância e escolaridade, e considero que há um grão de sabedoria nisso. Também chamaram minha atenção as informações sobre o vampirismo entre a equipe diretiva.

Ao estudar o capítulo “Vampiros no trabalho”, muitos leitores concordarão que já se viram em situações semelhantes. Pessoalmente, ao longo de vários anos, tive de interagir com uma professora que não tanto cumpria suas funções, mas sim resolvia questões com seus colegas, tirando-os do equilíbrio emocional, revelando-se um vampiro energético claramente expressivo. Devo notar que, embora os métodos de absorção de energia dos vampiros solares e lunares, segundo a classificação do senhor, sejam diferentes, ambos podem ser incluídos na categoria de pessoas egocêntricas. Ao tentar viver à custa dos outros, eles gradualmente acumulam um fardo de energias negativas. São pessoas realmente infelizes e doentes, que quase nunca têm dias felizes e luminosos.

Também desperta interesse a manifestação do vampirismo no casamento, sob a forma de ciúmes e constantes acusações dirigidas a um dos cônjuges. A compreensão da essência desse fenômeno é de extrema importância, em nossa opinião, tanto para aqueles que viveram juntos por muitos anos quanto para aqueles que estão prestes a firmar uma união conjugal pela primeira vez.

O senhor aponta com justiça a necessidade de um trabalho paciente e meticuloso na família do cônjuge doador, o que pode contribuir para a recuperação dessa doença perigosa, desde que não tenha assumido um curso crônico prolongado.

O senhor dedica grande atenção aos princípios de proteção contra ataques psíquicos. Nesse campo de estudo, já existem muitas obras, mas o senhor propõe alguns métodos esotéricos simples e acessíveis que permitem fechar os canais e centros energéticos de influências externas, mantendo a tranquilidade e o bom humor. É mais difícil se proteger de pessoas que têm plena consciência do mal que causam a outrem. É necessário alertar tais pessoas de que conhecemos os métodos de autodefesa e que o mal que pretendem cometer retornará como um bumerangue, com grande força, sobre elas mesmas.

Nossa experiência, desenvolvida na filial de Saratov da associação “Cosmos”, indica que interações tranquilas e ponderadas com tais indivíduos exercem forte influência psicológica e os levam a desistir de suas artimanhas.

Em sua obra, o senhor não aborda o vampirismo consciente. É evidente que ele surge em pessoas que, como dizemos, não têm vergonha nem consciência. O vampirismo consciente ocorre quando a pessoa sabe conscientemente que o que faz é mal, mas obtém prazer com isso.

Não posso deixar de concordar com o senhor quanto à recomendação de perdoar aquele que tentou ou já realizou um ataque psíquico. Nesse aspecto, parece-nos que o mais importante é tratar as pessoas vampiro, que praticam o mal, como doentes, da mesma forma que um médico sábio trata seu paciente, buscando empregar todo o seu conhecimento e forças espirituais para a cura da pessoa enferma.

Não posso deixar de concordar com a sua ideia sobre a restauração das forças energéticas do organismo por meio do consumo de chá quente. Tal abordagem contraria inteiramente os cânones da medicina indiana antiga e tibetana, que indicam que o café e o chá preto devem ser excluídos da alimentação humana, pois, ao intoxicarem o organismo, obstruem os canais energéticos. Na minha opinião, a melhor bebida é a água. Por isso, a ingestão de água quente na quantidade de 200 a 300 ml é um excelente meio de purificar o organismo e contribui para o aumento da força energética nele. É justamente um copo de água fervente, especialmente quando ingerido lentamente, em goles, em jejum, que alivia a dor de cabeça, reduz a febre, melhora o apetite e torna a pessoa mais calma e concentrada. A água quente elimina todos os pecados, defeitos e toxinas do organismo, inclusive em nível energético.

Por fim, gostaria de destacar que, em geral, pode-se reconhecer que o seu trabalho é oportuno, o problema abordado é relevante e as inúmeras orientações e conselhos apresentados são práticos e acessíveis a todos. Tudo isso é necessário para médicos, psicólogos e pedagogos do ensino médio e superior. Nada nos impede de aceitar a obra como realidade e introduzir na terminologia médica o conceito de “VAMPIRISMO ENERGÉTICO”. No entanto, o termo “pessoas biopatogênicas” soa um pouco mais suave e humano para um médico.

Volodímir O. Tovkaniets
Candidato a Ciências Médicas
(cidade de Saratov)

Carta terceira

Olá, prezado Aleksandr Aleksandrovitch!

