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ARQUETIPOS SUPERIORES: EXPERIÊNCIA DE INVESTIGAÇÃO PSICOLÓGICA :: 3. Parte 2 – ARQUETIPO DIÁDICO Parte 5

Dependendo do arquétipo sob cuja influência a pessoa se encontra, sua linguagem, tanto escrita quanto oral, sofre fortes transformações. Contudo, restringiremos nossa análise à linguagem oral. Diferentemente da escrita, a fala caracteriza-se por ênfases lógicas marcantes, que destacam palavras e conceitos especialmente significativos para o indivíduo.

A conhecida divisão gramatical da oração em sujeito, predicado e objeto direto, ou seja, ação, agente da ação e objeto da ação, pode ser traduzida pela linguagem yin e yang: à modalidade yang pertencem o agente da ação — quem — e o verbo — o que faz; à modalidade yin pertencem o objeto da ação e suas características. Por exemplo, na frase: “Nicanor examinou cuidadosamente o quarto desconhecido para ele”, ao arquétipo yang pertencem o sujeito, ou seja, “Nicanor”, o que ele faz — “examinou” — e a característica desse verbo, ou seja, “cuidadosamente”; ao arquétipo yin pertence o objeto do verbo, ou seja, “o quarto desconhecido para ele”. Assim, “Nicanor examinou cuidadosamente” é a parte yang da frase, enquanto “o quarto desconhecido para ele” é a parte yin.

Nem toda frase contém componentes yang ou yin. Em primeiro lugar, existem frases, especialmente na linguagem oral, que não possuem nenhum objeto. “Eu fui embora” é uma expressão puramente yang. Ao contrário, “É hora de ir” é puramente yin, pois define o estado da pessoa, assim como frases indeterminadas do tipo “amanheceu”, “anoiteceu”, “entardeceu” — são orações impessoais. No entanto, mesmo em uma oração completa nem sempre é possível distinguir componentes yin e yang. Por exemplo, na frase: “Nesta sala pequena, várias pessoas se acomodaram simultaneamente, diferindo muito entre si tanto na aparência quanto no comportamento”, praticamente não há elemento yang. O verbo “se acomodar”, assim como “estar”, “ser” e alguns outros, não contém nenhum elemento yang; no geral, essa frase é puramente descritiva e, por isso, está sob o arquétipo yin.

No entanto, como a análise sintática formal indica a modalidade. Ao estar sob a influência predominante do arquétipo yin ou yang, a pessoa revela claramente esse arquétipo na fala, enfatizando as palavras relacionadas à modalidade yin ou yang — ou seja, ela lhes confere ênfase lógica. As palavras relacionadas à modalidade oposta, por sua vez, são frequentemente omitidas (fenômeno chamado de elipse), pronunciadas de forma indistinta, pouco clara ou em tom mais baixo, como se indicando que não têm importância essencial.

Como, por exemplo, uma esposa pode determinar em que estado de ânimo ou modalidade o marido saiu de casa? Basta perguntar: “Para onde você está indo?” — e ouvir atentamente a resposta, prestando atenção não apenas ao conteúdo direto, mas também aos detalhes: a ênfase lógica, a entonação e a clareza das palavras pronunciadas. “Eu vou… blá-blá-blá…”. O que se esconde atrás desse indistinto “blá-blá-blá” — pode-se adivinhar ou perguntar novamente: tomar uma cerveja, visitar o Tolik, fuçar na garagem. É claro que o marido pode estar mentindo, escondendo o objetivo principal de sua saída com uma fala rápida, mas, se considerarmos que ele age com sinceridade e não distorce nada deliberadamente, fica claro que o objetivo principal de sua saída o preocupa menos do que o próprio ato: “Eu vou”. Talvez, só depois de sair, ele defina com precisão a direção e o objetivo; no momento, o mais importante para ele é a ação, ou seja, sair de casa.

Se, em resposta, soa a frase: “Vou dar uma passada na casa do Tolik”, em que o sujeito — o pronome “eu” — é omitido e a ênfase lógica recai na última palavra (o que, aliás, fica claro pelo sentido da frase, já que o verbo “passar” raramente carrega o peso semântico principal), isso significa que a saída é realizada. Mas, se houver uma continuação com modalidade claramente yang, por exemplo: “Preciso lhe contar uma coisa”, com ênfase lógica na palavra “contar”, então a modalidade da saída deve ser considerada yang.

Em geral, quanto às modalidades, vale a regra: “A segunda palavra é mais importante que a primeira”. Ou seja, se uma pessoa pronuncia várias frases em modalidade yin, mas a última é yang, isso significa que as frases anteriores eram apenas preparação, e o sentido geral de sua mensagem é yang. No entanto, é possível que uma construção puramente yang da frase denote intenções puramente yin da pessoa — nesse caso, é preciso observar a essência.

A frase: “Vou passear, caminhar, respirar ar fresco, olhar ao redor” — do ponto de vista filológico, é claramente yang; por outro lado, descreve um comportamento puramente yin, ou seja, um estado passivo e contemplativo da pessoa, expresso, contudo, em forma yang. Quão significativo é isso? Como sabemos, nada acontece por acaso. Talvez essa pessoa queira demonstrar que, mesmo em uma situação em que não depende de ninguém, ela tem o direito de agir por conta própria.

Se uma pessoa tende a incluir o arquétipo yin, ela pode se expressar com uma entonação que, na fala, é extremamente importante e que também diferencia claramente frases yin e yang. Em princípio, a entonação yin é mais suave, exerce menos pressão, é mais contemplativa, como se a pessoa aceitasse a realidade. Ao contrário, na entonação yang soa uma intenção clara, uma ação, talvez até agressão, destruição ou interferência direta. Assim, uma entonação dura é sempre yang, mesmo que, pelo conteúdo e pela carga lexical, a frase soe yin.

“Estou com frio” — frase yin pelo conteúdo e pela sintaxe, mas, dita com grande ênfase, adquire um tom yang claro, sugerindo que as pessoas ao redor devem intervir de alguma forma para ajudar, por exemplo, oferecendo um cobertor quente ou chá quente, ou até um lugar para dormir.

Para a fala yin é característica uma modalidade especial indefinida, intermediária entre afirmação e pergunta: “Está na hora de ir para casa”. Se essa frase soar com uma entonação claramente interrogativa, ela estará em modalidade yang, pois pressupõe do interlocutor uma resposta inequívoca. Se soar com uma modalidade claramente afirmativa, sua modalidade é yin, primeiro porque descreve o estado da pessoa e, segundo, porque a ênfase lógica recai na última palavra, no objeto.

Se, no entanto, essa frase for dita com a entonação característica indefinida de semipergunta-semiafirmação, pronunciada de forma uniforme, em um só fôlego, sem ênfase lógica em nenhuma palavra, e terminar com uma sensação de reticência, ou seja, a pessoa não está segura de si e oferece ao parceiro a escolha da modalidade e da própria frase, bem como da resposta, então o anfitrião pode “pegar” um hóspede incômodo que claramente busca uma resposta: “Não, de jeito nenhum, ainda é cedo, nós estamos tão entretidos conversando com você” — resposta que pressupõe a modalidade de pergunta, ou seja, a modalidade yang dela. Em contrapartida, o anfitrião pode responder: “Bem, se é hora, então é hora, foi muito bom conversar com você” — tendo em mente que a frase foi dita em tom afirmativo, em modalidade yin, e ele responde de forma sintonizada, ou seja, também em modalidade yin.

