CARMIC MEDICINE OLEKSANDR ASTROHOR BOOK OF FEELINGS ou intuição, nutrição, imunidade, sistema nervoso vegetativo, águas puras Moscou 2003
CDU 28. 077 A 91 Oleksandr Astrohor LIVRO DE SENSAÇÕES Série «Medicina Carmica» M.: Editora «Águas Puras», 2003. – 256 p. ISBN 5-98212-011-1 “Livro de Sensações” é um dos livros da série “Medicina Carmica” de Oleksandr Astrohor. Este livro já teve inúmeras edições e, com razão, continua a ser muito bem-sucedido entre os leitores. “Livro de Sensações” é um manual sobre como nossas sensações funcionam. Que fundo energético elas criam dentro do organismo e além dele. Como remover, alterar ou intensificar as sensações para livrar o corpo do desconforto interno causado por doenças. Como fortalecer o sistema imunológico e equilibrar o sistema vegetativo, para que as sensações físicas se transformem em espirituais. O livro é destinado a um amplo público leitor. ISBN 5-98212-011-1 © A. Astrohor, 2003 © «Águas Puras», 2003 SUMÁRIO Prefácio 2 Parte I. INTUIÇÃO 3 NAS RUÍNAS DO TEMPLO 3 INTUIÇÃO – A RAINHA DAS SENSAÇÕES 4 INTUIÇÃO INFANTIL 10 CATÁSTROFES E INTUIÇÃO 11 TÉCNICA – BARREIRA PARA A INTUIÇÃO 14 RETRO, OU ASTROLOGIA DAS SENSAÇÕES 16 JULGAMENTO DAS SENSAÇÕES 19 PATOLOGIA DAS SENSAÇÕES 21 Predestinação e realização 23 VISÃO DE LONGE E DE PERTO 27 INTUIÇÃO E REENCARNAÇÕES 30 CONCLUSÕES SIMPLES 31 Parte I. ALIMENTAÇÃO 32 CARMA E ALIMENTAÇÃO 32 REATIVOS ESPIRITUAIS 34 ALQUIMIA DA ALIMENTAÇÃO 35 ALIMENTAÇÃO INFANTIL • 36 DEVE-SE TOMAR CAFÉ DA MANHÃ SOZINHO?… …..38 ANIMAL OU VEGETAL? 39 DE ONDE VEM O EXCESSO DE PESO? 42 Parte III. IMUNIDADE 45 INTUIÇÃO E IMUNIDADE 45 SOBRE VACINAS E VACINAÇÕES 46 ALERGIA – DESAFIO À VACINA 50 QUAL É O LIMITE DE TOLERÂNCIA? 51 SENSAÇÕES MALIGNAS 53 ONDE BUSCAR A IMUNIDADE? 54 EPIDEMIAS ESPIRITUAIS 55 Parte IV. Sistema Nervoso Vegetativo 57 NERVOS – CORDAS DAS SENSAÇÕES 57 ENERGÉTICA DO ESPÍRITO 62 Conclusão 68 Posfácio 69
PREFÁCIO O desejo de abrir os olhos das pessoas é o mais elevado de todos. No entanto, entre a grande quantidade de pessoas que escrevem livros, poucos se preocupam com isso. Observe atentamente as prateleiras de livros e você verá como, na essência, nossa escolha é pequena. Grande parte dos livros simplesmente é inadequada para leitura. E, se você é uma pessoa séria, certamente concordará que é assim. Recentemente, nós nos tornamos leitores do livro de Astrohor “Medicina Carmica. Vampiros Energéticos”. E eis sua continuação – “Livro de Sensações”, um livro irmão. O que ele é? Tanto o autor quanto todos nós estamos muito preocupados com a diversidade de doenças que nos destroem e atormentam. Mas, na verdade, todas nossas doenças têm uma única raiz. Trata-se de um pensamento pesado que, um dia, surgiu e se tornou inconsciente. Esse pensamento se agarra ao corpo mental, penetra no astral, se espalha pelas sensações e ações e, depois, se manifesta no corpo físico como doença. É só isso. O livro de Astrohor, especialmente em seu subtexto, trata de como evitar, bloquear o processo doloroso, não permitir que ele desça ao corpo físico. Por isso, eu daria a este livro o subtítulo – “Autoprevenção”. Pois ele cuidadosamente nos sugere: “Cuidem de seus pensamentos e sensações, senhores, e vocês serão saudáveis!