Em algum momento, li que um pensamento não surge à toa. E se for ruim — deve-se expulsá-lo; se for bom — deve-se levá-lo até o fim. O pensamento de escrever ao senhor veio até mim após a leitura de um livro sobre vampiros, mas tentei afastá-lo, julgando que minhas observações de vida não seriam relevantes para Vossa Senhoria. No entanto… o pensamento não vai embora, o que significa que é vontade de Nosso Senhor que eu lhe escreva. Perdoe a introdução.

Não pretendo descrever minha vida, repleta de sofrimento e percalços. Essas provações, no entanto, me fizeram olhar para a vida como se estivesse de fora. Há quatro anos, mantenho um diário. Chega-me um pensamento, eu o anoto, e, depois de algum tempo, caem em minhas mãos artigos, livros ou, às vezes, programas de televisão que confirmam determinado fenômeno em minha vida. Meu Deus, ajude-me nesta empreitada!

Eis a primeira história, ocorrida comigo há um ano e meio. Submeti-me a uma cirurgia sob anestesia geral. Não vou descrever o que já ficou para trás; em resumo, fui devolvida à vida. Minha mãe não veio me visitar nenhuma vez. Meu pai veio. Quando fui liberada e comecei a me recuperar, após um mês e meio, minha mãe foi repentinamente acometida por paralisia. O que aconteceu? Só agora compreendo, e o senhor me ajudou. Entendi que minha mãe se alimentou da minha energia durante toda a minha vida. Por isso, não tenho certeza se algum dia serei feliz no sentido humano da palavra.

O senhor não precisa escrever sobre a influência da anestesia no vampiro e no doador. Mas me pareceu que a anestesia me libertou da mãe vampiro. Sou filha, ligada a ela por laços de sangue, mas, quando a anestesia me levou a outra dimensão, perdi minha mãe; e agora ela não consegue me encontrar. Retornei à Terra, mas, para a minha própria vampira, estou perdida.

Escrevo “pessoal” porque… simplesmente me parece — e não o digo para ofender o senhor — que os vampiros talvez se tornem o que são, não sei como, mas os doadores, ao que tudo indica, nascem assim. Não conheço as causas desse fenômeno interessante; parece-me que o fenômeno do doador está ligado ao carma ancestral. São apenas minhas suposições. Pois é sobre isso que comecei a escrever, mas desviei do tema. O fato de a anestesia ter um efeito libertador sobre o doador, livrando-o do seu maldoso vampiro, é confirmado por mais uma história com anestesia. Uma conhecida minha, até os seis anos de idade, tinha saúde muito frágil. Depois dos seis anos, ela foi submetida a uma cirurgia sob anestesia geral, e, após isso, ela se recuperou. Porém, sua mãe começou a adoecer, ficou doente por quase seis anos, contraiu todas as doenças possíveis, mas não conseguiu ser curada e morreu. Parece que, para essa mulher, a filha era a doadora, mas a anestesia salvou a menina. Entendo que são apenas coincidências que se transformaram em suposições minhas. Não posso julgar sobre isso. Mas como seria bom se a anestesia se revelasse um antídoto para o doador, um meio de combater o maldoso vampirismo. Não, não pensem que o seu livro me deixou com ressentimento contra a minha mãe biológica, não. Tenho minhas próprias razões para isso. Só lamento que o despertar chegue tão tarde. No entanto, não estou certa. Aos trinta e sete anos, comecei a enxergar aquilo que aos oitenta não se revela. E por essa graça do Altíssimo sou grata. São muitos os pensamentos. Apenas um problema: são apenas pensamentos, que não têm provas experimentais. Mas continuo escrevendo em meu diário, pois assim me sinto mais aliviada: despejo os pensamentos no papel e vivo em paz. Talvez eu encerre este monólogo com uma pessoa desconhecida. Adeus. Tchuváchia, cidade de Iadrin. Lídia Mikháilovna.

O que Lídia Mikháilovna escreveu merece atenção não apenas de médicos, cientistas e psicólogos, mas também de místicos e filósofos. Acredito que as observações e reflexões dessa mulher simples, que vive com Deus em sua alma, valem muito. Sabe-se que a cirurgia sob anestesia geral permite que a alma saia do corpo para outra dimensão (sobre isso, leia no meu quarto livro). Mas surpreendente é a própria ideia de Lídia Mikháilovna de que o vampiro energético é capaz de “perder” o seu doador, perder o canal de ligação energética. Daí o resultado imediato — a doença do vampiro. Até hoje, nenhum método mágico consegue romper, por muito tempo, o elo energético “vampiro-doador”. Mas quando a alma se liberta do corpo (durante a morte clínica), segundo as leis ocultas, isso se torna possível. Acrescento que só é possível para o doador de natureza lunar. Sobre isso vocês saberão mais adiante.