Em geral, a questão da complementaridade das modalidades yin e yang é bastante aguda, e as pessoas a entendem de formas absolutamente diferentes. O yin complementa o yang, e vice-versa; na vida, no entanto, as pessoas seguem a ideia inconsciente de que o comportamento complementar é sintonizado, ou seja, que ao yang deve-se responder no estilo yang, e ao yin, no estilo yin, e em muitos casos (mas nem sempre) esse comportamento será complementar.

Ao contrário, o comportamento deliberadamente ambíguo ou indefinido em termos de suas modalidades é frequentemente característico de manipuladores profissionais, enganadores, pessoas que alcançam seus objetivos distorcendo deliberadamente o sentido de suas palavras e o conteúdo de seu comportamento, induzindo assim seu parceiro ou oponente a um entendimento equivocado, para só então dizer: “Eu queria dizer algo completamente diferente” — quando já será tarde demais. Esse comportamento é chamado de equívoco.Este é um artifício em que uma pessoa, ao pronunciar certas palavras, transmite ao seu parceiro, por meio de recursos expressivos especiais, a impressão de que quer dizer algo completamente diferente. O parceiro, então, segue esse sentido oculto, e a pessoa depois diz: “Mas eu disse outra coisa, você é que se enganou ao me entender mal”. Equívocos ligados à distorção intencional das modalidades são, provavelmente, os mais comuns de todos.

A esposa diz ao marido: “Sabe, hoje à noite me sinto tão infeliz”. O marido, solidário, responde: “Bom, então que tal sairmos para nos divertir hoje à noite? Podemos passear ou visitar amigos…”. A esposa retruca: “Eu não pedi nada disso, mas se você insiste, tudo bem. Aliás, comprei hoje um chapéu lindo e gostaria de saber sua opinião”. O leitor pode pensar: “Ora, o que há de errado nisso? São apenas pequenos artifícios femininos, e ambos entendem perfeitamente o que realmente está acontecendo”. Nesse caso, talvez seja assim. No entanto, tanto em relações familiares quanto profissionais, é muito comum o tipo de comportamento em que uma pessoa sistematicamente distorce as modalidades: diz uma coisa com as palavras, mas transmite outra pela entonação, usando isso para fins egoístas. As pessoas que sofrem com isso não conseguem fazer nada, pois não existe na sociedade um conceito que condene quem distorce as modalidades.

Você pode dizer sobre outra pessoa: “Ele me enganou”, e a sociedade a condenará. Mas não pode dizer: “Ele criou em mim uma falsa impressão”, pois a sociedade dará de ombros e dirá: “Ora, querido, a impressão que você tem das pessoas e das situações é responsabilidade sua”. Embora, na realidade, criar uma falsa impressão e abusar das modalidades seja um erro tão grave quanto a mentira direta.

Voltemos ao tema das modalidades da linguagem. Em princípio, toda fala contém três níveis: o sentido psicológico, ou seja, aquilo que a pessoa realmente quer dizer; o conteúdo social ou significado, ou seja, o sentido que suas palavras têm no círculo em que se comunica; e o terceiro nível é a entonação. Cada um desses três níveis possui sua própria modalidade, e eles podem se combinar das formas mais variadas.

Analisemos, por exemplo, uma situação simples: uma pessoa se despede de um convidado e deseja expressar o desejo de que ele volte. O conteúdo interno pode ser yang, ou seja, conter a intenção de dar uma ordem ao convidado para que ele venha, ou yin, ou seja, comunicar ao convidado que a pessoa sente sua falta sem ele. No entanto, a frase dita e a entonação com que é dita podem ter tanto som yang quanto yin.

A frase yang soa assim: “Venha me visitar”. A frase yin: “Sinto sua falta sem você”. Até agora, não consideramos a entonação, e cada frase foi dita com uma modalidade expressiva clara: a primeira, yang; a segunda, yin.

Agora, consideremos o comportamento de uma pessoa que inclui também a entonação como fator. A frase dita na modalidade yang-yang, ou seja, ordem direta, soa assim: “Venha amanhã, eu estou mandando!” (dita com forte ênfase). A frase na modalidade yang-yin, ou seja, convite ou pedido direto: “Venha amanhã, se for conveniente para você”. Aqui, a entonação é suave, polida, especialmente na segunda parte da frase.

O convite na modalidade yin-yang: uma queixa ativa, impondo ao parceiro o seu estado. “Eu realmente gostaria que você viesse amanhã” (dito com ênfase). No nível social, a pessoa transmite seu estado, mas as próprias palavras, que reforçam e enfatizam o estado — não apenas “gostaria”, mas “realmente gostaria” — e a entonação intensa, tensa e insistente criam um tom yang.

Por fim, a frase na modalidade yin-yin: um pedido indireto, um convite mediado. É dita de forma suave, talvez até um pouco lamentosa: “Se você tiver vontade de vir, ficarei muito feliz”. Nesse caso, “se você” e “eu” geralmente são omitidos, restando apenas o componente yin puro da frase: “Se vontade de vir, ficarei muito feliz”.

Pergunta ao leitor. Pense na última situação analisada — o convite para visitar — em relação a si mesmo. Qual das quatro modalidades descritas (yang-yang, yang-yin, yin-yang ou yin-yin) é orgânica ou natural para você? Qual você rejeita categoricamente? Qual seria mais difícil de desempenhar em um exercício de atuação? Agora, coloque-se no lugar do convidado. A qual dos quatro tipos de convite você provavelmente responderia? Qual, ao contrário, o afastaria bruscamente, a ponto de não voltar mais a visitar? Pense nas razões dessas reações. Por trás delas, certamente estão certas configurações de vida que talvez façam sentido revisar, ampliar ou complementar.

Em quais palavras você presta mais atenção ao ouvir as pessoas? Elas estão na parte yin ou yang das frases que pronunciam? Que parte dos textos que você ouve você lembra melhor — a yin ou a yang? Preste atenção em seus elipses, ou seja, omissões. O que você costuma omitir com mais frequência — o sujeito, o predicado ou o complemento? Você gosta de descrições vívidas ou prefere enfatizar, em seu discurso, os agentes e as ações? A mesma pergunta se aplica aos livros que lê. Em que você presta mais atenção — nas ações ativas ou nas descrições estáticas? Que tipo de críticas você recebe com mais dificuldade — aquelas que dizem respeito ao que você fez de errado ou aquelas que sugerem que você é de某种 forma inadequado?

Preste atenção em como você mesmo critica os outros, especialmente seus filhos: você faz isso na modalidade yin ou yang, apresentando-lhes reclamações sobre suas ações ou seus estados? Você consegue dizer palavras yang de forma suave, polida, na modalidade yin? Consegue pressionar com a entonação ao descrever suas realizações? Por exemplo, dizer “Estou mal” com um tom que faça toda a família correr ao seu redor?

