Modalidade caç(caç). A modalidade qualitativo-sintética é característica do destaque dado à qualidade, que se relaciona a determinado objeto integral — na fala, geralmente, ela aparece com seu nome: – Não é a sua blusa, é a do Vasya! caç(caç) – Bela senhorita — mas pela fala, tipicamente de São Petersburgo. caç(caç) Outra forma de surgimento dessa modalidade é a qualidade expressa por metáfora (que, no entanto, não deve “ofuscar” com seu brilho o sentido principal da fala, caso contrário resultará na modalidade caç(caç)-sintética): – Você é ingênua como uma cabra montesa. caç(caç) – Você me é muito necessária como um oásis para um viajante perdido no deserto. caç(caç) A submodalidade sintética surge em transmissões qualitativas significativas, muito breves ou aforísticas na forma, típicas da linguagem oral: – Que fruta você quer? – Madura! caç(caç) Se, em uma frase curta (aforística), fizer-se forte ênfase em uma de suas palavras, que seja uma qualidade ou ação significativa, também frequentemente surge a transmissão qualitativo-sintética: – O lobo poupou a égua — e a devorou por completo. caç(caç) – E você a liberte! caç(caç) – Quero uma filha jovem, alegre! caç(caç)
Expressões idiomáticas e provérbios na modalidade caç(caç):
Os mais velhos na Horda são honrados.
Espere, Tadeu, até a estrela brilhar e dê um tapa.
Conhecer a Fekla pela cara molhada.
Exercício. Crie situações em que surja a modalidade caç(caç).
Exercício. Modifique as seguintes transmissões e mais cinco de sua escolha para que obtenham a modalidade caç(caç).
1. – Vá!
2. – Dentro do meu entendimento, a política atual dos países da União Europeia é muito, muito míope.
3. – E se a Terra for plana, então Deus não existe?!
4. – Se você, irmão, não me entende, é melhor que nos separemos pacificamente.
5. – Onde está você, minha juventude, meus cachos e minhas faces rosadas?
Exercício. Responda aos seguintes apelos e a mais cinco perguntas de sua escolha na modalidade caç(caç).
1. – Acomode-se, Afanasi Ignátievitch, onde quiser. Aqui está o sofá, aqui está a poltrona macia.
2. – Ai, não precisa!
3. – É difícil, claro, prever o futuro — isso custa caro, dado o nosso tempo!
4. – Não me faça rir mais — senão rugas vão se formar no rosto!
5. – Até os homens começarem a pintar os lábios, não entenderão o que é beleza!
Exercício. Nas seguintes situações e em mais cinco de sua escolha, crie apelos na modalidade caç(caç).
1. Flerte com um senhor idoso e distinto no saguão de um hotel.
2. Tentativa de conhecer um rapaz alto e musculoso no ponto de ônibus.
3. Apresentação de queixas privadas a uma nova boneca que maltrata as antigas.
4. Expressão de solidariedade a um parente idoso no hospital.
5. Acusação pública de um filho por roubar doces do bufê.
Modalidade caç(caç). A modalidade qualitativo-qualitativa é característica das definições qualitativas enfatizadas, esclarecidas por outras qualidades:
– Extremamente afiado! caç(caç)
– Não duvide, eu irei rápido! caç(caç)
– Tão bonito — como se fosse dourado! caç(caç)
Expressões idiomáticas e provérbios na modalidade caç(caç):
Foram lavar os cães pretos para deixá-los brancos.
Ai daquele que vive bem em casa.
Não é dono quem não conhece sua propriedade.
Exercício. Crie situações em que surja a modalidade caç(caç).
Exercício. Modifique as seguintes transmissões e mais cinco de sua escolha para que obtenham a modalidade caç(caç).
1. – Doces e pirulitos!
2. – Casa própria é o melhor lugar.
3. – (em um encontro inesperado em uma viela) Vassian!
4. – As rugas aparecem como resultado dos pecados — contra a própria pessoa!
5. – Escreva — está perdido, e adeusinho!
Exercício. Responda aos seguintes apelos e a mais cinco perguntas de sua escolha na modalidade caç(caç).
1. – Onde você mora, querida desconhecida?
2. – Eu não quero pepinos — eu queria salada.
3. – Ora, por favor, Gurian!
4. – Ah! Simplesmente ah!
5. – Não sei, querido, não sei… duvido, em uma palavra.
Exercício. Nas seguintes situações e em mais cinco de sua escolha, crie apelos na modalidade caç(caç).
1. Pedido ao médico para ser mais atencioso.
2. Tentativa fraca de resolver uma recente briga com o irmão mais velho.
3. Ofensa direta e pública amarga à irmã mais nova.
4. Ameaça sutil em tom de negócios sobre o futuro próximo de seu ídolo.
5. Desculpas públicas a um subordinado por um erro na gestão.
Modalidade caç(ante). A modalidade qualitativo-objetiva é característica das definições qualitativas, verbos, particípios que apelam ao plano objetivo: olhudo, cabeçudo, orelhudo, de mesa, de nogueira, de chão, de faca, de impacto, marchante, pavonear-se, bebericar. Essa modalidade surge na formação de qualidades por meio do plano objetivo, algo bastante comum:
– Que sorvete você quer?
– Com nozes! caç(ante)
– E agora tenho uma escrivaninha — imagine só — toda entalhada! caç(ante) No entanto, se esse entalhe se estendesse não por toda a mesa, mas apenas por parte dela, a modalidade qualitativa se transformaria em objetiva: – E ao lado da minha escrivaninha, as pernas — entalhadas! ante(caç) Outros exemplos:
– Verde com bolinhas. caç(ante)
– Engraçado até doer os rins. caç(ante)
– Bêbado que nem um gambá. caç(ante)
Expressões idiomáticas e provérbios na modalidade caç(ante):
Congelou como um francês.
Puro como um italiano.
Nem terra nem quintal.
Empurra como um cachorro na cozinha.
Ficou louco que nem um carvalho.
Preguiçar — e perder o pão.
O russo deu uma lição no alemão.
Mais malvado que um tártaro.
Exercício. Crie situações em que surja a modalidade caç(ante).
Exercício. Modifique as seguintes transmissões e mais cinco de sua escolha para que obtenham a modalidade caç(ante).
1. – (Desaprovando) Ora, ora, Ustín!
2. – Ah, onde não nos metemos!
3. – Você está velho e duro como um toco, Falalei!
4. – Acho duvidoso que a sociedade moderna seja capaz de produzir uma nova ideologia.
5. – Você não está muito afiado hoje, Sabino!