Em breve, os médicos aprenderão a identificar imediatamente a causa da doença relacionada ao vampirismo. Mas já está claro hoje que as doenças dos doadores se manifestam nas glândulas endócrinas, enquanto as dos vampiros, nos órgãos. Acredito que as suas cartas ajudarão a ampliar ainda mais esse tema, tirando conclusões com base em experiências e observações pessoais.

Carta quarta

Olá, Astrogor!

Ao ler, por acaso, o seu primeiro livro querido, decidi compartilhar a minha desgraça. Vivi com meu marido por 40 anos e muitas vezes me deparei com problemas insolúveis para mim. Quanto mais tempo vivíamos e mais velhos ficávamos, mais críticas ele passava a ter comigo. Começou a discutir por qualquer bobagem, mesmo sem motivo. Eu vivia na esperança: “Bom, quando os filhos crescerem, talvez tenham vergonha, não é?”. Mas me enganei nas minhas expectativas. Até que, com o tempo, a raiva, as suspeitas, as críticas e o ódio aumentaram. Com frequência, ele perdia a paciência não só comigo, mas também com os filhos, e depois se queixava aos outros, apresentando-se como uma vítima, dizendo que todos em casa o maltratavam. Mentia descaradamente, tentando comover as pessoas. Eu tentava convencê-lo de que não se pode humilhar a própria família aos olhos dos outros, que não a está humilhando, mas a si mesmo. Certa vez, ele mostrou os dentes e gritou: “Vou te morder!”. E, como não encontrou nada melhor para dizer, latia feito um cachorro: “Au, au!”. Recentemente, eu não sabia mais o que fazer. Falei com uma médica psiquiatra. Mas ela só me consolou. No entanto, como minha filha e neta me disseram, onde leram um artigo que, se alguém sofrer um ataque psíquico, mentalmente, deve cobrir o agressor com um copo ou prendê-lo em um jarro, como um gênio. A princípio, não dei muita atenção àquilo e esqueci. Mas quando ele, mais uma vez, me levou “ao limite”, lembrei do conselho e decidi tentar. Ainda não acredito nisso, mas acreditem: depois daquele “copo”, ele desabou no sofá e ficou deitado dia e noite. Depois, levantou-se e passou o dia todo andando como louco, sem conseguir se concentrar em nós.

E agora o seu querido livro abriu meus olhos. Tudo faz sentido nele. Agora tento me proteger, faço um gesto com a mão e repito as suas palavras. E não acredito nos meus olhos e ouvidos — tudo para, e ele fica cabisbaixo, com o rosto vermelho. Não sei como agradecer. Que Deus lhe dê saúde e muitos anos de vida. Raíssa Ivanovna. (Oblast de Vladimir)

É bom receber cartas assim, mas para mim é ainda mais importante que a pessoa encontre forças em si mesma para enfrentar o mal, para não se abrir e não se igualar à loucura do vampiro. É preciso entender que só você mesmo pode lidar com esse problema, e Deus ajudará.

Carta quinta (resumida e com comentários)

Prezado San Sanych!

Acabo de ler o seu livro “Vampiros Energéticos”. Nele, fiz inúmeras descobertas para mim. Muita coisa do que está escrito confirmou minhas vagas suspeitas e pressentimentos intuitivos que atormentavam a minha alma há muitos anos… E eis que muitas das minhas ideias, suspeitas e dúvidas encontraram explicações claras, ainda que não definitivas. No seu livro, os padrões do lado invisível das relações humanas e as causas de muitas doenças humanas que delas decorrem são apresentados de forma aberta e acessível. Nesse aspecto, o seu livro é uma verdadeira descoberta para mim. No entanto, não vou mais enaltecer a sua obra, pois ela também gerou em mim inúmeras perguntas que nunca haviam surgido antes. Sem a menor sombra de ironia, digo que isso também é um mérito do seu livro.

Antes de fazer algumas perguntas, apresento-me. Sou Rudienko Piotr Alekseevich, professor, especializado em engenharia mecânica, há 22 anos dirijo um departamento em uma universidade técnica. Autor de 11 livros, incluindo quatro manuais e livros didáticos. Hobby: poesia. Autor de quatro coletâneas de poemas.