Encanto

Cada pessoa tem suas próprias ideias sobre o que é charme, sobre o seu próprio charme pessoal e sobre que tipo de charme a atrai. Avaliar a modalidade do seu próprio charme e do charme alheio permite compreender muito sobre si mesmo e sobre os outros. Em particular, a maioria das pessoas tende a restringir muito o seu próprio charme pessoal, revelando-o apenas em circunstâncias específicas ligadas à iniciação de certas modalidades, enquanto qualquer combinação de modalidades corresponde a um tipo de charme que pode ser dominado e utilizado com sucesso.

O charme yin é o charme de um sorriso suave que convida, de delicadeza, complacência, tato, silêncio, presteza, profundidade e sutileza de percepção. Não se deve pensar que apenas algumas pessoas são dotadas desse tipo de charme. Na realidade, absolutamente qualquer pessoa pode manifestar todas essas qualidades em certas circunstâncias, com determinado parceiro, talvez muito raramente, mas isso não significa que, trabalhando em si mesma, não se possa desenvolver em si o charme yin.

Muitas vezes, a pessoa simplesmente não considera isso necessário ou levanta uma questão razoável para si mesma, mas pouco convincente para o parceiro: “Para que isso serve?”. No entanto, o autor espera que o leitor que chegou até esta página do livro não faça tal pergunta.

O charme yang é o charme da pureza de intenções, do planejamento cuidadoso, da energia adequada, da força boa, da grandeza real, do poder, da autoridade verdadeira, da responsabilidade pelo que a pessoa planeja fazer e realmente faz.

Pergunta ao leitor. Que tipo de charme você mais gosta em seus conhecidos? Em seus parentes? Na tela da televisão? Nos livros? Que tipo de charme você acha que é característico de você pessoalmente? Você é capaz de manifestar charme na modalidade oposta? Você acha necessário fazer isso? Se não, por quê? Você considera o charme uma parte importante de sua vida? Quantas situações em sua vida há em que ele claramente falta, mas alguma força o impede de ativá-lo ou você simplesmente não sabe como fazê-lo? Pense na modalidade dessas situações e em qual modalidade você adota nelas.

Recebendo presentes

Pela forma como as pessoas dão e recebem presentes, pode-se compreender muito sobre as modalidades que regem seu comportamento em muitas outras situações.

Em geral, ao presentear e receber presentes, as pessoas estão relativamente relaxadas, mesmo em situações formais, e, nesse contexto, os arquétipos que guiam a psique por vezes se manifestam de forma mais do que explícita. Muitas pessoas têm uma ideia absolutamente precisa sobre como se deve presentear, como se deve receber corretamente os presentes e o que a pessoa deve fazer.

recebe um presente. Se o comportamento do receptor corresponde ao que o doador espera, surge com frequência uma cena muito desagradável e tensa. Para evitá-la, analisemos essa questão sob a perspectiva das modalidades do arquétipo diádico. A visão yang sobre o processo de presentear consiste em que se trata de um processo, de uma ação. A pessoa que recebe o presente é objeto de influência e deve reagir de uma maneira muito específica. Antes de tudo, ela deve estar aberta ao processo de presentear. Isso significa, por exemplo, que sua atenção deve ser dirigida, em primeiro lugar, não ao presente em si, mas à pessoa que o oferece, às suas palavras de acompanhamento, às suas emoções. Em outras palavras, uma pessoa guiada pelo arquétipo yang dirá: “EU TE DOU um presente”, e a ênfase lógica deve recair sobre as primeiras quatro palavras, enquanto o presente em si é secundário. Ao receber um presente sob o arquétipo yang, a pessoa considera seu principal dever expressar gratidão e alegria pela recepção do presente, por assim dizer, devolver a energia gasta pelo doador na forma de agradecimentos, palavras de admiração, etc. Nesse caso, pouca atenção é dada ao presente. Em contraste, a abordagem yin em relação ao presente, por parte de quem o recebe, consiste em assimilar o presente. Essa pessoa pode, sem prestar atenção ao doador, agarrar o presente e, mesmo sem desembrulhá-lo, levá-lo rapidamente — para depois, quando os convidados se forem, examiná-lo cuidadosamente e incorporá-lo, ou seja, definir seu lugar em sua vida. Uma pessoa guiada pelo arquétipo yin, ao receber um presente, pode abri-lo, mas depois disso parece se fundir com ele: apertá-lo contra o peito, seu rosto exibir um sorriso radiante e seu estado psicológico mudar visivelmente; no entanto, não é obrigatório que ela ache necessário manifestar isso externamente, por exemplo, agradecendo ao doador de forma expressiva. Do seu ponto de vista, o importante é que o presente lhe agradou, e o agradecimento pode estar escrito em seu rosto, mas deve ser lido — é expresso indiretamente, por exemplo, por um sorriso satisfeito ou um olhar breve, mas carregado de significado. É muito interessante observar uma pessoa que oferece um presente sob o arquétipo yin. Nesse momento, ela mesma é uma extensão desse presente, ou seja, transfere junto com ele um certo estado que tenta transmitir ao receptor. É assim que geralmente se oferecem flores e outros presentes simbólicos que carregam a energia do próprio doador. Presentes yin muitas vezes não têm como objetivo influenciar diretamente o receptor, que pode dispor deles como bem entender. Podem ser objetos com os quais ele decorará sua casa ao seu gosto, temperos culinários que usará ao preparar diversos pratos, etc. Já os presentes yang são muito mais diretos e intencionais. Se for um buquê de flores, por trás dele há a intenção de impressionar o receptor, de influenciá-lo a agir de certa forma; se isso não acontece, quem oferece o presente se sente como se tivesse perdido uma disputa: tentou, tinha objetivos claros, mas o presente, sua “arma” ou ferramenta, não cumpriu o propósito. Com a abordagem yin, não há nada disso nem é esperado. Nesse caso, a pessoa não planeja nenhum resultado específico ao oferecer o presente e espera uma reação do tipo “gostou ou não gostou”, ficando plenamente satisfeita com qualquer uma delas.

Em geral, nessa situação, a complementaridade entre yin e yang fica bastante evidente, ou seja, quem oferece um presente sob o arquétipo yang geralmente espera uma reação yin do receptor, e vice-versa. Normalmente, um comportamento sintonizado — do tipo yang para yang ou yin para yin — não é complementar nessa situação.

Perguntas ao leitor:
Você gosta de receber agradecimentos por seus presentes ou acha que o principal é que o presente cause impressão em quem o recebe?
Como você reage a presentes — de forma yin ou yang?
Você tenta adaptar imediatamente o presente a si mesmo ou à sua casa?
Presta atenção especial ao agradecimento ao doador?
Que tipo de presentes você gosta: yang, que influenciam diretamente você, ou yin, que influenciam o ambiente em que você vive e, indiretamente, a você?
Você prefere que o presente tenha um uso específico e definido ou gosta de ter liberdade para decidir como usá-lo?
Um presente barato pode ter valor para você?
Com que frequência você recebe tais presentes em sua vida?