Exercício. Responda aos seguintes apelos e a mais cinco perguntas de sua escolha na modalidade caç(ante).
1. – Não chore, Platônida!
2. – E eu vou me ofender!
3. – Ha-ha!
4. – Veja só, Terênti, tenho muitos negócios agora — aí está o problema.
5. – Fale, aldeia!
Exercício. Nas seguintes situações e em mais cinco de sua escolha, crie apelos na modalidade caç(ante).
1. Cumprimento em um resort à beira-mar a um antigo amor, encontrado inesperadamente na companhia de uma amiga.
2. Apresentação oficial de uma nova boneca aos antigos.
3. Apresentação de queixas sérias e breves em caráter privado a um animal.
4. Convite informal e não obrigatório a um conhecido para visitar a casa, feito com antecedência.
5. Despedida informal e prolongada em um resort com um novo conhecido de meia-idade.
Modalidade ante(caç). A modalidade objetivo-sintética surge com a ênfase em nomes como: cidade Moscou, navio “Esenin”, cachorro Tiava, monte Ararat. Expressões como “camarada Bender” ou “major Prónin” têm modalidade ante(caç) quando usadas em listas ou como parte de um contexto geral:
– Estarão conosco Alevtina, Aníssia e Anastássia. ante(caç)
– Em breve chegarão nossos companheiros, e entre eles (em especial) o camarada Huguenot. ante(caç) No entanto, ao se dirigir a alguém ou com forte ênfase, tais expressões adquirem modalidade caç(caç):
– Permita-me apresentar-me: (solemnemente) duque de Buckingham! caç(caç) Há uma interessante ambivalência ao se apresentar crianças e animais domésticos. Eis o dono da casa apresentando seu hóspede à família:
– E esta é minha filha Varênka. Para o pai, “filha Varênka” tem modalidade caç(caç), mas para o hóspede, pouco interessado em crianças, tem modalidade ante(caç) (ou seja, “criança com esse nome”!). Situação semelhante ocorre ao apresentar um animal doméstico:
– E este é o gato Iefim. Para a dona da casa, essa transmissão tem modalidade caç(ante), mas para o hóspede indiferente a animais, tem modalidade ante(caç) (ou seja, “animal da família felina com esse nome”), e tal divergência nas modalidades não lhes trará compreensão mútua.
Fraseologismos e provérbios na modalidade antes(sim):
Amigo para amigo, mas tudo para o Petruchka.
Todos por um, um por todos.
A mão de Deus é a senhora.
Nem todo Ivan é Ivanovich, mas aquele a quem Deus der.
Nem na cidade de Bohdan, nem na aldeia de Selifan.
Exercício. Crie situações em que surja a modalidade antes(sim).
Exercício. Modifique as seguintes transmissões e cinco transmissões de sua escolha para que recebam a modalidade antes(sim).
1. – (brincalhão) Vitusik!
2. – Ah!
3. – Sério mesmo?
4. – É estranho até supor que a Rússia possa ficar à margem da história mundial — isso não é como a Nova Zelândia!
5. – Não sei, mãezinha, ainda não decidi com quem devo me casar — com uma atriz ou com uma cozinheira.
Exercício. Responda aos seguintes apelos e a cinco perguntas de sua escolha na modalidade antes(sim).
1. – Por que você está tão de orelha hoje?
2. – Onde poderíamos nos isolar assim?
3. – Pare, Solomia, ainda não decidi nada!
4. – Para que você quer essa saia? Nossa família poderia se alimentar por uma semana com esse dinheiro!
5. – Seus joelhos são muito expressivos, Taísia!
Exercício. Nas seguintes situações e em cinco situações de sua escolha, crie apelos na modalidade antes(sim).
1. Apresentação de seu credo político ao futuro sogro.
2. Vingança emocional em uma boneca por sua arrogância.
3. Aflição em relação às reformas governamentais prestes a serem implementadas, dirigida a um animal de estimação.
4. Convite a uma nova amiga íntima para a vernissage de um artista da moda, Zvieriev.
5. Apresentação de um novo conhecido íntimo a uma velha amiga.
Modalidade antes(qual).
A modalidade antes(qual) é característica de transmissões que enfatizam objetos que materializam uma qualidade ou ação: trabalhador, servo, informante, tradutor, amante. Para essa modalidade, são típicas quase sinônimas expressões estáveis (fraseologismos) que correspondem à fórmula “adjetivo + substantivo”, como “gata rasgada”, “burro empalhado”, “anjo puro” etc.
– Aí está meu noivo! antes(qual)
– Estão saindo os iniciantes! antes(qual)
– Tenho traços de caráter variados: diligência e desleixo, interesse pelo novo e indiferença pelo velho, amor ao próximo e indiferença pela religião… antes(qual)
Fraseologismos e provérbios na modalidade antes(qual):
Penas malhadas, cabeça lisa.
As banhas não queimarão, mas o forno não se apagará.
Segure no fuso, segure no pilão, e a flauta virá sozinha.
Tivesse farinha e peneira, e eu mesma estaria saciada.
Sete machados juntos estão, mas duas rocas separadas.
A própria camisa é seu espaço e sua própria prisão.
Exercício. Crie situações em que surja a modalidade antes(qual).
Exercício. Modifique as seguintes transmissões e cinco transmissões de sua escolha para que recebam a modalidade antes(qual).
1. – Um ás é ás até na África.
2. – Envie-me uma dúzia de ostras frescas, e rápido.
3. – Não me perseguiam a cada hora, Benedito!
4. – É hora de descansar, senhorita!
5. – Perseguir dissidentes na ciência é uma atividade sem perspectivas em grande escala, mas às vezes muito eficaz em pequena.
Exercício. Responda aos seguintes apelos e a cinco perguntas de sua escolha na modalidade antes(qual).
1. – Quantos anos a senhora tem, dona?
2. – O convite para visitar ainda está de pé, Faína!
3. – Por favor, Apolonária!
4. – Um inverno siberiano rigoroso e, acima de tudo, longo é, antes de tudo, um teste de espírito, Avacum!
5. – Para que eu preciso de um aquário, Teona, na minha idade?
Exercício. Nas seguintes situações e em cinco situações de sua escolha, crie apelos na modalidade antes(qual).
1. Proposta privada e enérgica a um subordinado para se separarem amigavelmente.
2. Anúncio informal aos subordinados sobre o início de um longo enredo desagradável na empresa.
3. Convite informal de um amante para o intervalo no bufê do teatro.
4. Confissão privada de uma pequena culpa com uma oferta de resgate a um animal de estimação.
5. Despedida informal de um companheiro de viagem por pouco tempo nas montanhas.
Modalidade antes.