VLADIMIROVA L. V. Candidata em Ciências Filosóficas, Chefe do Departamento de Metafísica da Universidade Humanitária Externa de Moscou
Parte I. INTUIÇÃO
NAS RUÍNAS DO TEMPLO Deus criou o homem à Sua imagem e semelhança e disse que “vosso corpo é um templo para a Alma, para o Espírito Santo que procede de Deus Pai”. Esse templo criado por Deus para a morada da alma humana era, inicialmente, perfeito e harmonioso. Nele não há nada que possa ser retirado, substituído ou adicionado. Por isso, todos os órgãos transplantados são rejeitados pelo organismo. Para gerir o funcionamento do templo interior e exterior, Deus designou uma “equipe” de órgãos dos sentidos, fornecendo-lhes leis secretas e dotando-os de autoridade executiva. A autoridade legislativa para gerir o templo, Ele reservou para Si mesmo, mas não a escondeu do homem; ao contrário, a depositou nas Escrituras de todas as religiões. Essa Autoridade Suprema sinaliza, por meio de doenças, às sensações que sua paciência se esgotou, que se dá atenção demais à aparência externa, que se vive com excesso, que assim não se pode mais viver. Descanse, reflita! Pense no que deve haver de belo não apenas no rosto, na roupa e nos pensamentos, mas também nas sensações. Ao longo de todo o seu desenvolvimento, a humanidade vem traçando o projeto de seu templo-corpo. Buscou forças manifestas que governam os processos internos, desvendou as comunicações, tentou explicar o princípio de autossalvaguarda de sua existência, compreender o funcionamento de suas estruturas de purificação. Procurou métodos e técnicas para mantê-lo em um nível material, a fim de sustentar um estado minimamente tolerável de sua existência física. A ciência nos armou com conhecimentos, mas as doenças não desapareceram, pois o conhecimento não tocava as sensações e, além disso, era privilégio de um círculo restrito de especialistas. E o corpo assimilava apenas em um nível; até receber punição, não entendia; até o trovão não ressoar, o camponês não se benze. Nossos templos se desgastam pela influência da natureza, do clima, os salões interiores envelhecem pela negligência e pobreza, sofrem com sobrecarga excessiva, parecem negligenciados e em ruínas. Nós carregamos para dentro de nosso templo tudo o que nos apraz, entulhando e entupindo-o, e a causa e a desgraça disso são nossas sensações. Essa equipe de sensações, que se transformou em bêbados, glutões, uma gangue de ladrões e invejosos, uma matilha de vampiros que, por meio das sensações, nos transformam em escravos do poder impuro. Nós nos voltamos a Deus para que Ele perdoe Seu servo. Mas não somos escravos de Deus, somos Seus filhos! Somos escravos de nossas sensações, e nisso está o nosso Carma. Eis aqui o diabolismo e a satanidade que dominam e subjugam a alma por meio das sensações da carne. A equipe não consegue mais dar conta da manutenção do templo, se perdeu nas sensações. E então, nas paredes desse templo, tanto por dentro quanto por fora, surgem defeitos. Sujeira, mofo, fuligem, ferrugem, rachaduras e correntes de ar rompem os canos, o telhado “desliza” ou surgem problemas sexuais. Senhor, como tudo isso nos é familiar por nossas doenças. Assim como a ferrugem trava as rodas, a luxúria sensorial põe em movimento a engrenagem das doenças e do montante de problemas. Mas as sensações são satisfeitas e tudo coça em todos os lugares! Toda a medicina, em essência, se ocupa da reforma desse templo e trabalha em suas ruínas, explicando e eliminando as causas biológicas, atuando sobre a autoridade executiva, sem compreender as Leis Divinas Secretas da Alma. Que força é capaz de deter essa derrocada, e existe alguma? A filosofia esotérica e a medicina cármica afirmam que sim! E essa força se chama, com uma palavra simples, bela e boa: “INTUIÇÃO”. Sua pureza energética ainda não foi medida por ninguém, mas, com sua presença inabalável, ela já demonstrou sua força e capacidade. É ela que é capaz de subjugar todos os órgãos dos sentidos, do exterior ao interior e vice-versa. A habilidade de administrar suas próprias sensações é, na verdade, o que se chama Intuição. Nela estão contidos tanto os mecanismos desencadeadores de doenças quanto os de um organismo saudável e uma vida feliz. Por isso, devemos dedicar grande atenção ao estudo da intuição, compreender seu sentido esotérico, que funciona no plano físico da existência, para que, depois, físicos e biólogos entendam e expliquem seu funcionamento no nível físico- biológico. E então, o que é de Deus será de Deus, e o templo brilhará com pureza exterior e desfrutará da tranquilidade interior. E esportes, endurecimento etc. o tornarão imune ao tempo. Métodos intensivos de terapia, cirurgia, ginástica iogue ou influência extrassensorial – isso já é uma reforma capital eterna. Sobre como tornar o “Templo da Alma” puro, radiante, de onde vêm as doenças e como evitá-las é o que ensina e relata a Medicina Cármica.