O senhor escreve que “o vampirismo, como fenômeno, sempre acompanhou a humanidade, mas no nosso século XX tornou-se onipresente”. E, ao longo de todo o livro, não há nenhuma avaliação quantitativa desse fenômeno. Com isso, involuntariamente, chego à conclusão de que todas as pessoas, em maior ou menor grau, são ou vampiros, ou doadores. Está correto o meu entendimento, pois a primeira e mais importante pergunta que surgiu após a leitura do livro é: quem sou eu? Ao tentar responder sozinho, analiso primeiro o meu comportamento no âmbito familiar e doméstico. E aqui me vejo tanto na posição de vampiro quanto na de doador.

Prezado Piotr Alekseevich!

Gostei da sua carta pela objetividade e pelo desejo de entender tudo a fundo. Não é à toa que o senhor fez essas perguntas. Antes, quando não conhecíamos o fenômeno do vampirismo, não compreendíamos nossos pensamentos, sentimentos e ações, reagindo ao que acontecia ao redor. Depois de ler o livro, a sua percepção da realidade será completamente diferente. Ao ver algum fenômeno, o senhor sentirá a alegria do entendimento, surgirá o desejo de ter pena e perdoar a pessoa que não sabe o que está fazendo. Se quiser, a medicina cármica é uma nova psicologia que não deixa lacunas na consciência, nos sentimentos e nas ações humanas. Tudo aqui é simples, conciso, acessível para entender e aplicar. Hoje, as pessoas quase perderam a capacidade de se entenderem. A linguagem está poluída por palavrões e termos grosseiros; quanto mais inteligente a pessoa, mais difícil é entendê-la; quanto mais baixa a consciência, mais grosseira é a linguagem.

Assim também é com as energias humanas: uns doam, outros recebem. Receber sempre é mais agradável, e se não lhes dão — é preciso pressionar, pressionar, sacudir aquilo sem o que já não é possível viver. O senhor entendeu corretamente que todas as pessoas são ou doadoras ou vampiros. Mas há mais doadoras, pois é um dever sagrado de todos os seres humanos: doar-se por completo em serviço, ser bom e atencioso, saber alegrar-se sinceramente, amar e rir, estar entusiasmado com o trabalho, ter interesse pela alma. Aquele potencial criativo no qual o senhor vive (especialmente em versos) confere-lhe qualidades poderosas de doadora. Se uma pessoa próxima não compartilha a alegria da sua criatividade, ela tem de “degustar” a sua energia, provocando abalos psíquicos nos seus sentimentos e pensamentos. Tipo: “Você mesmo é o culpado de tudo. Você sempre age assim…” e assim por diante. Voltemos à sua carta. Será que qualquer briga ou discussão em família é sinal de que um dos cônjuges é vampiro? Não! Para o vampirismo, é característica a constância no tempo e no espaço. Mas quanto mais frequentes forem as brigas e discussões, mais evidente se torna o sinal de uma doença vampírica em gestação. Quanto mais, pior. Tal situação só pode ser corrigida com amor e paciência.

Dessa confissão surgem várias outras questões que não encontraram reflexo no seu livro. Ou seja: os vampiros e as doadoras podem trocar de lugar? Ou essas categorias, como o senhor mesmo diz, se formam até os 17 anos, após os quais as pessoas já estão para sempre condenadas a carregar esse rótulo invisível? O vampiro, especialmente o solar, não tem com quem trocar de lugar. A mutabilidade só é observada em pessoas lunares. Por exemplo. Um homem chega do trabalho e armou mais uma briga diária: sacudiu toda a família e se acalmou. A mãe acalma as crianças, doando suas últimas forças em alegria e esperança de melhora. Mas ela também se esgota e vai chorar com a vizinha. Assim, a doadora se transforma em vampira forçada. O mesmo acontece de manhã, quando o vampiro se recarrega com a energia de toda a família. A família se dispersa: uns vão para a escola, outros para o trabalho. Se gosta do trabalho, recupera-se energicamente depressa; se não, começa o dia reclamando da dureza da vida familiar. E na escola? A grosseria de um aluno com colegas e professores também lhe dá a chance de repor o equilíbrio energético. Existem pessoas neutras, que não apresentam nem traços de vampirismo*, nem de doação? Qual é a proporção delas e quão estável é o seu comportamento à luz da medicina cármica? Como são os relacionamentos dessas pessoas espiritualmente saudáveis? Como se comportam no processo de comunicação? Afinal, comunicar-se é trocar energias. Alguém sai carregado de emoções positivas, outro recebe uma dose de energia negativa ou, na linguagem da medicina cármica, doa a sua energia. Às vezes ambos saem insatisfeitos um com o outro e convictos de sua razão. Outras vezes (e com frequência), a comunicação entre duas pessoas traz apenas emoções positivas, e elas desejam se comunicar novamente, pois enriquecem-se espiritualmente uma à outra. Isso significa que tais indivíduos não carregam nenhum rótulo, ou seja, são pessoas normais? Ou um vampiro pode não manifestar suas qualidades em relação a outras pessoas que não sejam suas doadoras? Quão estável é a “aliança” entre vampiro e doadora?