A modalidade antes(antes) é característica de partes de objetos enfatizadas, por exemplo: a cauda de um cachorro, a ponta do nariz do juiz.
– Mãe, olhe para o lábio superior da minha boca! antes(antes)
– No norte da Sibéria estão as fozes do Ienissei, do Lena e do Indigirka. antes(antes)
No entanto, expressões como “prato de sopa” ou “cesta de cogumelos” têm mais a modalidade para(qual) do que para(antes).
Fraseologismos e provérbios na modalidade:
Ele serve como bode na estrebaria.
Casinha sobre pernas de galinha.
Pela boca, não pelo cotovelo.
A língua anuncia a notícia.
Na boca de todos.
O mundo cuspirá na palma da mão, e isso será um mar.
Livro, mas dentro dele só punheta e punheta.
Exercício. Crie situações em que surja a modalidade antes.
Exercício. Modifique as seguintes transmissões e cinco transmissões de sua escolha para que recebam a modalidade antes.
1. – O senhor tem um ambiente tão acolhedor, Ulita Askóldovna!
2. – Vamos conversando aos poucos.
3. – Pois é, mas não é bem assim.
4. – Uau!
5. – E o seu mel, é de tília ou de trigo-mourisco?
Exercício. Responda aos seguintes apelos e a cinco perguntas de sua escolha na modalidade antes.
1. – Deixe-me passar para o cemitério, companheiro!
2. – Para tal tarefa, é preciso agir com grande inteligência!
3. – E eu com fome sua o que tenho a ver?
4. – Escreva uma carta ao seu filho, pai!
5. – Fale mais resumidamente, Carlampeu!
Exercício. Nas seguintes situações e em cinco situações de sua escolha, crie apelos na modalidade antes.
1. Proposta oficial a um convidado caro para jantar.
2. Despedida de uma cidade amada durante uma separação prolongada.
3. Anúncio oficial de um pequeno imprevisto familiar.
4. Elogio de uma mulher idosa em uma reunião oficial.
5. Pesar informal a um parente próximo pela grande indenização recebida.
Exercício. Identifique as modalidades triádicas complexas de dez provérbios e ditados de sua escolha.
Exercício. Identifique as modalidades triádicas simples ou complexas das transmissões nos seguintes diálogos e em cinco diálogos de sua escolha. Se necessário, esclareça o contexto e a estilística por conta própria.
1. – Parfêni, você alimentou os peixinhos?
– (Balançando a cabeça negativamente) U-u.
2. – Você é a melhor, a mais bonita, a mais desejada!
– (Com raiva) O quê?!
3. – (Significativamente) Um único lúcio não pega todos os carpas.
– Então nós a ajudaremos!
4. – Nifonte Alexandróvitch!
– É chato, Varênka?
5. – Paulucha, você realmente me ama?
– (Com sentimento) Ah!
6. – É bom, afinal, que, apesar de todas as previsões, nossa economia no período passado não desabou completamente.
– Deus não entrega, o porco não come.
7. – Uti-uti, queridinho!
– Vou te perseguir — não vai escapar, Vasilisa!
8. – Não me canse, Xenofonte, por favor!
– Dar prazer a uma mulher é o meu principal objetivo de vida, querida.
9. – Curve as costas ou não curve, de qualquer forma dói!
– Tudo acontece pela vontade de Deus, Agnesa, não é diferente, querida!
10. – Adeus ou até logo, Tigran?
– Advinhe você mesma.
Exercício. Identifique as modalidades dialéticas simples das seguintes transmissões e de cinco transmissões de sua escolha, e modifique-as, atribuindo-lhes diferentes submodalidades: a) sintética, b) qualitativa e c) objetiva.
1. – Venha à noite, Romualdo!
2. – Por que você precisaria de um filhote de rottweiler?
3. – O sarrafo não é ruim — só está colocado de qualquer jeito!
4. – Um mosquito me picou — enorme!
5. – Contenha o seu gênio, querida!
Exemplo:
1a) – Venha à noite, (significativamente) Romualdo! sim(sim)
1b) – Venha à noite, Romualdo — vamos nos aquecer e conversar! sim(qual)
1c) – Venha à noite, Romualdo — terá chá, bolos e geleia! sim(qual)
Exercício. Modifique as seguintes transmissões e cinco transmissões de sua escolha para que recebam as seguintes modalidades complexas: a) sim(qual), b) sim(antes), c) antes(qual).
1. – Estou completamente congelado!
2. – E você cuspa! Três vezes! Por cima do ombro esquerdo!
3. – Está bem, Rostislau, eu concordo.
4. – Geadas sem precedentes assolaram toda a Sibéria, e você ainda se queixa!
5. – O senhor já esteve no Baikal na primavera?
Exercício. Modifique as seguintes transmissões e cinco transmissões de sua escolha para que adquiram as seguintes modalidades complexas: a) caç(caç), b) caç(apres), c) apres(apres).
- — Sim.
- — Difícil dizer com certeza.
- — Com vodca, esfregue-o com vodca!
- — Ah, estou nervoso!
- — Não parece muito.
Exercício. Responda às seguintes perguntas e a cinco perguntas de sua escolha nas seguintes modalidades complexas: a) caç (filh), b) filh (caç), c) apres (caç) e d) caç (apres).
- — Quem é o dono desta casa?!
- — Onde está minha roupa íntima?
- — Por que sempre recebo mais do que os outros?
- — Por que o coelho tem cauda curta e a raposa tem cauda longa?
- — Por que a vovó tem nariz de gancho?
Exercício. Responda às seguintes perguntas e a cinco perguntas de sua escolha nas seguintes modalidades dialéticas complexas: a) apres (filh); b) filh (apres); c) apres (apres) e d) caç (caç).
- — Quem comeu meu pedaço de torta de maçã?
- — Como você se chama, desconhecida?
- — Que montanhas são essas?
- — Onde está meu chapéu?
- — Por que este ganso não é companheiro de porco?
Exercício. Crie diálogos sobre os seguintes temas e cinco temas de sua escolha. As personagens devem obedecer às seguintes modalidades:
- Protagonista — filh (caç), parceiro — apres (filh)
- Protagonista — caç (caç), parceiro — filh (apres)
- Protagonista — apres (caç), parceiro — caç (filh)
- Vília, aluno da primeira série, explica à sua professora Pulquéria Cristoforovna por que não pôde ir à escola ontem. A professora tenta lançar a culpa sobre ele e explicar que a escola deve ser mais importante do que a casa. Vília não a entende.