EMOÇÕES
As emoções, quanto ao seu tipo, dividem-se claramente em duas categorias — yin e yang — que visam influenciar a pessoa e a situação ou, ao contrário, se acalmam dentro da própria pessoa. No entanto, mesmo aqui, como se costuma dizer, há variações, e deve-se lembrar que, dentro das modalidades, existem ainda as submodalidades. Além disso, muitas vezes, sob a mesma palavra que designa uma emoção, pessoas diferentes entendem coisas completamente distintas; para melhor nos entendermos, é preciso prestar atenção especial às modalidades empregadas ou implícitas.

As pessoas, em princípio, são bastante tolerantes com o estado emocional umas das outras, ou seja, permitem uma ampla gama de emoções em si mesmas e nos outros. No entanto, essa tolerância desaparece imediatamente quando se trata da expressão dessas emoções. A maioria das pessoas tende a permitir a si mesma ou aos outros a expressão de emoções apenas em certas modalidades que muitas vezes não coincidem com as modalidades das próprias emoções; em outras palavras, tendemos a aceitar e considerar adequada a expressão de emoções em algumas formas e rejeitar em outras.

Por que isso acontece é uma questão à parte, mas, ao tomar consciência desse fato, a pessoa às vezes se torna muito mais flexível e tolerante.

O amor é um dos conceitos mais complexos com os quais o ser humano se depara, e a aparente simplicidade e acessibilidade até mesmo para uma criança nos engana quando nos comunicamos e usamos essa palavra, atribuindo-lhe significados completamente distintos. Aqui, a diferença nas modalidades de sua compreensão é muito importante.

O amor — é um estado ou uma atividade, um pano de fundo ou um conteúdo, uma existência ou um objetivo? A visão yin do amor o entende como um certo estado, uma espécie de iluminação por raios divinos, uma graça especial que desce sobre a pessoa e penetra toda a sua essência. Há também situações externas em que o amor reina e nelas se sente uma presença divina suave e benevolente. O amor, em sua compreensão yin, pode ser de alguma forma merecido, pode ser esperado; alguns acreditam que é um ato da graça divina e não está de forma alguma ligado ao comportamento humano, outros acham que um certo autopolimento interior, o cultivo de virtudes e a erradicação de defeitos aumentam as chances de uma pessoa obter essa graça, enquanto outros ainda atribuem o papel principal à fé — mas, novamente, à fé em um sentido yin, que é difícil de conquistar por meio de esforços direcionados, se é que é possível.

A visão yang do amor é algo completamente diferente. O amor é um entusiasmo especial, um colorido inspirador das ações que uma pessoa realiza. A causa desse colorido pode ser um fator pessoal, ou pode ser desconhecida sua origem, ou a fonte de inspiração pode ser o objeto do amor, mas, em qualquer caso, no centro da atenção da pessoa está uma ação voltada para um objeto externo a ela. Esse objeto pode ser o objeto do amor ou pode ser algo completamente diferente, que, nesse último caso, será iluminado pelo amor da pessoa no processo de trabalho ou de outra interação com ela. No entanto, esse trabalho ou essa interação não têm relação direta com o amor; eles apenas são iluminados por ele. Assim, um homem apaixonado pelo tipo yang pode dedicar cem quilômetros de corrida à sua amada, e para ele isso será uma expressão plenamente adequada de seu amor por ela; ele correrá esses cem quilômetros com o nome dela nos lábios, e o fato de ela estar em outra cidade naquele momento não o incomodará nem um pouco. O yang pode entender o amor como um estado, mas, para ele, esse estado deve obrigatoriamente se manifestar em ação; caso contrário, a pessoa admite sua falsidade ou sua incapacidade.Por exemplo, na compreensão yin do homem: “Eu amo minha família” pode perfeitamente significar que ele gosta de estar nela. Gosta de chegar, mergulhar na atmosfera familiar, brincar com as crianças, comer à mesa comum, até pode cozinhar ou fazer uma prateleira, mas essas últimas ações não são típicas dele; o principal é que tudo isso existe dentro do contexto geral de seu estado. Para um homem que ama sua família no tipo yang, seu estado no momento em que está com ela não tem importância fundamental. Ele entende o amor como um sentimento especial que o inspira a cuidar dessa família dentro de seus próprios limites (por exemplo, educar os filhos, ensinando-lhes habilidades, vestir a esposa, construir relacionamentos com ela) ou apoiando a existência da família no mundo externo, ganhando dinheiro para uma nova casa, carro, viagem. Nesse caso, o amor do tipo yang e yin podem de forma alguma se acompanhar mutuamente, ou seja, por exemplo, um homem pode amar sua família no tipo yang, encontrando nisso grande autoexpressão e satisfação, e fazendo isso com alegria, mas permanecendo fora da família. Há situações em que, em teoria, ele poderia usufruir dos resultados de seu trabalho e sentir o clima favorável da família, mas, por algum motivo, isso não o atrai nem lhe traz alegria alguma, ou seja, ele não sente o amor do tipo yin. (Como seria a situação oposta, o leitor pode imaginar por si mesmo.)

Da mesma forma, o amor pela música pode ser compreendido em modalidade yin e yang, e são coisas completamente diferentes. Para um amante melômano, o amor pela música é justamente o desejo de percebê-la, ou seja, o desejo de viver em um ambiente onde soa sua música favorita. Isso lhe faz bem, e nada mais é necessário. Nesse caso, a ideia de criar uma melodia por conta própria — com a voz ou um instrumento — nem sequer lhe passa pela cabeça, e ele não a considera importante ou necessária. Ao contrário, o amor puramente yang pela música é característico de músicos profissionais que se propõem a dominar perfeitamente um instrumento musical, executar nele obras favoritas de uma forma que nunca soou antes, e, se conseguirem e o som obtido lhes agradar, esse é a maior expressão de seu amor. Nesse caso, o músico profissional pode gostar de um espectro muito limitado de intérpretes, considerando os demais amadores ou simplesmente não dando muita importância ao ato de ouvir música como tal, e, embora, é claro, seja capaz de perceber música alheia, é provável que só verdadeiramente lhe agrade a sua própria — não aquela que toca no instrumento, mas aquela que ouve internamente. Às vezes, parece-lhe que só ele sabe como a música deve soar de verdade, e sua maior felicidade é reproduzi-la de fato com suas próprias mãos ou lábios.

Claro, o amor-ação e o amor-estado são inseparáveis; no entanto, cada pessoa tem uma certa acentuação deles, às vezes muito forte, e, para ela, a palavra “amor” adquire um matiz claramente yin ou claramente yang. Em diferentes esferas da vida, esse matiz pode mudar, e, observando sua mudança, pode-se compreender muito sobre suas características e problemas internos.

Perguntas ao leitor.
Quando você ama uma pessoa, sente uma necessidade aguda de fazer algo por ela?
Teme o amor sem reciprocidade: a) o seu próprio, b) o dirigido a você?
Acredita no amor desinteressado?
A ideia de que Deus não só ama o homem, mas também o ensina, e nisso também se revela Seu amor, lhe é próxima?
Considera as relações com pessoas não tingidas de amor vazias?
Acha que é possível trabalhar com eficiência sem sentir amor pelo seu trabalho?
Lembre-se de pessoas cuja forma de amar você não compreende de forma alguma.
Pense em que modalidade elas a vivenciam.
Pense em que modalidade a amor de seus entes queridos é dirigido a você e tente mudar a modalidade yin para yang, e a yang para yin.
Quais serão os resultados?
Acha que o amor pressupõe cuidado?
O amor e o medo são compatíveis?