Aqui o senhor mesmo responde à pergunta, pois a resposta é óbvia. O senhor escreve que “o vampiro é obrigado a descarregar suas energias densas e grosseiras no mundo ao redor, naquela pessoa que estiver por perto e for a primeira a aparecer”. Em outros trechos do livro, nota-se uma clara preferência do vampiro por um doador fixo. Além disso, em alguns casos o vampiro descarrega energia, em outros a suga. É o mesmo processo ou são processos diferentes? Sobre isso já escrevi detalhadamente. O vampiro se sente mal porque é oprimido, sufocado, esmagado e torturado por energias pesadas de insatisfação. Pode livrar-se delas com trabalho físico pesado ou irritando alguém e, depois, recarregar-se: comendo abundantemente ou satisfazendo-se em fazer com que outra pessoa também se sinta mal. As doadoras costumam estar bem ligadas aos vampiros: família e trabalho. Não se foge da família, e abandonar o emprego dá pena. Em um trecho, o senhor classifica os vampiros em solares e lunares. Depois, no texto, divide todas as pessoas em solares e lunares. Essa última classificação tem sentido inverso, ou seja: se sou lunar, necessariamente serei um vampiro ou doadora lunar? Todas as pessoas, independentemente do signo do zodíaco em que nasceram, são divididas em solares e lunares (extrovertidos e introvertidos). “O homem lunar será também um vampiro lunar e só onde puder agir impunemente (na família ou no trabalho) manifestar-se-á como solar.” “As pessoas são extremamente egoístas. Elas mesmas atacam a ‘vítima’, provocam brigas e discussões, causando dor espiritual e física.” Pode-se dizer, por esse traço, que qualquer um que provoque uma briga ou discussão é um vampiro? A doadora nunca pode provocar uma briga? Não. Se uma pessoa fez algo errado, estragou tudo, não se pode gritar com ela? Pode! Mas não se deve, para que as pessoas não digam que o senhor é um vampiro. Brigas são do gosto das naturezas solares, egoístas. A doadora não briga, ela se indigna com a grosseria, a estupidez e a falta de educação. Os vampiros diferem pela força de sua influência sobre as doadoras? O que acontece na interação entre dois vampiros? Vence o mais forte? Deus nos livre de estar sempre perto de um vampiro solar. Dois vampiros sempre se unem contra alguém. Eles dividem grupos em lados inimigos. Em uma mesma família, dois vampiros são muito raros, quase não existem, porque eles se destroem mutuamente pela esfera de influência. Dois vampiros em uma família tentam se afastar, se separar e, depois, armar ciladas um para o outro. Uma mesma pessoa pode, dependendo da situação, atuar tanto como vampiro quanto como doadora? Digamos, no trabalho, como chefe, ele suga todas as forças do “coletivo a ele confiado”, mas em casa vive sob o tacão da esposa.Tudo ao contrário. O doador pode se tornar um vampiro, e o vampiro nunca será doador. O vampiro chefe, ao se nutrir da energia do “coletivo a ele dedicado”, não precisa da energia da família. Mas você não sabe o que acontece com ele na família nos fins de semana. E, ao descobrir isso, você não terá mais dúvidas sobre a sua essência oculta. O conceito de exigência (qualidade muito valiosa de qualquer líder) está ligado ao vampirismo, isto é, o chefe exigente suga energia de seus subordinados? A exigência deve ser obrigatória. Mas se for pura exigência e obediência inquestionável, que beira a tolice, esse é o solo mais fértil para o florescimento do vampirismo. Por isso ele prospera entre chefes, militares, policiais, entre aqueles que temem perder seu lugar, cadeira, posição, patente, ração e alimento. Observa‑se que na exigência costuma haver aparência externa, mas falta conteúdo interno. Conheço uma família em que o marido é um grande chefe na produção e uma pessoa muito autoritária em casa, oprimindo seus membros física e moralmente. A esposa, apesar da opressão (à primeira vista), sente‑se ótima e até reconhece sua autoridade. Mais ainda, ela cria essa autoridade, não apenas a aceita. Afinal, ela tem um apartamento maravilhosamente mobiliado, decorado com os melhores modelos europeus, dois carros de passeio. A filha tem um nível de educação superior. E tudo isso é fruto das conquistas do marido empreendedor. A esposa não se sente oprimida ou doente. Em seus trajes ela floresce e perfuma. Ela acredita que assim deve ser o verdadeiro homem, cabeça da família. E a ela foi ordenado por Deus obedecer e atender aos caprichos do marido rabugento. Há vampirismo? Ou é apenas o cumprimento diligente do dever cristão? Muito boa pergunta! Já sabemos que os vampiros estão eternamente insatisfeitos. No caso, vemos plena satisfação das paixões carnais. Isso se aplica especialmente à esposa. O marido empreendedor faz algo, se esforça, vive seu negócio intenso. Mas as esposas desses homens vivem uma vida totalmente diferente. Raramente falam do dever cristão e da moral. Não têm amigos nem amigas, pois despertam inveja externa. Mas se você soubesse o que acontece com seu mundo interno… Conheci muitas dessas mulheres, que acabam adoecendo com doenças incuráveis, ou têm filhos doentes. Privando essa mulher de tudo o que tem, você cria um vampiro poderoso. Em suma, todas as minhas questões giram em torno de uma: deve‑se levar seu livro ao coração e investigar quem sou eu, quem é minha esposa, sogra, genro, colega de trabalho? Se levar ao coração, ele pode