INTUIÇÃO – A RAINHA DOS SENTIMENTOS
Tenho certeza de que a qualidade mais importante que deve existir em cada pessoa é o sentimento de intuição. Somente com a sua ajuda é possível compreender a si mesmo e o mundo ao redor, e, consequentemente, harmoniosamente se relacionar nas circunstâncias que nos são apresentadas. Eis como esse termo é interpretado. No dicionário de 1939, é indicado que “a intuição é reacionária à filosofia moderna, pois nega o conhecimento científico do mundo”. Gostaria de contestar imediatamente essa concepção, pois nenhuma descoberta científica pode ser feita por uma pessoa que não possui o dom da intuição. O mesmo dicionário, mas da edição de 1988, diz: “Intuição (lat.) – olhar atentamente, atentamente; sensação, perspicácia, compreensão direta da verdade sem fundamentação lógica, baseada na experiência anterior”. É bom que a palavra “reacionária” tenha saído da definição. No dicionário de S. I. Ozhegov e N. Yu. Shvedova, está escrito: “Intuição – sensação, compreensão sutil, penetração na essência de algo. (Intuição rica. Pessoa de grande intuição.) Compreensão direta da verdade, sem necessidade de provas.” O filósofo russo N. O. Lossky escreve em sua teoria, que ele chama de intuicionismo: “Chamo de intuição o ato de contemplação direta dos objetos em sua forma primordial.” No ensinamento esotérico “Os Grandes Arcanos do Tarô”, editado por V. Shmakov, diz-se: “A intuição é a primeira entre iguais entre os meios de percepção e conhecimento. A intuição preenche a falta de experiência. O caminho intuitivo de conhecimento é possível porque o homem possui o conhecimento espiritual de seu coração, ou seja, em sua própria natureza está enraizado o conhecimento abrangente. Ela sempre é subjetiva.” Será que toda pessoa possui esse dom? Sim! O dom da intuição é dado a todos, mas nem todos conseguem alcançá-lo. A intuição é como um sino da alma. Em algumas pessoas, ele soa como um alarme, enquanto em outras permanece em silêncio, como se sua língua tivesse sido arrancada. Já sabemos que é a alma humana que é capaz de preservar suas melhores qualidades. De que experiência os dicionários falam? Da experiência de vida? Sem dúvida. Mas de onde vem essa experiência nas crianças, que se manifesta muito cedo em suas ações e palavras, em habilidades e talentos? A referência aos pais (genes) não é suficiente, por isso vemos inúmeros exemplos. A filosofia esotérica nos diz que a alma reuniu esse conhecimento em vidas passadas. O que a alma guardou, com isso ela retorna – com a experiência acumulada de vidas anteriores. Mas para recordá-la, é preciso ouvir a própria voz interior. E se, em uma vida passada, a alma permaneceu vazia, se viveu apenas em prazeres terrenos, isso se revela imediatamente na criança, que come muito de tudo, sem discernimento. Falaremos mais sobre isso adiante.