- Zinóvi Calistrátovitch, grande chefe, logo após o trabalho, passa na casa de sua amante Efrosínia e tenta contar-lhe sobre os últimos eventos em sua instituição. Efrosínia, no entanto, está interessada apenas em erotismo.
- Martíri, jovem jornalista, entrevista o velho poeta Teoctisto Nifontovitch Trepoglavov, amigo de Maiakóvski e Akhmátova.
- Elizáritch, cachorro de armazém, propõe à cadela Dunia passear pelos quintais. Dunia está interessada, mas teme a reprovação de sua dona Isabela.
- Dona Violetta tenta descobrir com seu cacto por que ele está de mau humor.
Exercício. Crie diálogos sobre os seguintes temas e cinco temas de sua escolha. As personagens devem obedecer às seguintes modalidades:
- Protagonista — filh (apres), parceiro — caç (filh)
- Protagonista — caç (apres), parceiro — filh (caç)
- Protagonista — filh (apres), parceiro — filh (filh)
- Agniá, caloura universitária, pergunta ao pai como ele cuidava de sua mãe e das outras garotas, enquanto avalia até que ponto esses modos são aplicáveis hoje.
- Antônio, empresário, oferece à estrela de música popular Clavísia várias opções de férias de verão. A estrela faz birra.
- Chega ao escritório de turismo “Niágara” um cliente que deseja visitar a África, mas está preocupado com os perigos do local. O funcionário Protás o acalma, mas não quer assumir muita responsabilidade pela viagem.
- Mardári, dono do gato Gladiador, tenta descobrir com ele por que alguns gatos caçam e comem camundongos, enquanto outros não.
- O solteiro Vítor tenta descobrir, perto de seu sofá, por que ele range tanto à noite.
PRÁTICA COMUNICATIVA
Comparação das modalidades triádicas. A mais elevada (sutil) das modalidades triádicas é a sintética, e a mais baixa (densa) é a objetiva.
Transmissões puras e mistas. Se em uma transmissão é possível identificar a influência de apenas um dos três arquétipos triádicos, ela é chamada de triadicamente pura, e sua modalidade triádica é evidente, por exemplo:
- — (apresentando-se) Vavilo Valeriánovitch. (Filh)
- — (com raiva) Vá embora, infeliz, e nunca mais apareça, especialmente nu! (Caç)
- — Onde está Vissarion? — No zoológico, perto do cercado dos macacos ou em frente ao viveiro dos cangurus. (Apres)
No entanto, frequentemente encontramos transmissões em que são perceptíveis influências de dois, e às vezes de todos os três arquétipos triádicos, ou seja, há marcadores de mais de uma modalidade triádica. Essas transmissões são triadicamente mistas, por exemplo:
- — Deve ser vergonha para você, Olímpia! (caç, filh)
- — Aqui está para você uma sopa de ervilha saborosa, macarrão com queijo e molho de tomate, e uma compota de pera incomparável! (apres, caç)
- — Para onde devo ir agora? — Para o inferno! (filh, apres)
- — (apresentando oficialmente) Senhor brigadeiro-general com esposa! (filh, caç, apres)
No entanto, subjetivamente, ou seja, na percepção individual, as transmissões mistas sempre são de alguma forma adicionalmente acentuadas, adquirindo uma modalidade triádica específica — simples ou complexa. Em outras palavras, a mente humana destaca em uma transmissão mista uma das modalidades e a acentua, transformando-a em principal, enquanto as demais são ignoradas ou transformadas em submodalidades. Como isso ocorre exatamente depende do contexto e das características individuais da mente.
Como é feito esse acento, que determina a modalidade simples principal da transmissão? Há certas regras, cujas principais são:
- Na ausência de marcadores qualitativos e objetivos, a modalidade de uma transmissão curta e significativa é sintética.
- A última parte (especialmente as últimas uma ou duas palavras) de uma transmissão longa recebe grande acentuação em comparação com o início e o meio.
No entanto, a base para determinar a modalidade de uma transmissão mista é a disposição dos acentos, que é definida pela situação e pela estilística.
Exercício. Crie cinco exemplos de transmissões mistas com influência simultaneamente perceptível dos seguintes arquétipos:
- Sintético e Qualitativo;
- Sintético e Objetivo;
- Qualitativo e Objetivo;
- Sintético, Qualitativo e Objetivo.
Exercício. Com meios estilísticos mínimos, acentue as seguintes transmissões e cinco transmissões de sua escolha, tornando-as: a) sintéticas, b) qualitativas e c) objetivas.
- — Agora, meu querido Chustríku, ouça atentamente seu dono.
- — Nós, Ágrafena, vamos passear na natureza.
- — Em algum tempo tudo se ajeita para nós, Teófilo.
- — E Caritão fugiu vergonhosamente para trás do rio.
- — Ria, ímpio, enquanto vagueia pela terra — diante do rosto de Alá você falará de outra forma!
Exemplo:
- a) — Agora, meu querido Chustríku, ouça atentamente seu dono. (Filh)
- b) — Agora, meu querido Chustríku, ouça atentamente seu dono. (Caç)
- c) — Agora, meu querido Chustríku, ouça atentamente seu… (pausa; ambíguo) dono. (Apres)
Sintonia e antítese triádica. Uma resposta triadicamente sintonizada é aquela que utiliza a mesma modalidade triádica empregada pelo protagonista, por exemplo, uma resposta sintética a um chamado sintético ou uma resposta objetiva a um chamado objetivo. Uma resposta triadicamente antitética é aquela que utiliza uma modalidade triádica relacionada, por exemplo, uma resposta sintética ou qualitativa a um chamado objetivo.
Exercício. Responda às seguintes chamadas e a cinco chamadas de sua escolha: a) de forma triadicamente sintonizada; b) e c) de forma triadicamente antitética.
- — Eu não te chamei, Germógenes!
- — Vamos, Siluão, vamos! Mais rápido!
- — O que esperar do destino?
- — Vamos criando os filhos aos poucos — é só isso que fazemos.
- — Pouco, Severino, pouco!
Exemplo:
- a) — (Com educação) Sim… ah! (Filh)
- b) — Vou, vou, vou! (Caç)
- c) — Não vim até você, Germógenes, vim até sua casa! (Apres)
Exercício. Responda aos seguintes pedidos e a cinco pedidos de sua escolha com concordância direta ou indireta: a) de forma sintonizada; b) e c) de forma antitética.
- — Me passe a capa, Pancrácio!
- — Socorro!
- — Preciso de uma ajudante — ágil, esperta, nem muito nova nem velha — você aceita?