adoecer, e a mente negará a existência desse fenômeno. O livro foi escrito para ser percebido pela RAZÃO, o que significa que a pessoa, tendo olhos, aprende a não apenas olhar, mas a ver; tendo ouvidos, a não apenas ouvir, mas a escutar. Ao mesmo tempo, sua mente deve permanecer boa, e o coração inteligente. Tudo isso se chama compreensão, que não escava, mas ao mesmo tempo vê, ouve, sente e sabe. Pode‑se ler e discutir seu livro em voz alta a dois: vampiro e doador? Ou, mais simples, dois casais que viveram longos anos juntos e acumularam tanto que agora precisam reinterpretar para se purificar e ajudar o próximo e a si mesmos? Pois só me sentirei bem quando o próximo estiver bem. Como conciliar a tese cristã “Conhece a ti mesmo” aqui? Afinal, conhecer a si mesmo só é possível através da relação com o próximo. Pode‑se discutir. Mas sobre o que cada um construirá seus argumentos? Um a partir da posição de poder, outro – se defendendo? Observou‑se que o vampiro solar imediatamente toma a iniciativa e começa a pressionar o doador à sua maneira favorita. As observações que constantemente fazemos um ao outro – “não cuspa no poço…”, “não ande na terra de ninguém – vai sujar as botas” – são mais recebidas como facas do que como bons conselhos. Tudo que está cheio de bondade e amor não precisa de reinterpretação, pois é exemplo da lei divina do ser. Ao entender isso, você saberá por onde começar. O vampirismo é um fenômeno que progride com a idade? Essa pergunta surge porque, nos contos, todos os feiticeiros, xamãs, Koschei e Baba Iá são idosos. Não seria por isso que muitas crianças desenvolvem uma atitude negativa em relação aos idosos? Por sinal, nas minhas observações alguns pais tentam manter seus filhos longe dos idosos. Se no mundo espiritual da pessoa que é vampiro nada muda, a doença progride, e na próxima vida ela nascerá com um defeito inato incurável. Se os idosos mantêm constantemente os netos em tensão, puxando‑os, é melhor não deixar as crianças se aproximarem deles. Mas então os constantes choques mentais e ataques recairão sobre os pais. Pode um vampiro tornar‑se líder informal em um coletivo? Digamos, no mundo do crime? Qualquer líder vampiro não pode ser líder, mas sim tirano – ditador. Quem não se submete à sua vontade, não encontrando salvação, morre. Pode o vampiro, com suas ações negativas, realizar feitos que no futuro lhe sejam creditados “para a glória da Pátria”, isto é, que floresçam como resultados positivos socialmente significativos, “não importando o dano à saúde das pessoas ao seu redor”? Responderei a isso no livro que não pertence à medicina karmica. O vampirismo não seria a manifestação de qualidades não desenvolvidas de hipnotizadores? Por que os ciganos podem facilmente embriagar uma pessoa, sugar dela não só o material, mas também o espiritual? Por que quem recorre a videntes sente frequentemente dores de cabeça? Há alguma ligação com o vampirismo? Parece‑me que você sente vontade de encaixar todos os fenômenos inexplicáveis no nascimento do vampirismo. O vampirismo é um conceito interétnico ou é herança do nosso modo de vida socialista e sem espiritualidade? Essa é uma doença da humanidade; acredito que antes tinha a forma da malária, mas quando a gente inventou vacinas e se livrou da malária, a doença assumiu nova forma e patologia. Na medicina karmica recebeu o nome “vampirismo energético”. Faço a última pergunta. Se a pessoa, mesmo em pensamento, não deve pensar em vampiros como algo ruim, então sua recomendação sobre vampiros que já não estão vivos ainda é justa? É ético, sob a perspectiva da medicina karmica, falar do vampiro falecido tudo o que ele ganhou na vida? Com profunda consideração. Candidato em Ciências Técnicas, Professor P. Rudenko. Ucrânia, Chernígov. Lembre‑se daquele pesadelo em que você vivia ao lado de um vampiro. Quer lembrar disso? Não! Então esqueça e perdoe. Não puxe sua alma, não convoque para si o que já não existe. Com sua vida, o vampiro lhe ensinou a ser diferente, a conter‑se, a não ver e não ouvir o que lhe é desagradável. Sim, ele foi uma pessoa má, mas você deve ser grato a ele: “não houve felicidade, mas a infelicidade ajudou”. Se você não mudou, novos doentes – vampiros energéticos – aparecerão constantemente ao seu redor. Conclusão. Trabalhando no tema do vampirismo energético, conheci as obras do professor italiano Antonio Meneghetti. Esse grande psicólogo contemporâneo, doutor em filosofia, sociologia e teologia, criador de uma nova corrente na psicologia “Ontopsicologia”, que significa psicologia do ser no homem, aborda a questão do vampirismo energético como psicologia negativa. Seguem pequenos trechos de seu livro “Introdução à Ontopsicologia”, que passaram despercebidos. Ele escreve: “…Portanto, a psicologia negativa nasce na personalidade que, ao tentar ajudar os outros, sofre frustração. De acordo com a lei biológica fundamental, primeiro é necessário cuidar de si mesmo, e só então dos outros. A lei da natureza diz: ‘Primeiro, devo viver; segundo, posso dar aos outros.’ Se eu sinto uma forte necessidade inconsciente de energia emocional e, ao mesmo tempo, tento ajudar os outros, na verdade me torno um vampiro. Esse vampirismo psíquico se manifesta sob a aparência de compaixão, amor, cuidado, abnegação, ou seja, em qualquer forma de pseudo‑cuidado materno…”