O conhecimento intuitivo, ou espiritual, encontra-se acima do inconsciente e no plano subconsciente. Ele está como que ao alcance de nossas mãos, basta pegar e usar. São conhecimentos acumulados desta e de vidas passadas. Se esses conhecimentos e experiências foram positivos, então confiamos plenamente no que a intuição nos sugere, obtendo essa informação do subconsciente. Se, porém, a experiência passada foi negativa – e isso também permanece no canal da intuição –, então o corpo será percorrido por um desagradável tremor frio. E cada pessoa tem sua própria experiência acumulada. Quem pratica o bem ou o mal, cada um está convicto de sua razão, trata-se de sua experiência pessoal, ele não conhece outra. Mas de onde vem essa certeza e convicção? É um rompante da memória espiritual, uma carga de informações sofrida outrora.
A intuição é parte do eterno e imortal, que se preserva de uma encarnação para outra. Ela confere à pessoa sua singularidade, colore suas características espirituais puramente individuais. Pois trata-se de experiência, e cada um possui sua própria e única experiência de vida e espiritual. Por isso somos todos diferentes, por isso sempre há tantos conselheiros ao redor, cada um vê apenas o seu próprio sino.”
A frase acima, de que “a intuição preenche a falta de experiência”, pode ser esquecida. Pois a intuição é a memória da experiência passada. Sem essa experiência, a pessoa cairá em situações de sofrimento na vida até perceber que precisa, antes de tudo, mudar algo em si mesma. A falta de experiência é preenchida com conhecimentos, e se a pessoa não compreende nada, dizemos que os tolos aprendem com seus erros. Mas aquele que já teve experiência semelhante, mesmo em vidas passadas, percebe e sente imediatamente qualquer situação, sabendo como tudo terminará.
Muitas vezes temos de convencer as pessoas a não fazerem algo, a não falarem de determinada forma, explicamos por que não devem agir assim e aonde isso levará. A pessoa concorda com nossos argumentos, mas ainda assim age à sua maneira. Ela precisa da experiência pessoal. Por isso, muitas vezes, ao ver e ouvir como uma pessoa fala ou age mal, calo-me e não intervenho, pois compreendo que ela não sabe o que está fazendo, que precisa da experiência, consolidada através do sofrimento. Para ela, deve funcionar a lei do Carma – a retribuição pela tolice, pela incapacidade de ver, ouvir, sentir e compreender o que está fazendo. E depois disso deve vir o arrependimento. O arrependimento, existente em todas as religiões, ajuda a pessoa a incorporar em si um eterno estrato espiritual – a Força da Temperança, a força da luta interna contra as tentações externas, contra a queda no pecado. Assim, o arrependimento não é apenas um meio de purificação espiritual, mas também uma arma programada para o futuro, que será lida no canal da intuição.
As linhas em nossas mãos mostram nossa capacidade de perceber conhecimentos por meio da compreensão ou do sofrimento, pela habilidade de sentir a situação internamente, intuitivamente ou por meio de tremores corporais. Mas isso será assunto para outra conversa.
O fenômeno da intuição sempre foi um mistério para o homem, considerado incompreensível, secreto, místico. O homem não conseguia abordá-lo por nenhum lado, não havia onde se agarrar, e as reflexões filosóficas sobre o tema só o levavam a um beco sem saída. E então, o que já era incompreensível era escondido atrás de uma terminologia ainda mais sábia. Estou convencido de que, quanto menos uma pessoa compreende a essência das coisas, mais ela entulha sua fala com termos, tornando-a inacessível à compreensão. Por exemplo (não citarei o autor), mas sobre a intuição ele escreveu assim: “Os objetos do mundo exterior, quando direcionados aos atos de consciência e atenção, tornam-se imanentes à minha consciência, mas permanecem transcendentes a mim, ao sujeito da consciência… Para enfatizar que ela é a condição do conhecimento do mundo, chamemo-la de coordenação gnosiológica.” Provavelmente por isso nenhum cientista ou filósofo depois dele conseguiu dar uma explicação clara e precisa do fenômeno da intuição.
Para quem isso foi escrito? Ao estudar essa questão, deparei-me com a opinião de que a intuição são resquícios de possibilidades perdidas do homem do passado. Outros afirmam que é o prenúncio de novas qualidades do homem do futuro. Acredito que ambos estão certos. Pois o conhecimento sobre a vida, o Universo, Deus, o Homem e a Natureza foi inicialmente obtido pelas pessoas de forma empírica, intuitiva. E depois, quando foi necessário um novo nível qualitativo de conhecimento do mundo, desenvolveram-se a lógica e a filosofia, buscando causas no nível físico, material e bioquímico. Ocorreu uma reavaliação qualitativa de valores, quando Platão permaneceu um amigo, mas outra verdade tornou-se mais valiosa. Agora, nos deparamos novamente com duas verdades – a antiga e a moderna, científica, mas elas ainda não conseguem se tornar amigas. O antagonismo governa nossas mentes, torturando a alma.