- — Não fique aqui parado, por favor, como um osso na garganta!
- — Você me acompanha até a estação?
Exemplo:
- a) — (Entregando) Aqui está. (Filh)
- b) — Com prazer, entrego com todo o respeito! (Caç)
- c) — Aqui está sua capa, com capuz e bolso. (Apres)
Ambiguidade. A ambiguidade da translação é um fenômeno em que o protagonista percebe sua fala em uma modalidade, enquanto seu parceiro a percebe em outra (afim). Eis um exemplo: um homem diz à sua esposa:
— Hoje conversei com Irinarco.
E faz, para si mesmo (perceptível), ênfase na palavra “conversei”, pois aquela conversa foi difícil e tensa para ele; para ele, portanto, essa fala tem modalidade qualitativa. Contudo, para a esposa, esse colaborador do marido é uma figura desconhecida e exótica, por isso, para ela, naturalmente soa ênfase no nome (“Irinarco”), e a fala é percebida por ela como sintética.
Outro exemplo: uma esposa, satisfeita com o marido, diz-lhe:
— Como você é gentil!
Ela compreende sua translação na modalidade qualitativa, mas, se o marido não for muito atento e não tender a notar sentimentos, ele perceberá suas palavras como símbolo de um bom relacionamento, ou seja, na modalidade sintética. A diferença é psicologicamente bastante significativa e, em perspectiva, leva a grandes problemas.
Exercício. Apresente exemplos de translações ambíguas trádicas.
Exercício. Pense se as seguintes translações podem ser ambíguas:
1. — Eu pedi isso a você.
2. — Não.
3. — Ah!
4. — Você é o meu melhor, o mais gentil, o mais querido!
5. — Que a terra lhe seja leve.
6. — Os farrapos voarão pelos cantos.
7. — Já estou aqui.
8. — Grande, poderosa, inabalável.
9. — Vou até Emmanuil Sigismundo.
10. — Uau!
Marcadores sinastricos e complementaridade. Os marcadores sinastricos indicam a modalidade desejada da resposta do parceiro. Uma resposta na modalidade indicada pelos marcadores sinastricos será complementar, enquanto uma resposta em outra modalidade (afim) será não complementar. A resposta complementar é percebida como natural, que dá continuidade ao diálogo de forma fluida; a não complementar, como “não é essa”, desconfortável, irritante, que rompe a comunicação.
Marcadores sintéticos sinastricos explícitos estão contidos em expressões como:
— Responda de forma curta e clara.
— Diga: sim ou não?
— Qual?
— A que isso se assemelha?
— Como ele se chama?
— Como isso se chama?
Os marcadores sintéticos sinastricos implícitos podem ser de vários tipos. Pode ser uma proposta indireta ao parceiro para “fechar” a resposta, responder de forma sucinta, resumir, expressa por insinuação ou gesto:
— Dou-lhe mais duas palavras.
— Então você concorda?
— Sem detalhes, por favor.
— Responda de verdade.
— E qual foi o resultado?
Um marcador sintético sinastrico implícito comum é um gesto simbólico energético direcionado ao parceiro: aceno de cabeça, convite com movimento de mão, aperto de mãos, sorriso breve ou careta de reprovação.
Outro marcador sintético sinastrico implícito é a submodalidade sintética na translação do protagonista:
— Ora, você fica aí calado como um peixe na água? (qual; sint)
— Eu realmente quero que você entenda — estou tentando, Venedito! (qual; sint)
— Para onde você vai — será que é até Moscou mesmo?! (qual; sint)
Marcadores qualitativos sinastricos explícitos são ouvidos em translações como:
— Como ele é?
— O que você faz?
— Como você está?
Os marcadores qualitativos sinastricos implícitos são ouvidos em translações em que se propõe indiretamente ao parceiro dar uma descrição qualitativa:
— Você vai de avião ou de carro?
— Que cor e modelo você prefere?
— Não é muito fundo?
Da mesma forma, são marcadores os gestos de caráter “qualitativo” dirigidos ao parceiro — por exemplo, passar a mão por seu tronco (costas, lado) ou antebraço, apertar em um “abraço de urso”, etc.
Um marcador qualitativo sinastrico comum é a submodalidade qualitativa da translação:
— Você me ofendeu — e por isso estou tão infeliz! (qual; qual)
— Porfírio! você está doente? (sint; qual)
Os marcadores sintáticos sinastricos explícitos aparecem nas seguintes translações:
— Onde ficam os porcos-espinhos aqui?
— Que sobremesa você prefere?
— Vamos para a floresta ou para o rio?
Os marcadores sintáticos sinastricos implícitos são, não raramente, “gestos sintáticos” direcionados ao parceiro, quando o protagonista pega em seu pulso, ou nariz, ou puxa a orelha ou a manga.
Um marcador sintático sinastrico verbal implícito é um apelo direto ou indireto à concretude e aos detalhes:
— E exatamente o que ele te propôs?
— Me interessa o funcionamento do motor — detalhadamente.
O mesmo papel desempenha a submodalidade sintática:
— Eu pago por você — pela escola, pela alimentação e pela roupa. (sint(sint); sint)
— Vire à esquerda no canto — lá estão todos os seus colegas. (sint(sint); sint)
Exercício. Nos diálogos a seguir, tente determinar os marcadores sinastricos trádicos explícitos e implícitos e avalie quão complementar é a resposta, ou seja, se segue o marcador proposto. Faça o mesmo com cinco diálogos de sua escolha.
1. — Quantas vezes tenho que te pedir para ser mais educado?!
— Amanhã mesmo começarei.
2. — Quem te ensinou isso, Viliu?
— Isso simplesmente sai assim em mim.
3. — E que tipo de garota você aprovaria?
— Eu gosto que não sejam olhos, mas olhos!
4. — Venha aqui, Sebastião, meu abutre mal alimentado!
— Estou me tratando!
5. — Quer uma laranja?
— Ah!
Exercício. Modifique as seguintes translações, adicionando-lhes modalidade sinastrica: a) sintética, b) qualitativa e c) sintática.
1. — Não quero te incomodar.
2. — Uau, isso é ótimo!
3. — Seria útil para você, Fabiano, ter em mente a intolerância qualitativa da intelligentsia à limitação da liberdade criativa no sentido da palavra.
4. — Xustrík, o lugar!
5. — Discordo inteiramente de você, prezado Sosípatre, e não vejo caminhos para resolver nosso antagonismo.