Pode-se ouvir uma frase que exterioriza o maior amor: «Além do meu filho, não preciso de mais nada. Nele está a minha vida». Assim, na maioria das vezes, o vampirismo se veste de santidade… Aquele que é mais forte ajuda aquele que está em dificuldade, e isso é maravilhoso, pois quem ajuda cresce espiritualmente. O problema está em outra coisa: quando uma pessoa que ainda não alcançou a autorrealização e o nível necessário de saúde espiritual tenta ajudar outra pessoa, ela a limita, a sufoca e a esvazia, em vez de lhe dar forças…

Para cessar o aparecimento do vampirismo psíquico, geralmente basta escolher uma das duas abordagens. A primeira é despertar a consciência da vítima de um relacionamento vampírico, torná-la independente…

As dificuldades estão no fato de que a vítima sempre está aberta. Muito frequentemente, ela ama e protege a pessoa negativa que suga sua energia. E só é possível sugar a energia se a vítima se abrir por dentro. Qualquer um de nós pode estar em proximidade física de uma pessoa negativa sem medo, desde que não se abra e não lhe dê confiança.

A segunda abordagem é fazer com que a pessoa negativa assuma a responsabilidade. Pode-se explicar a ela, de forma calma e clara, que, sem querer fazer o mal, ela está retirando energia de outra pessoa, e que deveria tomar consciência disso…

Um estudante me contou o seguinte: «Antes, eu estudava bem e passava em todas as provas. Mas depois comecei a estudar com um amigo que estava atrasado nos estudos. Agora ele passa em todas as provas muito bem, mas os meus resultados pioraram muito».

Lembro-me de uma mulher que muitos consideravam santa porque sempre aparecia onde havia alguma desgraça ou o início de uma epidemia. Perguntei-lhe: «Você já foi a um casamento ou alguma outra comemoração onde as pessoas riem e se divertem?» Ela respondeu: «Nunca». Sempre é bom trazer alegria aos outros. Mas essa mulher se alimenta da dor alheia; ela precisa de desgraças para se sentir grande. Para muitos, isso é santidade, mas para mim é vampirismo psíquico: se não houver infelizes ao redor dela, ela morre.

Portanto, fiquem atentos quando alguém está cheio do desejo de fazer o bem… Se amam porque precisam de amor, o mecanismo de compensação energética entra em ação.