Considerando a questão filosófica da intuição praticamente significativa para a saúde do homem, analisemo-la à luz do ensinamento da medicina cármica.
Os órgãos dos sentidos são órgãos psicofísicos, por meio dos quais ocorrem reações físicas e bioquímicas do organismo como um todo. Existem cinco órgãos perceptivos e cinco órgãos ativos. Os perceptivos incluem olhos, ouvidos, pele, nariz e língua. Os órgãos ativos são digestivo, motor, vestibular, da fala e reprodutor. Os órgãos perceptivos reagem à forma (visão), som, tato, cheiro e sabor. O controle qualitativo sobre o funcionamento dos órgãos perceptivos é exercido pelo Sexto Sentido, chamado de intuição. Sua força está na mente, na capacidade de avaliar e analisar a informação recebida. Mas trata-se da mente da Alma, a mente do Coração.
Os órgãos ativos, motivadores, manifestam-se em nossos desejos e vontades. Como se sabe, eles não têm limites nem fronteiras. A humanidade ainda não aprendeu a gerenciar os limites racionais de seus desejos. A carne prevalece. O que queremos, é isso que nos puxa de dentro.
E então cada sentimento individual começa a transbordar o volume energético permitido, resultando em doenças. Ao desenvolver a intuição sobre os órgãos de percepção, dizemos que “eu sinto isso ou aquilo no íntimo”. A intuição é a mais elevada capacidade sensorial, a habilidade de direcionar os sentimentos à própria profundidade da alma, ao coração humano. Os sentimentos são canais psíquicos da alma; eles sondam e coletam informações do mundo ao redor, enquanto a intuição determina sua qualidade. Através dos sentimentos, o campo energético de ação é realizado. São eles que definem os pensamentos, as ações e os desejos da pessoa e subjugam sua vontade.
Se os sentimentos não passam pelo indicador-intuição, a pessoa começa a viver com tensão excessiva. Tensionamos tanto nossos sentimentos para satisfazer desejos que, por isso, sofremos. Onde há fragilidade, a ruptura ocorre. Através de sentimentos grosseiros, a pessoa se limita na obtenção de informações corretas e não consegue se realizar como uma personalidade harmoniosa. Sobre individualidades, nem é preciso falar. Para que isso não aconteça, é necessário filtrar os sentimentos por si mesmo. E então a capacidade de ver e ouvir o mundo se tornará uma qualidade interior da alma.
Quando os sentimentos estão dispersos ou subordinados a uma percepção puramente estreita, tornam-se defeitos vulneráveis e doenças. Quando os sentimentos são tensionados ao extremo, começa o “grito da alma”; se não há esse grito, o corpo começa a gritar com suas doenças. Apenas a intuição é capaz de reunir e subordinar todos os sentimentos a um único propósito correto e necessário: conduzir a pessoa pelo Caminho traçado pelas estrelas. E as leis do movimento nesse caminho podem ser lidas na Bíblia e no Alcorão, nos ensinamentos de Buda e Krishna, no Agni Yoga transmitido por Helena Roerich. Você os encontrará em contos, verá em obras de arte, na sabedoria popular. Neles estão reunidos todo o conhecimento e as leis, os preceitos e “lições para os jovens” rumo a uma vida saudável e feliz.
Com base no conhecimento intuitivo, foram construídas doutrinas filosóficas. Todos nós nos convencemos cada vez mais de que o conhecimento dos antigos, fundamentado em iluminação e pressentimento, avançou muito além do desenvolvimento da visão científica do mundo. E aqueles que hoje compreendem e aceitam isso chegarão a píncaros de conhecimento que farão brilhar os ortodoxos.
Deve-se notar que esses próprios Conhecimentos antigos são ortodoxos, e, segundo a lei da Analogia, o semelhante atrai o semelhante. Por isso, um ponto crucial nas novas pesquisas será ocupado pelo cientista dotado de uma intuição incomum, que penetrou nos mistérios profundos do mundo biológico e físico e absorveu os conhecimentos secretos dos antigos.