Translações monotônicas e ambitônicas. Às vezes, o protagonista, em sua translação, usa uma modalidade trádica, mas com marcadores indicando que espera do parceiro uma resposta em outra modalidade (afim); tal translação é chamada de trádica ambitônica. Ao contrário, uma translação em que as modalidades trádicas próprias e sinastricas coincidem é chamada de trádica monotônica. Ao receber uma translação ambitônica do parceiro, é importante estar atento e não confundir os marcadores, pois uma resposta sintonizada a uma translação ambitônica resultará em não complementaridade.
Exemplos de translações trádicas ambitônicas (após as falas, entre parênteses, estão indicadas: primeiro — a modalidade própria da fala; depois — a sinastrica):
— Como não deu certo? (qual; sint)
— Onde está o seu chapéu? (sint; sint)
Exercício. Determine as modalidades trádicas próprias e sinastricas das seguintes translações e de cinco translações à sua escolha. Indique os marcadores próprios e sinastricos e classifique as translações como ambitônicas ou monotônicas. Se necessário, esclareça o contexto por conta própria.
1. — Olhe bem nos meus olhos, canalha, e responda: onde estão o seu dever e a sua consciência?!
2. — Que tipo de sandálias você precisa, Luzinha?
3. — Bem, e o que aconteceu lá?
4. — Por que eu precisaria das suas revelações, Prokópiu?
5. — E qual é a sua visão geral do mundo?
Tipos de translações ambitônicas. Translação do tipo (sint; qual). Por exemplo, uma pergunta breve sobre ação ou propriedades:
— E como são os olhos dele? (sint; qual)
— O que você ia fazer? (sint; qual)
Outra forma de surgimento dessa translação é uma pergunta sobre qualidade, expressa na forma de imagem metafórica:
— Explique-me que tipo de garota você precisa.
— Diga-me: que princesa o príncipe encantado procura? (sint; qual)
Um dos modos comuns de indicar a modalidade qualitativa sinastrica é o uso da submodalidade qualitativa:
— Agêi Nifontovitch! Eu te peço! (sint(qual); qual)
— Você, Vikula, está igual a uma águia no céu — voa e voa! (sint(qual); qual)
Exercício. Em quais situações surge a translação do tipo (sint; qual)?
Exercício. Modifique as seguintes translações e cinco translações sintéticas à sua escolha, garantindo-lhes a modalidade qualitativa sinastrica.
1. — De jeito nenhum!
2. — Claro que sim.
3. — Arsen! Amigo!
4. — Você está se pavoneando como uma girafa na pradaria!
5. — Ora, chupo a pata como um urso na toca — e daí?
Exercício. Para as seguintes situações e para cinco situações à sua escolha, crie condutas sintéticas com modalidade sinastrica qualificada. 1. Apresentação de um velho amigo a uma agência de turismo. 2. Condolências a um amigo que se meteu numa situação financeira desagradável. 3. Despedida eterna de um inimigo que parte para a guerra. 4. Confissão de culpa perante uma boneca com pedido simultâneo de perdão. 5. Atribuição de responsabilidade privada pela falha nas negociações ao parceiro.
Translação do tipo (sin; antes). Por exemplo, uma pergunta breve sobre um lugar ou objeto não nomeado: — Onde está o meu machado? (sin; antes) — O que você trouxe? (sin; antes) Outra variante é uma imagem metafórica como pergunta objetiva: — (ao encontrar um homem que voltou do trabalho) E o que trouxe desta vez, Ivan Tsarevich, para a sua sábia Vasilisa? (sin; antes) Mais uma variante é o uso da submodalidade objetiva: — Você fala comigo como um guerreiro antigo: joga lanças, flechas e dardos, e ainda tenta me acertar com um porrete — na cabeça! (Sin (antes); antes)
Exercício. Em quais situações surge a translação do tipo (sin; antes)?
Exercício. Modifique as seguintes translações e cinco translações sintéticas à sua escolha, garantindo-lhes modalidade sinastrica objetiva. 1. — Uau! 2. — Olha quem está chegando! 3. — Minha culpa é imperdoável. 4. — Onde vive a coruja? 5. — Moro.
Exercício. Para as seguintes situações e para cinco situações à sua escolha, crie condutas sintéticas com modalidade sinastrica objetiva. 1. Denúncia anônima sobre um animal de estimação ao irmão mais velho. 2. Confissão incondicional de uma velha culpa perante o filho. 3. Ofensa recente, sutil, frente a frente com a irmã adulta. 4. Convite privado a um restaurante num futuro próximo à noiva em perspectiva. 5. Apresentação pessoal num fórum mundial de proteção infantil contra abusos sexuais.
Translação do tipo (caç; sin). Por exemplo, perguntas sobre propriedades ou ações que pressupõem respostas do tipo “sim” ou “não”: — Bem, eu sinto que o Gavrilo não te agradou? (caç; sin) — (Impaciente) Você finalmente vai? (caç; sin) Nesta combinação de modalidades, frequentemente surgem perguntas sobre nomes e títulos: — Posso saber como se chama? (caç; sin) — Diga o nome da cidade onde nasci. — Diga! (caç; sin) E, como sempre, pode-se usar a modalidade sinastrica submodal: — Você é tão orgulhoso — igual ao Ícaro voando em direção ao Sol! (caç (sin); sin) — Deixe o trabalho, já é hora de descansar, Varsonófio! (caç (sin); sin)
Exercício. Em quais situações surge a translação do tipo (caç; sin)?
Exercício. Modifique as seguintes translações e cinco translações qualificadas à sua escolha, garantindo-lhes modalidade sinastrica sintética. 1. — Muito, muito prazer em conhecê-lo, conversar e até discutir. 2. — Quero verde, doce, de baunilha e chocolate! 3. — Prove com carinho, como se não precisasse de nada especial… 4. — Engraçado, meu caro, uma palavra — engraçado! 5. — Não vá, não vá para lá — vão fazer cócegas e te matar!
Exercício. Para as seguintes situações e para cinco situações à sua escolha, crie condutas qualificadas com modalidade sinastrica sintética. 1. Promessa privada fácil de cumprir ao amado na floresta. 2. Tarefa pública simples para uma criança na lida doméstica. 3. Proposta informal ao marido durante o café da manhã. 4. Elogio privado à esposa num jantar de gala em comemoração aos 10 anos da empresa. 5. Apoio moral à filha que reprovou no exame de matemática.