Raiva
Idealmente, a raiva tem por si mesma uma modalidade claramente yang, ou seja, pressupõe um objeto e um processo durante o qual se expressa a indignação com esse objeto. Frequentemente, esse objeto se revela em meu mundo interior, então uma parte minha, com a qual me identifico agora, se indigna com outra parte, que temporariamente considero como que alheia e com a qual me identifico.

Existem, no entanto, modificações da raiva voltadas para dentro da pessoa e, ao mesmo tempo, ela não se divide em partes, por exemplo, a raiva impotente ou a variante yin da raiva, o sentimento de irritação, ou seja, a sensação de autodestruição sob a ação de alguma causa patológica ou prejudicial à psique.

Na realidade, entretanto, encontra-se a variante yin da raiva, que é percebida justamente como um estado associado a qualquer ação. Então, diz-se que ela cega os olhos da pessoa, e esta já não escolhe nem o objeto da raiva nem a forma de expressá-la, sendo completamente escravizada pela emoção que corta todos os laços com o mundo exterior.

A habilidade de transformar a raiva da modalidade yin para a yang é uma arte importante, infelizmente não ensinada nas escolas modernas. Não menos importante, aliás, é encontrar formas adequadas de expressão externa da raiva, tanto em sua hipóstase yin quanto yang.

A variante cultural da raiva yin é a raiva contida, potencial, quando se vê que a pessoa está em estado de raiva, mas se contém e ainda não escolheu a forma de realizar essa emoção. Em princípio, ela é livre nesse aspecto; talvez vença a raiva e, de uma forma ou de outra, a dissolva em sua psique, talvez a reprima, criando ali uma bomba-relógio, ou talvez a realize, mas em formas que escolherá por si mesma e no momento que também determinará.

Ao contrário, a raiva atual, yang, pode ser expressa das mais variadas formas, começando por formas simbólicas. Assim, por exemplo, a palavra “opala” vem do costume, aceito entre os czares russos, de presentear os boiardos que lhes desagradavam com uma pedra preciosa de opala, simbolizando descontentamento e a ordem de se afastar dos olhos do soberano por algum tempo.

Frequentemente, a raiva é expressa na forma verbal, usando diversos tipos de palavrões e epítetos ameaçadores, bem como por meio de gestos, e, pelo caráter das frases e movimentos do corpo, muitas vezes se pode ver que a verdadeira modalidade da raiva não é aquela que a pessoa tenta simular e que é necessária pela situação.

Se a análise sintática do texto de raiva indica claramente o arquétipo yin, isso significa que, na realidade, a pessoa não conseguiu realizar sua raiva, transformá-la da modalidade yin para a yang, e a emoção continua dentro dela, enquanto a pessoa, em geral, não planeja realizá-la.

Isso fica especialmente claro na gesticulação. Se os movimentos do corpo, das mãos e da cabeça da pessoa são direcionados para frente, como que desferindo golpes, isso indica a modalidade yang da raiva. Se, ao contrário, seus gestos, antes, a separam do parceiro e são direcionados a si mesma, isso indica a modalidade yin da raiva, comparando sua inocência para com o destinatário.

Perguntas ao leitor.
Que tipo de raiva é característico de você?
Acontece de você chorar de raiva?
Sente a sensação de raiva impotente?
As pessoas ao seu redor têm medo de sua raiva?
Ela é um instrumento para você contra elas?
Há pessoas em seu círculo cujo tipo de raiva você teme?
Pessoas cuja raiva, por alguma razão obscura, de forma alguma o afeta?
Avalie as modalidades de suas manifestações de raiva.
Quais manifestações de raiva ou fúria você considera aceitáveis para si?
Para as pessoas ao seu redor?
Pense em suas modalidades.
Tente, em uma situação padrão de raiva para você, mudar sua modalidade para a oposta. Se ela era yang, mostre a seus entes queridos seu estado de raiva sem indicar o destinatário; se era yin, ao contrário, pronuncie algumas palavras duras e ameaças dirigidas à pessoa que provocou sua raiva. Observe atentamente a reação dela e sua modalidade.

Curiosidade e interesse
A curiosidade difere do interesse por sua modalidade. A curiosidade é, sobretudo, um estado da pessoa, ou seja, ela se refere ao arquétipo yin.Aqui o objeto de interesse existe, mas ocupa na imaginação da pessoa um lugar bastante abstrato, ou seja, a pessoa não busca especificar seu interesse por esse objeto. Ele lhe é interessante, ao que parece, em qualquer forma, ângulo ou manifestação. Veremos, e depois se verá — tal é a posição de curiosidade. Ao contrário, o interesse, especialmente quando é estável e profundo, é mais tingido pelo arquétipo yang. Trata-se de uma emoção dirigida ao objeto, mas a pessoa o representa de modo muito mais claro e sabe com muito mais precisão o que a interessa. Além disso, ela direciona de forma clara e ativa sua energia e sua atividade para o objeto que a atrai. Ela vai até ele, aproxima-se pela via adequada, penetra em seu interior, pesquisa-o, e sua investigação é tingida pela emoção do interesse.

Um artista popular, ao subir ao palco em uma noite de autógrafos, distingue com clareza a curiosidade do público ou do jornalista que o entrevista da atenção significativa, direcionada, ativa, expressa, em particular, nas perguntas inteligentes e interessantes para ele mesmo. Ao contrário, a curiosidade se caracteriza por um exame superficial e por perguntas de rotina, às quais não há como responder de modo interessante e substancial, e que são feitas, por assim dizer, por mera formalidade — perguntas que não buscam resposta, mas servem apenas de pretexto para que o objeto de interesse se manifeste de alguma forma, sem que importe como exatamente.

Pode-se dizer, assim, que a curiosidade yin é uma fase anterior ao interesse yang direcionado. E embora por vezes cause uma impressão desagradável, parece que não há como prescindir dela. O importante é compreender a tempo que houve a mudança de fase, a mudança de modalidades.

Questões ao leitor. Como você se sente em relação aos transeuntes que vagueiam pela rua, cambaleando sem rumo? Você se une a eles de bom grado? Você considera que a curiosidade ociosa é um estado normal do ser humano, ou acredita que sempre é melhor ceder lugar a um interesse direcionado? Quão amplo é o círculo de seus interesses não profissionais? Com que frequência você faz perguntas para as quais não deseja respostas? Quem entre seus conhecidos o aborrece ao fazer perguntas e não ouvir as respostas?

Preocupação e ansiedade
Em princípio, ambas as emoções — yin — caracterizam o estado da pessoa, mas aqui as submodalidades são importantes. A preocupação e a ansiedade yin não estão ligadas a nenhum objeto externo. São estados da pessoa com os quais ela é obrigada a lidar de uma forma ou de outra, sem esclarecer suas causas. Ela pode acalmá-las em si mesma, equilibrá-las, reprimi-las ou transformá-las em outros estados.