A espiral do conhecimento do mundo no nível material se expande ao infinito, mas no plano espiritual se comprime na verdade. E então compreenderemos que a evolução humana, em sua existência espiritual e biológica, se realiza por meio do desenvolvimento da consciência e dos sentimentos, onde a Intuição reina como Rainha.
O homem vive pelo método de “tentativa e erro” e, por meio deles, começa a entender o significado da intuição. Ele passa a estudar os mecanismos de seu funcionamento, e, a partir disso, a vida se enche de confiança e tranquilidade.
Lembre-se de quantas vezes, na vida, você se pegou em situações em que, ao precisar fazer algo importante, ainda nem havia terminado de pensar, e uma voz interior — seja como um pensamento ou um sentimento — já lhe indicava o que fazer. E como agir quando a pessoa enfrenta um problema pela primeira vez? Uns o resolvem com sucesso, enquanto outros esbarram em dificuldades e obstáculos, e as doenças começam a surgir. Tudo acontece para alertar a pessoa sobre o problema que ela tentou resolver, mas o fez de forma errada. Ou, então, o problema nem sequer deveria dizê-la respeito, mas ela insiste em alcançar algo a todo custo. Sofrerá até que outra voz, dentro dela, grite: “Basta! Não aguento mais! Não quero mais!” Assim, as dores se fixam na experiência, no ponto de apoio da alma. Portanto, a intuição é o primeiro pensamento ou sentimento que surge em nós sem uma justificativa lógica, e, se a seguirmos sem hesitação, não teremos problemas na vida, conseguiremos transferir os acentos da consciência para o inconsciente.
A intuição é um passo para dentro, rumo ao âmago de si mesmo. Ela melhora a qualidade dos sentimentos. A pessoa dotada de intuição sabe o que deseja, compreende quais meios são necessários para atingir seu objetivo. Na verdade, a intuição nunca estabelece metas; ela é o meio para alcançá-las.
A intuição é como uma bússola que indica o caminho da vida. Mas muitos não veem sua agulha, pois há neles outra influência energética mais forte — o poder da mente. Nossa razão sempre é racional, busca vantagens, é capaz de sufocar qualquer voz interior, e então dizemos que o coração não sabe o que a mente faz.
A intuição é o sentimento que o ser humano perdeu ao desenvolver a razão e a lógica. Muitas vezes, a pessoa sente intuitivamente como agir em determinada situação, mas a mente argumenta que não é vantajoso, manda sentar e pensar. E nós nos sentamos, refletimos, avaliamos diferentes opções e, em seguida, começamos a colocá-las em prática uma a uma. Só que, em cada alternativa, nos deparamos com fracassos, somos atingidos, algo nos cai em cima, nos agridem, cospem em nosso rosto e em nossa alma, somos obrigados a nos rebaixar. Mas isso ainda não é tudo. É justamente aí que ocorrem os “acidentes infelizes”, as doenças, as pernas quebradas — “não vá para lá”, os braços quebrados — “não se meta no que não lhe cabe”. Mesmo assim, não entendemos. Até que, de repente, tudo dá certo como queríamos. E é nesse momento que nos damos conta de que foi justamente aquele primeiro pensamento o correto. Desde o início, eu sabia ou sentia que era assim que devia agir.