Translação do tipo (caç; antes). Por exemplo, perguntas sobre direção de movimento ou sobre o material que encarna uma qualidade: — Para onde você corre, se apressa e anseia? (caç; antes) — Que meios você usou para alcançar esse tom único e surpreendente de amarelo-carmim? (caç; antes) Variante de uso da submodalidade objetiva como marcador sinastrico: — Você não tem medo de ser despedaçado? (caç (antes); antes) Observe quão sinérgica é a resposta a essa última pergunta: — De jeito nenhum. (caç) — que cede em força à complementar, orientada pela submodalidade do protagonista: — Bem, a conversa vai continuar. (antes)
Exercício. Em quais situações surge a translação do tipo (caç; antes)?
Exercício. Modifique as seguintes translações e cinco translações qualificadas à sua escolha, garantindo-lhes modalidade sinastrica objetiva. 1. — Meu querido, mimado e acariciado! 2. — Dourado não serve para mim — prefiro tons pálidos. 3. — Vai ficar caro, Onésimo, muito caro! 4. — Queria algo mais rápido e mais perto. 5. — Ande logo, Cristóforo, corra depressa, ligeiro, rapidinho.
Exercício. Para as seguintes situações e para cinco situações à sua escolha, crie condutas qualificadas com modalidade sinastrica objetiva. 1. Atribuição de grande culpa por um mau entendimento com o gato. 2. Ordem privada difícil de cumprir a um subordinado. 3. Ofensa direta e aguda, privada, a uma boneca. 4. Ameaça indireta e substancial, emocional, para um futuro distante ao irmão mais novo. 5. Exigência casual, leve e incomum, pública, ao parceiro de trabalho.
Translação do tipo (antes; sin). Por exemplo, perguntas sobre o nome de um objeto: — Que tipo está te seguindo? (Antes; sin) — Quem está escondido debaixo do sofá? (Antes; sin) Pertencem a este tipo de translações as perguntas objetivas-acentuadas que pressupõem respostas do tipo “sim” ou “não”, ou qualquer outra fórmula simbólica: — É vodca ou não é vodca? (Antes; sin) — Diga seu lema. (Antes; sin) — Qual marca de relógio você prefere? Aqui está um exemplo de demarcação de modalidade sinastrica sintética por meio da submodalidade homônima: — Isso não é um sapato — é mais um crocodilo prestes a engolir um elefante! (Antes (sin); sin)
Exercício. Em quais situações surge a translação do tipo (antes; sin)?
Exercício. Modifique as seguintes translações e cinco translações objetivas à sua escolha, garantindo-lhes modalidade sinastrica sintética. 1. — Calças, não suje as calças! 2. — O que devo tirar primeiro — sutiã ou calcinha? 3. — Não saia de casa — entre em casa! 4. — Vou dar uma passada na casa dos vizinhos. 5. — Para que serve a tromba do baleia?
Exercício. Para as seguintes situações e para cinco situações à sua escolha, crie condutas objetivas com modalidade sinastrica sintética. 1. Pedido privado ao pai por um filho que está crescendo. 2. Apresentação de um poeta iniciante à sua família. 3. Convite específico e informal a um parente distante para um passeio. 4. Apresentação de uma queixa séria e antiga de uma ex-amante. 5. Despedida temporária de um inimigo numa festa.
Translação do tipo (antes; caç). Por exemplo, perguntas sobre ação ou propriedade daquele objeto não nomeado acentuado na translação: — De que cor é o seu novo carro? (Antes; caç) — O que seus filhos estão fazendo agora? (Antes; caç) Aqui está uma variante de demarcação de modalidade sinastrica qualificada por meio da submodalidade: — Eu sempre sou sua amiga boba e alegre! (Antes (caç); caç)
Exercício. Em quais situações surge a translação do tipo (antes; caç)?
Exercício. Modifique as seguintes translações e cinco translações objetivas à sua escolha, garantindo-lhes modalidade sinastrica qualificada. 1. — Para mim, por favor, um pãozinho com geleia. 2. — Cogumelos. 3. — Você está muito bonita de costas, Ulita, e de perfil — especialmente o cabelo. 4. — Tudo está nos arquivos, pastas e na mesa. 5. — Não toque na barba, por favor — (desesperado) na barba!
Exercício. Para as seguintes situações e para cinco situações à sua escolha, crie condutas objetivas com modalidade sinastrica qualificada. 1. Desculpas profundas por velhas ofensas a uma boneca. 2. Acusação leve e formal apresentada publicamente ao próprio sofá. 3. Pedido indireto e significativo, privado, feito casualmente a uma vaca encontrada no campo. 4. Ameaça direta e substancial, moral, ao filho adolescente. 5. Apresentação-se num ônibus interestadual à vizinha de vestido comprido.
CONTEXTO
O papel do contexto. Imaginemos uma situação em que duas pessoas conversam, e uma delas comenta:
— Hoje de manhã, a Dina veio buscar a jiboia.
Na ausência de contexto ou de acentuações especiais, essa fala tem um colorido sintético fraco. No entanto, se a Dina for objeto de atenção especial (por exemplo, objeto de devoção) do protagonista, fica claro que, para ele, o acento da frase recai sobre o nome (como se fosse dito com ênfase lógica: “Hoje de manhã, a **Dina** veio buscar a jiboia”), conferindo-lhe uma modalidade sintética nítida.
Mas há outra situação: a Dina costuma buscar sua jiboia de carro — hoje, porém, veio a pé. Nesse caso, a frase “Hoje de manhã, a Dina veio buscar a jiboia” tem o acento no verbo (veio — mas não chegou de carro, como sempre — e por quê?), o que lhe confere uma modalidade qualitativa, como se fosse dita com ênfase lógica no verbo: “Hoje de manhã, a Dina **veio** buscar a jiboia”.
Ou ainda: a Dina vem todos os dias buscar diferentes animais, e os interlocutores estão interessados em saber quais. Nesse caso, o foco principal da frase recai sobre as palavras “buscar a jiboia” (ou seja, no aposto), soando como se houvesse ênfase lógica nelas: “Hoje de manhã, a Dina veio **buscar a jiboia**” — e, portanto, tem uma modalidade temática.
Exercício. Crie contextos nos quais as seguintes frases — e mais cinco de sua escolha — tenham: a) modalidade sintética, b) modalidade qualitativa e c) modalidade temática.
1. Quero queijo doce!
2. A cervejaria “Bandeira da Baviera” dobrou a produção de sua cerveja artesanal de cevada.
3. O Eustáquio cuida com devoção de seu bezerrinho.
4. Por outro lado, é possível transmitir energia positiva ao parceiro (dependendo das circunstâncias) com olhares intensos, abraços longos ou beijos apaixonados.