A compreensão yang de preocupação e ansiedade é outra. Trata-se de emoções que tingem determinada atividade da pessoa: “Em meio à ansiedade, ele ia de um lado para outro do cômodo, corria da janela ao telefone, não conseguia se acalmar nem por um segundo”. A ansiedade interna pode acompanhar a busca pela origem da tensão e pela forma de superar uma situação futura perigosa ou desagradável: uma parte dela é a fonte de perigo e ansiedade, e essa fonte precisa ser encontrada e neutralizada ou, de algum modo, compreendida e transformada.

A pessoa diz: “Minha desordem me preocupa”. A abordagem yang consiste em que sua desordem o preocupa, e, em função disso, ele toma ou já toma uma série de ações concretas para fortalecer a disciplina interna e externa. Essas ações serão tingidas por sua preocupação com sua própria imperfeição. Se essa preocupação se mostrar suficientemente forte, ocorre a transição para o yang.

da sua vida em relação a circunstâncias menores e significativas — externas e internas. Que mudança de modalidade você percebe? Qual é a modalidade de ansiedade e preocupação que seus familiares expressam diariamente, em situações críticas? Em quais modalidades você reage com mais intensidade e em qual modalidade você responde?

Alegría

Essa emoção é especialmente importante, pois, sem ela, a vida humana é completamente incompleta. No entanto, muitas pessoas sentem e experimentam a alegria de maneiras muito diferentes e não da forma como os outros ao redor delas esperam, o que leva a grandes mágoas, falta de compreensão mútua e um forte deterioramento nos relacionamentos entre as pessoas em geral, especialmente entre os mais próximos.

A alegria do tipo yin é, acima de tudo, um estado. A pessoa está bem, sente-se alegre, vivencia sua alegria e nem sequer pensa em como deve transmiti-la para fora, como expressá-la ou o que fazer com ela. Seus olhos brilham, seu rosto sorri, ouve-se sua risada, ela se sente leve e descontraída. Provavelmente, ela não pensa que deve algo a alguém, que está obrigada a algo ou que precisa regular seu comportamento externo de alguma forma.

A ênfase yang na alegria significa que a pessoa está preocupada com sua expressão adequada para o exterior. Sua alegria, como se costuma dizer, a transborda; ela deseja compartilhá-la com os outros, quer expressá-la de alguma forma ou realizar ações que sejam preenchidas, tingidas por sua alegria e a representem.

materialização no mundo exterior. Então, ele ri contagiosamente, dirigindo seu riso aos que o rodeiam, começa a lhes contar algo alegre, cumprimenta, presenteia, deseja melhorar também o humor deles. Na vida, é claro, nem sempre se pode traçar com tanta precisão a linha entre a alegria yin e a yang. Na pessoa comum, elas estão misturadas, e, mesmo assim, em muitas pessoas há uma acentuação tão forte em um dos componentes — yin ou yang — que, mesmo nos melhores momentos de suas vidas, isso dificulta substancialmente a vida delas e a de seus entornos. A alegria do tipo yang, que se exterioriza, mas não é alimentada por um estado interno, parece forçada e artificial. Ao contrário, a alegria puramente yin, quando a pessoa está transbordante de suas sensações e não percebe o mundo ao redor, também causa uma impressão pesada, e, em muitos casos, isso não é suficiente, ou seja, os que estão ao redor esperam que a pessoa compartilhe sua alegria, mas nem lhe passa pela cabeça que isso é possível e necessário. Ao contrário, há pessoas que não são propensas a vivenciar de alguma forma sua própria alegria, por exemplo, consideram isso antiético ou desagradável a Deus, ou uma consequência pesada que trará, em um futuro próximo, algo ruim, por isso buscam ou expressar sua alegria externamente sem vivenciá-la, ou simplesmente ignorar esse estado, suprimi-lo, afogá-lo.

Perguntas ao leitor. Qual alegria é mais importante para você — a própria ou a de seus entes queridos? Que tipo de alegria você prefere neles: yin ou yang, ou seja, quando eles a vivenciam internamente ou quando a direcionam a você? Você tende a alegrar-se pela vida em si? Você tende a compartilhar sua alegria? Teve alguma experiência negativa ao tentar compartilhar sua alegria com entes queridos ou pessoas próximas, e a reação deles foi de incompreensão ou negatividade? Você considera normal vivenciar a alegria e compartilhá-la com os outros?

Tristeza e compaixão
Com essas emoções também podem estar associadas duas modalidades que as tingem de forma diferente. Em geral, a piedade é, antes de tudo, um estado da alma da pessoa, ou seja, está sob o arquétipo yin. Por outro lado, a piedade sempre é piedade de alguém, e mesmo que a pessoa se lastime, internamente ela divide o sujeito que sente piedade e o objeto para o qual essa piedade é dirigida. Por isso, o elemento yang ou submodalidade na piedade também está presente, e o mesmo se aplica à compaixão. Aqui, como sempre, os acentos são importantes. A piedade yin pode ser caracterizada como um estado total da pessoa, quando sua atenção se desvia do objeto da piedade e ela se concentra completamente em seu próprio estado: sente pena. Já esqueceu de quem ou do que sente pena, está absorta na vivência desse sentimento. A piedade, como a raiva, pode turvar completamente a visão. Por algum tempo, todas as forças da pessoa serão direcionadas a lidar com essa vivência ou a se afundar completamente em suas ondas. No entanto, com o que a pessoa emergirá dessas ondas ainda é uma questão.

A piedade yang não é uma vivência emocional total. É uma emoção que colore determinada ação. Então, a pessoa costuma dizer: “Eu fiz isso por piedade. Tive pena daquela mulher e a tirei do rio. Tive pena do meu filho e permiti que ele dormisse meia hora mais tarde do que o habitual, deixando-o assistir ao seu programa favorito”. Da mesma forma, a compaixão no tipo yang é uma ação ativa dirigida ao objeto da compaixão.

Perguntas ao leitor. Que tipo de piedade é mais característica para você — ativa ou passiva? Você percebe transições da piedade da modalidade yin para a yang e vice-versa em si mesmo ou em seus entes queridos? Qual sentimento chega primeiro a você, ou ele muda de caráter com o tempo? Você espera piedade e compaixão das pessoas ao seu redor, e, se sim, em qual modalidade? Qual modalidade de piedade é inaceitável para você? Por quê? Tente recordar suas primeiras vivências agudas de piedade e compaixão — suas próprias e aquelas dirigidas a você. Avalie sua modalidade.

Tristeza e luto
A tristeza é um estado, ou seja, por natureza, está sob o arquétipo yin. É um estado da pessoa que não prevê nenhuma atividade externa, passivo, possivelmente inconsciente, um lamento silencioso, desespero que se expressa em uma espécie de nuvem que envolve a pessoa e preenche uma parte significativa de sua vida, se não toda ela. Nas situações, a tristeza lança uma sombra escura; na vida interior, pode ser o fator principal que permeia tudo. A tristeza pode durar algum tempo, mas, se não se dissipa sozinha, começa a envenenar a psique, e o meio para sua liberação é o luto tingido de yang, ou seja, um estado da alma orientado para ações concretas. Essas ações, por um lado, são externas, por exemplo, o uso de roupas de tons apropriados ou certas restrições na atividade da pessoa, mas o objetivo principal do luto é o trabalho de luto, ou seja, determinado trabalho no espaço interior, cujo objetivo é fechar os enredos anteriores e restaurar a psique para a vida futura.