Quantas forças, saúde e energia desperdiçamos, dilapidando-as em preocupações vazias e encurtando nossa vida. Mas, por outro lado, aprendemos a compreender que, antes de qualquer decisão, há uma informação intuitiva primária, cujo valor é difícil de superestimar. A intuição é um canal de comunicação com nosso Anjo-da-guarda. Sua presença, para todos exceto os cientistas, não requer provas. Às vezes dizemos assim: «Não sei o que me impulsionou a isso!» Se, após isso, um evento agradável ocorrer para você e para os que estão ao redor, foi seu Anjo-da-guarda. Mas se o evento for desagradável, então foi o Diabo que o impulsionou. E ninguém duvida dessa força. Todas as desgraças nos acometem quando somos surdos a nós mesmos. «Os sentimentos não enganam — enganam os julgamentos», dizia Goethe. Sob certos sentimentos ou pensamentos, podemos ser «puxados», enquanto outros nos fazem sentir uma onda agradável se espalhar pelo corpo. Nesse sentido, devem ser compreendidas as palavras do professor V. V. Nalimov, de que «o homem, em certo sentido profundo, pensa com todo o corpo»; eu diria que não é em certo sentido, mas que essa é uma das capacidades do homem, manifestada como intuição. No entanto, quanto mais forte ela for, mais doenças se revelarão na superfície do corpo. E quanto menos a pessoa se interessa pelo mundo exterior — expresso em indiferença a tudo e a todos —, mais isso se refletirá nas características físicas da pele. Então dizemos: «É um insensível!» Ouça seus pensamentos e sentimentos; isso ajudará a perceber o mundo de forma pura e direta. Mas, para isso, é preciso aprender a estar internamente tranquilo. Os antigos diziam que somente na água calma as estrelas se refletem. Por isso, a intuição só pode despertar numa pessoa tranquila. A intuição é sua estrela feliz, que ilumina seu caminho com novos conhecimentos espirituais. Conhecimentos baseados em saberes internos são 100% confiáveis. Não são apenas conhecimentos, mas DOMÍNIO, domínio de um sentimento que tudo sabe de antemão: pressentimentos, premonições, com os quais se adquire força e confiança.
Quando conhecemos alguém, sempre surge em nós uma primeira impressão de simpatia ou antipatia. Mas o homem é assim constituído: sempre tenta parecer um pouco melhor do que realmente é. Contudo, a voz interior nos alerta que algo perigoso e inquietante emana dessa pessoa, e você o sente. Mas não, seguimos contra nossos sentimentos, dizendo que «isso passa — aquilo melhora». Ou precisamos de algo dessa pessoa e caímos em sua armadilha, depois nos arrependendo de não ter ouvido a nós mesmos. Eis a punição recebida. O sentimento de antipatia, que sentimos intuitivamente ao contato com alguém ou algo, é como um antígeno para o organismo. Ao retermos em nós a aversão e a antipatia, nos contaminamos com moléculas biologicamente estranhas. Não devemos nos envolver em relações de amizade ou negócios quando a intuição assim nos indica. Basta manter um contato superficial, sem levar a questão a um nível espiritual, que às vezes leva a complicações físicas.
O grande Pitágoras dizia que «nós mesmos possuímos o meio de desvendar a mentira e provar a verdade». Indico-lhes o livro de A. V. Martinov, «Caminho da Confissão», no qual encontrarão inúmeras fundamentações filosóficas e científicas do fenômeno da intuição. Ele escreve: «No organismo humano pode-se distinguir um centro que atua como receptor holográfico ressonante de informações de alta ordem. Esse centro é o coração humano. Será que pela razão sentimos o estado deste mundo, as obras de arte, a aflição dos entes queridos? Claro que não, é pelo coração. E só depois nossa razão tenta entender por que sentimos tal ansiedade no peito.»
Li em algum lugar que o conhecimento não assimilado pelo coração multiplica a aflição. Ao conversar com qualquer pessoa, sempre uso o canal intuitivo. Escuto atentamente o interlocutor, mas meu ouvido cumpre apenas a função de receber informações; toda a atenção está voltada para o coração. E ele já me provou sua razão mil vezes. O homem é um sistema único e indivisível, e nele deve funcionar um conjunto de órgãos perceptivos que fortalece o espírito. É um estado da alma em que um sentimento reforça o outro, e então ressoa uma sinfonia de sentimentos, regida pelo maestro que é a intuição.
A intuição não é uma energia de ação, mas um ponto de apoio. É um gerador interno de conhecimentos e concepções. Quando a intuição silencia, a alma sente tristeza e insatisfação. Surge a necessidade de preencher o vazio de sentimentos. É bom se isso ocorrer em alguma atividade criativa, mas, com mais frequência, preenchemo-nos com prazeres corporais: comemos, bebemos, sexo, palavrões etc. Isso nem sequer pode ser chamado de intuição do consumo; aqui, o corpo é preenchido, mas a alma permanece enganada. Tudo isso indica o «princípio animal» na psique humana, ao qual se dá o nome de instinto.