5. A jiboia Jacinto rastejou em direção à saída do zoológico.
6. E eu não duvido de você nem um pouco, meu fiel Chustrík!
7. A Vladilena nunca solta seu gato para fora de casa.
8. Venha logo para minha casa, Mayu!
9. O Roberto, com a idade, ficou magro nos braços e nas pernas.
10. O Leopoldo, na juventude, ficou careca.
Exercício. Existe algum contexto em que as seguintes transmissões tenham as modalidades indicadas a seguir? Se sim, descreva-o.
1. — Zinóvi. (preparação)
2. — Que lontra boba e engraçada. (sintética)
3. — Ela quer te ferroar. (qualitativa)
4. — Sim. (preparação)
5. — Não. (qualitativa)
Texto escrito. Em um texto escrito sem acentuações autorais especiais (sobre elas trata-se mais adiante), a maioria das frases completas não muito longas tem (fraca) modalidade sintética — para o leitor que consegue captar o seu significado. No entanto, assim que a frase se torna pelo menos um pouco sobrecarregada com palavras de determinado tipo, ou uma ou várias palavras nela são acentuadas — seja pelo contexto, seja pela violação da ordem habitual das palavras, ou por outros meios —, a modalidade muda de acordo com o tipo de palavras acentuadas. Nomes e pronomes pessoais usados como sujeitos geralmente têm modalidade sintética na frase. Portanto, se forem destacados contextual ou estilisticamente na frase, ela receberá não mais uma modalidade fraca, mas uma modalidade sintética acentuada ou até mesmo sublinhada, por exemplo:
Nós esperamos por ela por muito tempo, e finalmente ela chegou — a incomparável Aníssia. (Sint)
Eu também tinha um inimigo secreto — o gato Cláudio. (Sint)
No caso em que o sujeito não é um nome próprio (apelido, pronome), mas uma palavra que designa uma classe de objetos, como “cachorro” ou “panela”, sua modalidade será sintética se, pelo contexto, esse objeto for percebido como único; nesse caso, seria perfeitamente apropriado na frase seguinte fornecer um nome pessoal. Se, no entanto (e é assim que geralmente acontece), esse objeto, pelo teor contextual, não se destaca como único entre os semelhantes a ele, então ele adquire modalidade objetiva.
“O queijo era o verdadeiro objeto de sua paixão.” Aqui, o sujeito “queijo” tem modalidade objetiva.
“O quarto era preenchido por relógios: de pulso, de colete, despertadores, vários relógios de parede e até um relógio de cuco.” Nesta frase, todos os relógios mencionados são descritos em modalidade objetiva.
“Passando por mim em direção à floresta, galopava um homem desconhecido em um cavalo castanho, e atrás dele voava um galgo magnífico.” Nesta frase, tanto “homem” quanto “galgo” são usados em modalidade objetiva — na natureza existem muitos homens e galgos magníficos, e os exemplares que apareceram nesta frase ainda não se distinguem dos demais, e seria impossível inserir seus nomes nela (“Passando por mim galopava um homem desconhecido — seu nome era Elizar” seria desprovido de sentido).
Se, no entanto, a frase seguinte soar, por exemplo, assim: “O galgo correu direto até mim e me olhou com expectativa”, então aqui o sujeito “galgo” soará já em modalidade sintética, pois se refere a um ser completamente específico, ou seja, ao cachorro que apareceu na frase anterior, e seu nome poderia ser inserido no texto desta frase (“O galgo — seu nome era Berta — correu direto até mim”). Em inglês, aqui apareceria o artigo “the”. Outros exemplos:
O peru é uma ave bonita, boba e gorda, popular por motivos gastronômicos.
Vivia-se e havia certa vez um peru.
Na primeira frase, o sujeito “peru” tem modalidade objetiva, pois designa toda uma classe de aves emplumadas, e não seria possível inserir o nome de um peru específico na frase; na segunda, tem modalidade sintética, pois é claramente apresentado como protagonista (herói do conto), e dentro da frase seria perfeitamente natural nomeá-lo: “Vivia-se e havia certa vez um peru chamado Potap.”
Se um nome próprio aparece na frase não como sujeito, mas como complemento, ele muitas vezes soa em modalidade objetiva, e o matiz sintético sentido nesse caso se refere à submodalidade. Por exemplo:
“Depois da curva do caminho, vi Manefa cercada por duas cabras-da-montanha e ouvi um barulho ensurdecedor de uma cachoeira.” Aqui, Manefa atua em primeiro lugar como parte do mundo, e não como um indivíduo único sem equivalentes no contexto, por isso tem modalidade objetiva. Se, no entanto, para o autor (ou leitor), a pessoa ou outro ser designado por um nome próprio no caso não-nominativo, ou seja, como complemento, for em si mesma o objeto principal de interesse, e não parte da paisagem, então a modalidade desse nome é sintética. Exemplo:
“Depois da curva do caminho, finalmente vi minha tão esperada, amada Manefa.”
Na fala, há marcadores especiais com os quais a pessoa denota modalidade sintética (por exemplo, solenidade, ênfase entoacional) e, inversamente, modalidade objetiva (prosaísmo, cotidiano), e é preciso determinar a modalidade de um nome próprio no caso não-nominativo (e às vezes até no nominativo!) levando em conta esses marcadores. Por exemplo, uma esposa ciumenta pergunta ao marido sobre a festa no trabalho:
— Quem estava lá?
— (lentamente e solenemente) Cirilo Parfênovitch, Sigismundo Varfolomeievitch, (rápido e despreocupadamente) e também Janka com Liúska.
Aqui, na resposta, o marido instintivamente coloca ênfase sintética nos nomes masculinos (seguros para ele) e objetiva nos femininos, como se os igualasse a objetos de mobília.
Indivíduos comunicativos geniais conseguem até proferir uma réplica composta apenas por um nome próprio no caso nominativo em modalidade objetiva:
— De quem é esse batom na sua bochecha, querido?
— (desleixadamente, como se afastando um mosquito com a mão) Ah… Liúska! (adiantando-se)
Não se deve considerar nome próprio a designação de uma marca (relógio “Tissot”) — ela, assim como o nome de uma espécie animal (lobo), nunca designa um único objeto único. “O único objeto civilizado no quarto era a televisão ‘Sony’, que ficava diretamente no chão, cercada por feixes de ervas secas e baratas e baratas traças elegantes.” Aqui, o sujeito — televisão “Sony” — é indicado em modalidade objetiva.
Deve-se ter em mente, no entanto, que um nome próprio sempre implica a influência do arquétipo sintético. Por exemplo, televisão “Sony” tem submodalidade sintética (com modalidade objetiva):
— E quem te diverte nas longas noites?
— A TV ‘Sony’. (antes, sint)