Quando a pessoa diz: “Estou de luto”, isso significa que ela não apenas está em tristeza, mas também realiza determinadas ações ativas, por exemplo, presta homenagem, gratidão e amor àquelas pessoas e circunstâncias às quais não pôde fazê-lo quando ainda era possível. O luto, assim, tem um matiz yang, uma submodalidade yang, embora, em geral, esse estado da pessoa esteja sob o arquétipo yin.

Perguntas ao leitor. Como você age na tristeza? Prefere que o deixem em paz ou busca espalhar seu estado aos outros, demonstrando-lhes o quão mal você está? A expressão “trabalho de luto” faz sentido para você? Você acredita que, após o luto, é possível o renascimento da pessoa e o surgimento de novos enredos em sua vida? Você acredita que, trabalhando em si mesmo ou no mundo exterior, a pessoa pode reduzir sua tristeza, encurtar os prazos do luto?

CORPO FÍSICO E SUA PERCEPÇÃO
Sensações corporais
Sob o arquétipo yin estão todas as sensações corporais da pessoa que são percebidas por ela como tais. Em algum lugar, uma fisgada; em outro, uma compressão; em outro ainda, um relaxamento; surge uma cãibra, uma onda de calor se espalha, uma vibração aparece. Se a pessoa não tem o objetivo de controlar seu corpo e de alguma forma modificar essas sensações corporais, mas apenas as escuta passivamente, tentando adaptar-se a elas, se, no caso de sentir dor, busca uma posição na qual a dor seja minimizada etc., ela está completamente sob a influência do arquétipo yin.

O mesmo se aplica às sensações que vêm do mundo exterior, quando a pessoa se adapta passivamente a elas: suporta a dor de pancadas, caminha tentando não esbarrar em obstáculos e adaptando sua caminhada ao relevo do ambiente, sobe em uma árvore não como um objetivo em si, mas como se fosse um jogo… Tudo isso ocorre sob o arquétipo yin.

O arquétipo yang pressupõe determinada ideia, determinados esforços intencionais, por exemplo, quando a pessoa não sofre a dor adaptando-se a ela, mas opõe a ela seus recursos psíquicos, como se lutasse contra ela, dizendo: “Ah, você quer me quebrar? Não, não vou ceder!” Quando a pessoa, semelhante aos iogues, começa a controlar suas sensações internas, por exemplo, pratica ginástica, trabalha com aparelhos, influencia intencionalmente determinados grupos musculares, alonga ligamentos, em suma, age sobre seu corpo como se não fosse parte dela, mas como algo externo a ela, está sob o arquétipo yang.

Perguntas ao leitor. Você prefere descanso ativo ou passivo? O que você mais gosta — tomar sol na praia ou fazer uma caminhada turística? Do que você precisa para relaxar — concentração adequada, ausência de estímulos externos, música apropriada, cheiros etc. — ou de tensão intensa, superação de obstáculos difíceis, carga que termina de repente, deixando você sozinho com seu corpo por um curto período e se renova novamente? Você já sentiu seu corpo como algo que possui vontade e consciência independentes de você? Você diferencia as partes de seu corpo pelo nível de controle que sua vontade exerce sobre elas? Você gosta quando passam a mão em você, fazem massagem, andam sobre você com os pés? Você consegue se adaptar a alguns tipos de dor, transformando sua vivência dentro de si? Você acredita que pode se acostumar com a água fria, por exemplo, ao tomar banho em um buraco no gelo, e não sentir sensações negativas?

Їжа

За звичками їжі та взагалі всієї культури, що її оточує, можна багато зрозуміти про акцентуацію архетипів у підсвідомості людини. Ймовірно, будь-яка психологічна проблема так чи інакше спотворює харчові схильності та дієту людини, тому, зокрема, проблеми корекції фігури та ваги людини зовсім неможливо вирішити без тонкого та докладного психологічного аналізу та зміни психології, етики та світосприйняття людини.

Кажуть, що всередині товстої людини живе тонка і плаче, — але чому вона плаче? Відповідь на це питання не така очевидна, як може здатися. Йоги кажуть, що їжу треба пити, а рідини треба їсти (мається на увазі, що пережовувати їжу треба настільки, щоб вона, змішуючись зі слиною, ставала практично рідкою, а воду треба пити дрібними ковтками, ніби відкушуючи по невеликому шматочку).

Чому такі, на перший погляд, дивні вказівки? Очевидно, тут проявляється прагнення балансу інь і ян. Справа в тому, що за основною ідеєю, пережовування — це процес янський. У нього є певна мета, яка полягає у трансформації їжі у тому вигляді, як вона лежить на тарілці, і перетворення її на вигляд, прийнятний для шлунка. Що ж до процесу пиття, то він носить чітко іньський відтінок, тобто людина, коли п’є, ніби зливається з напоєм, і в неї змінюється весь її стан, принаймні трансформативної мети тут немає.

Іншими словами, коли людина п’є, вона приймає об’єкт у себе і починає його асимілювати. А пережовування — це процес підготовки до асиміляції організмом. Не будемо, однак, настільки фізіологічні, звернемося до романтичнішого питання.

Як людина сприймає процес їжі? Суто психологічно різні люди ставляться щодо нього зовсім по-різному. Для одних їжа — не більше ніж інструмент, засіб для підтримки організму в енергійному стані, і для них процес їжі не більш романтичний і емоційно забарвлений, ніж заправка автомобіля бензином, навіть, можливо, набагато менш романтичний, якщо говорити про автолюбителів.

Таким чином, янський погляд на їжу — це її уявлення як цілеспрямованого процесу з цілком певною метою насичення, певними засобами кулінарної підготовки, пережовуванням, перетравленням тощо. Іньська думка на їжу полягає в тому, що це процес, ритуал, який захоплює людину цілком. Це ритуал, який починається з початку приготування їжі або навіть раніше і не закінчується практично ніколи, тому що коли їжа з’їдена, починається приготування наступної.

З іньської точки зору, їжа — це особлива церемонія, в якій людина проходить певні фази: він готує їжу, він ставить її на стіл, він сам сідає за стіл або запрошує своїх друзів, він входить в інтимний контакт зі стравами, коли вони ще лежать на тарілках, він їх оглядає, обнюхує, об’єднує в особисте, перекладаючи їх до себе на тарілку, потім ще більше їх інтеріорізує, з’єднуючись з ними в екстатичному пориві поглинання, і, нарешті, їжа лягає до нього в шлунок, і він починає переживати процес її перетравлення і ситості та вгамування спраги.

При цьому, перебуваючи в іньській модальності, людина зовсім не сприймає те, що відбувається, як цілеспрямований процес, що вимагає її зусиль, вона сприймає їжу як деяку частину життя, яка має природну течію і до якої вона краще чи гірше повинна пристосовуватися, наприклад, сідаючи ближче до смачного пирогу. Перетравлювалася, та її цілеспрямовані зусилля є лише незначними деталями, а основний її стан — це зануреність у процес харчування.