Assim termina a pesquisa empírica sobre essa velha-nova doença. Empírico significa baseado na experiência das sensações humanas e observações, reconhecido pelos antigos como a única fonte, e a única fonte de conhecimento, inclusive científico. Ao analisar o problema na forma de reflexão, busco determinar o princípio de abordagem ao tema em todas as esferas e níveis de nossa vida, todos os tipos de relacionamentos: sociais, políticos, econômicos, cotidianos etc.

Com este livro, tentei deduzir a «fórmula» do vampirismo. Cabe a vocês julgar se consegui. Há muitas medicinas diferentes. Todas elas se dedicam ao tratamento do corpo, à restauração de sua vitalidade e capacidade de trabalho. A humanidade esqueceu que todo ser vivo possui uma Alma. O homem, além da alma, é dotado também de Espírito. A medicina cármica revela o mundo da alma humana. Ela afirma que as causas biológicas das doenças são secundárias. Um exemplo claro disso é o livro que vocês acabaram de ler. Percorremos os labirintos da alma humana, vimos seu estado, descrevemos os mecanismos de perda e aquisição de saúde. E, em tudo isso, a alma humana, com seu administrador — o espírito — esteve envolvida. São eles — a alma e o espírito — que se lançam e sofrem, satisfeitos ou destroçados, cheios ou vazios. Sendo substâncias energéticas, a alma e o espírito ativam os processos biológicos no organismo humano. A força reside no espírito — o núcleo, enquanto a alma são seus elétrons, que interagem com os elétrons das almas de outras pessoas. Torna-se possível encontrar e compreender fisicamente esse mecanismo. Os cientistas trabalham nessas questões, mas hoje mesmo a astrologia possui a chave para desvendar o mistério energético da alma. Chamei essa chave de Fórmula da Alma. Leiam sobre isso no livro «Alma e Carma». Enquanto isso, posso deduzir a «Fórmula da Alma» de qualquer pessoa, revelar sua essência, indicar seus pontos vulneráveis, delinear seus interesses e paixões, prevenir sobre possíveis doenças e os gatilhos para interrompê-las.

O mundo da alma humana deixou de ser um mistério, um enigma. É necessário que psicólogos, pedagogos, médicos e curandeiros — todos aqueles de quem depende nossa vida — dominem esse método. A «Fórmula da Alma» se encaixa perfeitamente na tabela periódica dos elementos químicos de D. I. Mendeleev, e, portanto, não está longe a descoberta dos mecanismos biológicos (moleculares) por meio da chave astrológica do código da alma humana. Além disso, a «Fórmula da Alma» se assemelha a uma cadeia genética, e atualmente trabalho com geneticistas para desvendá-la.

Se essa questão lhe interessa e você está disposto a colaborar, escreva-me e nos encontraremos para conversar sobre o assunto.

A série de livros «Medicina Cármica» revela as causas das doenças e AFIRMA que apenas a alma e o espírito humanos são os geradores de suas desgraças. Mas são também A ALMA E O ESPÍRITO que podem tornar o corpo humano puro, radiante e incorruptível. Enquanto a alma humana apodrece e o espírito de contradições habita o homem, ele pode esperar boa saúde e vida feliz. A doença é a sentença para os sentimentos, pensamentos e ações humanas. Para livrar-se dessa maldição, é necessário uma transformação espiritual: quando nos olhos há a luz da alegria, no coração o fogo do amor e na mente o brilho da razão. Às vezes, uma vida inteira não é suficiente para adquirir essas qualidades, e então é preciso voltar repetidamente à vida terrena.

Voltando aos vampiros energéticos, lembremo-nos de que não é por acaso que eles aparecem em nosso caminho. Eles nos são dados para a renovação espiritual. Devemos ser gratos a eles por nos ensinarem paciência, perdão e tranquilidade. Devemos ter pena deles e lamentar que, ao longo da vida — muitas vezes grande parte dela —, essas pessoas não aprenderam a amar e a se alegrar. Que lhes seja sinceramente lamentado, e então vocês poderão perdoá-los. E ainda: vão a um templo e acendam uma vela POR SUA SAÚDE, peçam que Deus lhes dê saúde, aquela que eles lhes tiram. Que tudo lhes corra bem. E então sua alma ganhará asas. Deem asas à sua alma! Dêem asas à alma!

Explore astrology further

Calculadoras grátis, mapa natal, Tarot online e outras ferramentas de autoconhecimento.

Compartilhar:

Leave a Reply

Your email address will not be published. Required fields are marked *

Updating
  • Sem produto(s) no carrinho.