Deus, ao dotar o homem de sentimentos, lhe destinou uma vida inteira para que pudesse desdobrá-los em nova qualidade, aprendendo a operar no tom sutil da intuição. O homem assimila rapidamente, na infância, o sentimento de equilíbrio físico do corpo; depois, por toda a vida, aprende o equilíbrio da alma, que o levará ao amadurecimento espiritual. A força espiritual contida na intuição eleva o homem acima de todas as imperfeições de seu plano físico. A intuição é um processo de autorregulação espiritual. Ao ativá-la, ativamos mecanismos naturais, inerentes à própria natureza, no nível do sistema imunológico. Ao ativar a intuição, ativamos o programa «Saúde», o programa de luta pela própria sobrevivência.
Os órgãos dos sentidos escondem em si capacidades ilimitadas, e abri-las é possível pela intuição. Basta se render ao sentimento interior, e ele o conduzirá ao mundo abençoado. Peço-lhes que não confundam isso com um pedaço de linguiça, que também pode proporcionar uma satisfação abençoada, mas então nos tornaremos escravos do mundo material. Se você perceber, por acaso, alguma capacidade em si, concentre os sentimentos, esqueça tudo e a intuição mesma indicará sua possibilidade e força. A intuição é um psicotreinamento. Mas é pouco abrir essa capacidade. Para desenvolvê-la, é necessária a imaginação criativa — e isso também é intuição.
Sería um grande erro acreditar que a experiência intuitiva é construída apenas por meio do sofrimento e do conhecimento. Essa experiência, em suas qualidades mais puras e elevadas, a alma é capaz de colher por meio da criatividade e do entusiasmo. Nesse estado, a alma se maravilha com o feito. A criatividade ajuda a evitar a agitação, e a intuição aguçará os sentimentos e ampliará o círculo de nossas concepções. Não por acaso, todas as pessoas criativas são eruditas. Mas, ao mesmo tempo, estabeleça paz e tranquilidade em sua alma, e então o corpo deixará de doer, e você poderá dizer com segurança de si mesmo que é uma pessoa feliz.
A criatividade sempre é intuitiva. Ela antecipa o tempo, e as pessoas que não sabem avaliar o passado e olhar para o futuro, vivendo apenas o presente, difamam o criador. Um exemplo brilhante disso são os milhares de talentos negligenciados pelos contemporâneos, esmagados pela crítica, pois atrapalham a existência da mediocridade das mentes ponderadas. A intuição do talento, ao antecipar o tempo, indica a direção no desenvolvimento intelectual, físico e, principalmente, espiritual da sociedade. Ela preenche a vida com uma nova qualidade.
Lembrem-se: «E os bons sentimentos eu despertava com a lira». A intuição deve nos ditar as normas de vida. Somos ensinados a tudo, somos transformados em escravos obedientes, robôs manipuláveis, apêndices de máquinas, e então, por muito tempo, se não para sempre, a voz da intuição se cala. Mas essa voz nos diz: «Estou cansado deste trabalho! Estou cansado desta vida! Não posso ver esta pessoa! Não posso mais ouvir, saber» — e assim por diante. Mas nós nos agarramos ao trabalho odioso, constantemente brigamos com pessoas que nos são odiosas e ouvimos aquilo que faz o coração se apertar em tristeza e melancolia. Seria melhor largar tudo, ir embora, afastar o que nos é repugnante, mas nós rangemos os dentes e nos seguramos, sem pensar em nossa alma, que sofre, definha e se afunda no pântano da mediocridade.
A intuição é um remédio. Receba o fluxo de sentimentos e pensamentos que se aproxima, e eles o afastarão da agitação e do sofrimento. Os antigos diziam: não retenha o que se afasta de você, e não afaste o que chega. Reflita sobre essas verdades simples, ouça a voz do coração, aprenda com as leis eternas da vida, e você mudará muito em sua existência para melhor. Não tema dar um passo atrás do que o oprime; feito isso, não olhe para trás.Então sua mente, ao se sintonizar com a energia das intuições internas, avaliará corretamente qualquer situação. Você encontrará confirmação ou refutação para tudo o que ouve e vê.
Compreender a intuição com a mente é a sua morte. Apoie-se naqueles que o amam, que o apoiam e que o compreendem. Ao nosso redor, sempre existem pessoas que nos atraem, com quem queremos conversar, estar ao lado, e isso faz com que a alma fique leve e tranquila.