Запитання до читача.

Чи любите ви готувати їжу? Чи відчуваєте ви, як процес готування залучає вас до себе цілком, підкоряючи собі вашу волю, чи ви цілком керуєте ним своєю волею? Яку їжу ви віддаєте перевагу — однорідну, або складається з шматочків, які можна розрізнити на смак? Чи вірите ви у те, що правильним харчуванням можна суттєво впливати на своє здоров’я? Чи дотримуєтеся принципів правильного харчування? Чи допомагають вони вам реально? Чи відчуваєте ви, що певні види їжі завдають шкоди вашому здоров’ю? Чи намагаєтеся ви уникати такої їжі? Чи це вам вдається? Коли ви їсте їжу, приготовлену не вами, чи бентежить вас незнання її рецепту, незнайомство з кухарем? Чи вмієте ви за допомогою їжі керувати настроєм та волею ваших близьких?

Фізичне тіло та його рух

Іньський підхід до тіла у тому, що його переживає. Він нічого з ним не робить і не ставить це своєю метою, але, наприклад, у негативному варіанті засмучується з приводу кривизни ніг, товщини або худорлявості живота, неправильної форми та розташування грудей тощо. Янський підхід, навпаки, сприймає тіло як об’єкт докладання зусиль, як форму, яку необхідно вдосконалювати і приводити до бажаного виду.

Ведена янським архетипом людина йде до тренажерного залу, до косметолога, до масажиста, іноді навіть до хірурга, сідає на жорстоку дієту, їсть корисну їжу тощо.

Іньський погляд на тіло сприймає його як джерело насолод. Така людина воліє поніжитися на пляжі, позасмагати в солярії, затишно влаштуватися на дивані, звертатиме велику увагу на простирадла, на яких він спить, і на зручність одягу, в якому він ходить.

Навпаки, янський погляд на тіло розглядає його як інструмент існування у світі. За допомогою тіла можна робити багато. Наприклад, ноги можуть перенести вас в інше місце простору, руками можна взятися за ручку дверей та відкрити її, ними ж можна дати в зуби своєму ворогові та обійняти кохану жінку.

Ведена іньським архетипом людина більше звертає увагу на відчуття у своєму тілі та на тіло як таке; відомий янським архетипом, він звертає увагу на роботу, яку виконує тіло, — тягне рюкзак — і результати цієї роботи.

Тонке питання — це прояв архетипів інь та ян у самому фізичному тілі. Традиційний погляд ділить тіло на передню та задню частини. Особою, грудьми, животом і передньою стороною стегон керує ян, задньою частиною — потилицею, шиєю, спиною, сідницями, задньою частиною ніг — керує інь.

З погляду внутрішнього устрою, я йде над органами, які управляють процесами в організмі: головним мозком, залозами внутрішньої секреції, що виділяють гормони, поперечно-смугастою мускулатурою (тою, яка дозволяє людині рухатися в навколишньому просторі).

Інь управляє тканинами як такими, що підкоряються впливу гормонів та нервових сигналів. Нерви, як відомо, діляться на еферентні та аферентні, тобто передають керуючий вплив мозку — головного і спинного — і зовнішні подразники, що сприймають, і які передають відповідні сигнали в мозок. Перші відносяться до архетипу ян, другі — до інь.

У роті, у шлунку та в товстому кишечнику йде інтенсивна трансформація їжі, тому ці органи відносяться до янського архетипу, а в тонкому кишечнику йде всмоктування та асиміляція шлункового соку, тому вони можуть бути віднесені до іньського архетипу.

Кров сама по собі відноситься до архетипу інь, але різні активні агенти, що подорожують по ній — гормони, лімфоцити, лейкоцити — їм протегує ян. Лімфа і жир самі собою ставляться до інь, але лімфатичні вузли — до ян.

Читач, знайомий з анатомією та фізіологією, може продовжити цей опис самостійно, можливо, уточнивши та скоригувавши дилетантські судження автора з цього питання.

Рухи тіла також досить чітко поділяються на іньські та янські. Іньські рухи хіба що обмежують тіло певним колом, наприклад, коли людина захищається, він схрещує руки на грудях — типово іньський жест, зводить коліна разом — теж типово іньська позиція.

Навпаки, відкриті рухи, що розкривають груди людини, підняття голови, жести, спрямовані вперед і вгору, мають виразний янський характер.

Коли людина заплющує або прикриває очі, вона чітко активізує архетип інь; навпаки, коли очі в неї розплющуються і, так би мовити, запалюються вогнем, коли голова висувається вперед, а жести прямують у бік співрозмовника, очевидно активний ян.

Активність іньського чи янського архетипу видно за становищем долонь: якщо кисті розслаблені і повернуті до передпліччя під кутом дев’яносто градусів — це, швидше за все, означає активність інь. Якщо кисті, навпаки, напружені і є продовженням передпліч, активний ян.

І на закінчення, торкнемося теми одягу.

A roupa yin é folgada, caída, não ajustada, na qual a pessoa se sente confortável em estar, talvez não tão confortável em trabalhar. São vestidos longos, quimonos orientais com mangas largas e compridas, que geralmente apresentam muitas pregas no tecido. A roupa yin pode ser muito bonita, digna de admiração prolongada, ela acompanha a pessoa que a veste como uma única imagem, que parece completa, por vezes até emoldurada, a ponto de a ideia de ela começar a agir nem passar pela cabeça da pessoa. Ao contrário, a roupa yang costuma ser mais econômica, justa ao corpo e pressupõe sua prontidão para determinadas ações. Ela é menos bonita, mas mais funcional. Se tomarmos como exemplo um cavaleiro medieval, a cota de malha e o escudo pertencem ao yin, enquanto a espada pertence ao yang. A roupa do plano yin forma uma certa proteção, um limite do corpo físico que o separa do ambiente, e dentro desse limite o corpo se sente bem e confortável.A roupa yanina, ao contrário, é funcional; pressupõe que não se trata de admirá-la, mas de cumpri-la com uma função bem definida: ajudar a pessoa a concretizar seus planos. Trata-se da indumentária de profissionais de assistência social e, claro, de estrelas de shows, cuja roupa, em harmonia com a cenografia do palco, auxilia a cantora a causar a impressão devida no público, atuando em conjunto com sua voz, realçando seus movimentos e o sentido da canção.

Perguntas ao leitor: Você gosta do seu corpo físico? Você costuma admirá-lo ou alguma de suas partes? Há pessoas que gostam dele? Você lhes dá crédito? Quão expressivos são os seus movimentos? Você usa conscientemente o seu corpo para causar impressão em seus amigos e parceiros? Você presta atenção aos movimentos e expressões faciais das pessoas ao seu redor? Elas causam alguma impressão em você? Você considera a mímica uma parte importante da comunicação? Você gosta de sorrisos forçados no rosto de seus amigos? Quanto você depende da roupa em situações descontraídas? Em situações de responsabilidade? Em situações críticas? Você sente a sua roupa como uma adorno ou ela é, para você, um instrumento de influência sobre as pessoas? Você acha que a moda influencia significativamente a subconsciência coletiva?

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